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Revista Publiracing

Editorial - O que acontece com as largadas na Stock Car ?


Antes de mais, referir que sou um dos que segue de forma apaixonada a Stock Car no Brasil. Acompanhei seu grande “pulo” qualitativo, a partir principalmente de 2003. Mais organização, e mais profissionalismo, e por consequência melhores espetáculos. Através da melhoria de todo o espetáculo, volumosos investimentos chegaram, e se atingiu um nível tão alto que a Stock Car se tornou uma das mais caras e competitivas categorias de turismo do mundo.

Aqui cabe uma nota de respeito e admiração pela VICAR, muitas vezes criticada em diversos aspectos de sua gestão à frente da categoria, no entanto, foi capaz de tornar a categoria num verdadeiro espetáculo do automobilismo, desejado por espectadores, tanto nos autódromos como em casa através da televisão.

Feito esta ressalva, me sinto a vontade para falar sobre a questão que me traz até aqui. Não sei quem é o responsável, se a CBA e seus comissários técnicos, se diretores de prova, ou até mesmo por solicitação dos organizadores, mas o que observo nestas últimas épocas da categoria é a morte de um dos mais emocionantes e desafiadores momentos de uma corrida de automóveis, a LARGADA.

Primeiro com as largadas lançadas em pistas que não as americanas ovais. Por diversas vezes largadas com Safety-Car na frente dos pilotos, e este fim de semana, com o carro de segurança a levar os pilotos até à primeira curva. Um completo anticlímax do automobilismo.

Explicações, já ouvi várias, desde questões técnicas, que os carros aquecem muito parados no grid enquanto decorre a formação do mesmo, e eventualmente o motor ”morre”, podendo provocar o impacto de pilotos que larguem atrás. A explicação de reduzir o risco de acidentes com os carros todos em movimento é seguir a lógica do primeiro argumento.

Observo a indignação de quem gosta de automobilismo e principalmente dos fãs da categoria neste tipo de sistema para iniciar uma corrida.

Tratar os pilotos como crianças irresponsáveis que não sabem que dois corpos não ocupam o mesmo espaço, que é necessário frear para se fazer uma curva, e principalmente aquela velha máxima do automobilismo de que não se vence uma corrida na primeira curva, mas se perde.

Sendo assim creio que os pilotos não podem ser favoráveis a algo que prejudica o esporte que praticam, pois repito, a largada é um dos momentos mais emocionantes do esporte a motor em pista. Retirar esse prazer do público e trazer os pilotos até à primeira curva como crianças que têm que seguir seu guia escolar para se comportarem, é matar o esporte e por consequência o interesse do publico nas corridas.

Julgo que os verdadeiros pilotos sabem que o esporte que praticam é um esporte de risco, é isso que o torna fascinante, mas tratar os pilotos da Stock Car como esportistas incapazes de controlar seus instintos, é, das duas uma, ou duvidar de sua capacidade como pilotos, ou uma confissão da incapacidade dos que criaram, regulamentaram, ou aceitaram esta horrível forma de largada na Stock Car.

Quem gosta de automobilismo pede mudanças.

Imagens: Divulgação

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