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Caminhoneiro embriagado bate em mais de 10 carros em Curitiba


Caminhoneiro embriagado bate em mais de 10 carros em Curitiba

A prisão de um caminhoneiro embriagado que bateu em mais de 10 carros na manhã deste sábado, em Curitiba, revela a urgência em revogar a Medida Provisória assinada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 30 de dezembro que garante que motoristas das carteiras de habilitação categorias C, D e E não sejam multados até 2025 se dirigirem sem o exame toxicológico, indispensável para garantir a segurança de todos nas estradas.


“É praticamente uma licença para que essa categoria dirija sob o efeito de substâncias psicoativas que comprometem a segurança e aumentam os acidentes de trânsito, como este caso de Curitiba evidenciou”, afirma o diretor científico da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), o médico especialista em Medicina do Tráfego Alysson Coimbra.


Na manhã deste sábado, o caminhoneiro causou danos a pelo menos 10 veículos antes de ser preso em flagrante no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que o motorista dirigia em alta velocidade e de forma perigosa pelas ruas da cidade, colocando em risco inúmeros motoristas e pedestres. Segundo a PM informou à imprensa, foi constatada a embriaguez pelo teste do bafômetro e o motorista apresentava comportamento compatível com o uso de substâncias psicoativas.


100 km de destruição


Além dos danos provocados em Curitiba, foram registrados estragos no município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais e na rodovia BR-277, com despejo de carga na pista.


O uso de anfetaminas, o conhecido rebite, como inibidor do sono por caminhoneiros é um problema grave que coloca em risco a segurança de todos que trafegam pelas rodovias do país. “Essas substâncias promovem efeitos no sistema nervoso central que interferem diretamente na capacidade para conduzir veículos. Elas reduzem o raciocínio e processamento das informações, aumentam o tempo de reação e reduzem os reflexos. Para piorar, o uso da cocaína entre esse caminhoneiros está crescendo”, comenta Coimbra.

Lei



Desde 2015, o exame toxicológico é obrigatório para motoristas das carteiras de habilitação categorias C, D e E no momento da habilitação e da renovação da CNH. “A manutenção destes exames é indispensável para garantir o mínimo de segurança no trânsito. Na ocorrência deste sábado, por sorte, ninguém ficou ferido, mas uma tragédia poderia ter ocorrido”, afirma o diretor da Ammetra Alysson Coimbra


Medidas contrárias à vida

O diretor científico da Ammetra, Alysson Coimbra
O diretor científico da Ammetra, Alysson Coimbra

Coimbra defende um revogaço nas medidas contrárias à segurança viária adotadas nos quatro anos do governo Bolsonaro. Ao alterar o Código de Trânsito Brasileiro, o ex-presidente já havia adotado uma medida que contraria os estudos científicos sobre Medicina do Tráfego: ampliou o prazo de validade para renovação da CNH. O exame médico feito no momento da renovação é indispensável para garantir que motoristas profissionais estejam com a saúde em dia e, portanto, em condições minimamente seguras para dirigir.

“O desprezo de Bolsonaro pela segurança viária é conhecido. Ele já tentou até retirar a multa pelo não uso dos dispositivos de segurança para crianças, uma medida que reduz drasticamente a morte de crianças no trânsito. Movido por interesses eleitoreiros, em setembro, editou uma MP que, na prática, restringe o efeito da Lei do Descanso para caminhoneiros e motoristas de ônibus, outra medida que potencializa acidentes de trânsito com veículos pesados, justamente aqueles que provocam mais mortes e feridos”, explica.


Segundo Coimbra, é preciso revogar essas medidas para preservar vidas no trânsito brasileiro. “Fizeram do trânsito um palco eleitoral. Além de tudo, ainda reduziram o poder de fiscalização da PRF. Enquanto isso, milhões de pessoas no trânsito brasileiro estão jogadas à própria sorte, com risco de saírem e nunca mais retornarem devido à insegurança viária que tomou conta de todas as ruas, estradas e rodovias do Brasil”, completa.
 

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