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Trocar óleo do motor: você está gastando antes da hora ou destruindo o seu carro?

  • Foto do escritor: Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
    Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
  • 21 de set. de 2025
  • 4 min de leitura
Trocar óleo do motor: você está gastando antes da hora ou destruindo o seu carro?

Continuando nossa série semanal sobre mecânica e os componentes mais importantes do seu veículo, hoje vamos falar do óleo. Algo que gera sempre muitas dúvidas, algumas delas vamos tentar explicar agora em nosso texto.


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Todos nós sabemos que o óleo do motor serve para lubrificar. Mas ele tem várias funções críticas:

  • Reduz atritos entre as peças móveis.

  • Ajuda a dissipar calor gerado pelo motor.

  • Limpa resíduos, borras e impurezas.

  • Atua como selante entre anéis de pistão, cilindros, juntas etc.

  • Protege contra corrosão interna.


Com o tempo ou uso severo, o óleo vai perdendo essas propriedades: oxida, escurece, acumula partículas metálicas ou carvão, perde viscosidade, ou sua viscosidade pode variar demais — tudo isso prejudica o motor.


Intervalos de troca: o que os fabricantes recomendam

A regra número um é sempre consultar o manual do proprietário. Cada montadora testa seus motores e define especificações de óleo (viscosidade, qualidade, aditivos) e intervalo ideal de troca.


Aqui alguns padrões observados no Brasil:

Tipo de óleo / condição de uso

Quilometragem típica

Tempo máximo (meses)

Óleo mineral

5.000 km

6 a 12 meses

Óleo semissintético

7.500 km

até 12 meses

Óleo sintético

10.000 km ou mais (alguns motores permitem mais)

até 12 meses, ou conforme marcador no painel / fabricante


Mas atenção: esses valores podem diminuir bastante em situações de uso severo

Uso severo” significa condições que aceleram a deterioração do óleo e do motor. Alguns exemplos:

  • Trajeto diário muito curto (motor não chega à temperatura ideal).

  • Muito “pára e anda”, trânsito urbano intenso.

  • Muitas partidas frias.

  • Climas muito quentes ou frios extremos.

  • Transporte de carga, reboque ou uso frequente em estrada de má qualidade.

  • Uso em aplicativos de entrega ou corrida, com alto tempo de motor ligado e baixas velocidades médias.

Se o carro vive nessas condições, é recomendável reduzir o intervalo de troca para metade ou seguir diretrizes específicas do fabricante de óleo.


Tipos de óleo: mineral, semissintético e sintético

É importante entender as diferenças, porque o tipo de óleo influi diretamente na durabilidade do lubrificante:

  • Óleo mineral: base mais simples, mais barato, oferece boa proteção, mas degrada mais rápido. Ideal para motores de projeto mais antigo ou uso menos exigente.

  • Óleo semissintético: mistura de óleo mineral + sintético, oferece um meio-termo — melhor desempenho que o mineral, custo menor que o sintético puro.

  • Óleo totalmente sintético: base refinada, aditivos de alta qualidade; mantém melhor viscosidade com o passar do tempo, resiste melhor a temperatura elevada, exigências de motores modernos (turbo, injeção direta etc.). Permite intervalos maiores se usados nas condições corretas.


Também é importante a viscosidade certa (por exemplo, 5W-30, 10W-40 etc.), conforme recomendado pela montadora — um óleo com viscosidade errada pode falhar em lubrificação ou gerar perdas de eficiência.


Outros fatores que influenciam a necessidade de troca

Além de quilometragem e tipo de óleo, considere:

  • Filtro de óleo: sempre troque junto. Se o filtro estiver saturado, vai reter menos impurezas e contaminantes que retornam ao circuito.

  • Verificação do nível e inspeção visual: usar a vareta, ver a cor do óleo (se muito escuro ou cheiro forte, pode indicar degradação).

  • Sensores e luzes no painel: muitos carros têm sistemas que monitoram horas de motor, temperatura, tempo desde última troca etc. A luz de “serviço” ou de alerta de óleo pode indicar necessidade antecipada.

  • Armazenamento prolongado do veículo: carros que ficam parados por muito tempo também demandam troca mais regular de óleo, mesmo com baixa quilometragem (o óleo oxidado pela umidade ou pelo tempo perde características).


Trocar óleo do motor: você está gastando antes da hora ou destruindo o seu carro?

🛠 Consequências de atrasar demais a troca

Os problemas potenciais incluem:

  • Desgaste prematuro das peças internas do motor (pistões, cilindros, bronzinas, eixos).

  • Formação de borras e depósitos que podem entupir galerias de óleo.

  • Baixa lubrificação provoca superaquecimento local e falha de vedação.

  • Maior consumo de combustível.

  • Em casos extremos: perda de compressão, óleo queimado, dano permanente no motor, podendo levar à necessidade de retífica ou de substituição do bloco.


Boas práticas para execução

  • Sempre use óleo com especificações conforme o manual do veículo (viscosidade SAE, classificação API/ACEA, ou norma própria da montadora).

  • Troque filtro de óleo junto com o óleo.

  • Verifique se o motor está na temperatura de funcionamento ideal antes de fazer medição de óleo.

  • Descarte o óleo usado de forma ambientalmente correta. Existem postos e oficinas que recolhem óleo usado.

  • Registre cada troca: quilometragem, tipo de óleo, quem fez, para manter histórico.


Exemplos práticos

  • Se seu carro tem motor moderno, óleo sintético, e você faz 50 km/dia em cidade com trânsito, provavelmente trocas a cada 10.000 km ou 12 meses serão suficientes.

  • Se você roda pouco, 5.000 km/ano ou usa em clima muito severo, com várias partidas frias, vale mais fazer troca a cada 6 meses, mesmo se não atingir a quilometragem recomendada.

  • Em modelos “mais antigos” ou de motores com projeto menos exigente, óleo mineral pode bastar, mas aceitando trocas mais frequentes, de 5.000 km ou menos.


Conclusão

Trocar o óleo do motor é uma das manutenções mais simples, mas também das mais importantes — é vital para preservar desempenho, eficiência, custo de manutenção e vida útil do motor.


A regra de ouro é: manual do proprietário + tipo de uso + boas práticas. Seguir isso evita surpresas caras, mantém o carro confiável e contribui para sua valorização no longo prazo.


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