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Expressas: Mundo acelera testes de veículos autônomos de Nível 4
Jaroslav Sussland - jaros@revistapubliracing.com.br
há 3 horas
3 min de leitura
Iniciativas em vários países — incluindo piloto da Nissan no Japão e projetos com robôs-táxis nos Estados Unidos — sinalizam avanço da tecnologia que permite condução sem motorista em áreas determinadas, embora regulamentação e segurança ainda sejam desafios centrais.
Países de diferentes regiões do mundo têm intensificado testes com veículos autônomos de Nível 4, etapa em que o veículo é capaz de conduzir de forma independente sob condições específicas sem necessidade de intervenção humana imediata. Essa tecnologia é vista como fundamental para a expansão de robotáxis e serviços de mobilidade urbana automatizados nos próximos anos.
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No Japão, a Nissan Motor Co. iniciou um projeto-piloto de mobilidade autônoma na cidade de Yokohama, utilizando minivans baseadas no modelo Serena. O programa utiliza cinco veículos circulando em 26 pontos de embarque e desembarque em distritos como Minato Mirai e Chinatown, com participação de cidadãos como monitores voluntários, e pretende servir de base para um lançamento comercial de serviços robotaxi até 2027.
O governo japonês e parceiros industriais, como BOLDLY Inc., Premier Aid e Keikyu Corporation, também participaram da iniciativa, instalando um centro de monitoramento remoto (PLOT48) para supervisionar as operações e analisar dados para futuras aplicações reais.
Nos Estados Unidos, empresas como a Zoox — de propriedade do grupo Amazon — têm mostrado seus robotáxis autônomos em eventos como a CES 2026 em Las Vegas. A tecnologia apresentada não é meramente conceitual, mas veículos feitos para serviços de transporte autônomo sem motorista, reforçando o papel do país como laboratório vivo para a tecnologia em situação real.
A gigante de tecnologia Nvidia também anunciou planos de lançar serviços de robotáxi com tecnologia de Level 4, em parceria com empresas e plataformas como Uber e Nuro, com previsão de início já em 2027, reforçando o papel de aceleradores de autonomia ligados à inteligência artificial.
A direção autônoma de nível 4 representa um salto em relação aos sistemas de assistência ao motorista atualmente difundidos (como sistemas de Nível 2 ou 2+), pois permite que o veículo assuma a condução completa dentro do seu “domínio de operação” definido — áreas ou condições em que a tecnologia está certificada para funcionar sem intervenção humana. Experiências da indústria apontam que essa definição cuidadosa de domínios operacionais e a integração de sensores como lidar, radar e câmeras são essenciais para superar os desafios de segurança.
Na Europa, analistas e executivos do setor acreditam que sistemas de automação mais avançados poderão ser autorizados a circular em 2027, após ajustes regulatórios e de infraestrutura para acomodar níveis mais altos de autonomia nas ruas das cidades.
Entre os mercados também em evolução, Espanha, China, Alemanha, Coreia do Sul e Singapura foram citados como países que já permitem testes com veículos autônomos de Nível 4 ou processos experimentais equivalentes, num contexto em que a tecnologia se move para além de provas de conceito para operações cada vez mais estruturadas.
Aliás, o teste de caminhões Iveco em Espanha reforça um movimento semelhante que temos acompanhado em veículos pesados: recentemente, a Publiracing Portugal publicou matéria (que pode ler aqui) sobre o programa de testes com caminhões pesados de Nível 4, liderado pela Iveco Group em parceria com a empresa americana PlusAI. A iniciativa, que deverá envolver ensaios plurianuais em rotas de transporte de mercadorias entre Madrid e Zaragoza (Espanha) ao longo de 2026.
Este movimento global combina interesses de fabricantes automotivos, empresas de tecnologia e governos para transformar o transporte urbano e interurbano, com robôs-táxis e sistemas autônomos de passageiros e cargas a caminho de se tornarem realidade comercial na próxima década, mesmo que a regulação e a aceitação pública continuem a moldar os ritmos de adoção.
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