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Latam aposta em tecnologia inspirada na pele de tubarão para reduzir combustível e emissões em toda a frota Boeing 777
Redação Publiracing
há 4 horas
3 min de leitura
O Latam Airlines Group anunciou a ampliação do uso da tecnologia AeroSHARK para toda a sua frota de Boeing 777-300ER, reforçando sua estratégia de eficiência operacional e sustentabilidade. A solução, inspirada na pele de tubarão, promete reduzir em cerca de 1% o consumo de combustível e as emissões — um impacto relevante para operações de longa distância.
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Expansão consolida estratégia sustentável
A companhia sul-americana firmou um contrato ampliado para receber cinco novos kits da tecnologia, permitindo modernizar progressivamente as dez aeronaves do modelo Boeing 777-300ER. Até o fim de 2025, metade da frota já operava com o sistema, e a previsão é que todas as modificações sejam concluídas até 2027.
Com isso, a LATAM deverá se tornar a segunda companhia aérea do mundo a operar uma subfrota completa equipada com essa solução aerodinâmica.
Segundo Nicolás Seitz, Head de Frota e Projetos do grupo, a iniciativa demonstra como a empresa vem combinando inovação e sustentabilidade com resultados práticos, após a validação dos ganhos obtidos com a primeira aeronave modificada.
Tecnologia biomimética reduz resistência do ar
Desenvolvido em parceria pela Lufthansa Technik e pela BASF Coatings, o AeroSHARK é um revestimento especial que replica a estrutura microscópica da pele de tubarão — conhecida por sua capacidade de reduzir o atrito na água.
Na aviação, o conceito funciona de forma semelhante: pequenas estruturas longitudinais, com cerca de 50 micrômetros, são aplicadas na fuselagem e nas naceles dos motores, orientadas na direção do fluxo de ar para diminuir a resistência aerodinâmica.
Na fase atual, o material cobre aproximadamente 950 metros quadrados da aeronave.
Economia equivalente a dezenas de voos internacionais
Quando toda a frota estiver equipada, a LATAM estima economizar até 4 mil toneladas de combustível por ano e reduzir cerca de 12 mil toneladas de emissões de CO₂.
Para efeito de comparação, esse volume representa aproximadamente 56 voos programados entre São Paulo e Miami realizados com um Boeing 777 — uma medida que evidencia o impacto operacional da tecnologia.
Projeto começou de forma discreta
A primeira modificação foi realizada quase em segredo, em dezembro de 2023, permitindo que a companhia testasse exaustivamente a solução antes de anunciá-la oficialmente.
Após quase um ano de operação diária confirmando os resultados prometidos, a LATAM decidiu ampliar o projeto — primeiro com quatro kits adicionais em 2024 e agora com mais cinco unidades, totalizando dez.
Para Petra Lahme, diretora de vendas da área de inovação em equipamentos originais da Lufthansa Technik, o movimento reforça o perfil pioneiro da companhia aérea na adoção de tecnologias inspiradas na natureza.
Futuro da tecnologia pode ampliar economia
Os desenvolvedores do AeroSHARK continuam trabalhando para expandir a certificação da solução para outros modelos de aeronaves, incluindo versões do Boeing 777, 747-400 e, a partir de 2026, o Airbus A330ceo.
Além disso, estudos iniciais apontam que uma aplicação mais ampla da tecnologia pode elevar a economia real para algo entre 2% e 3% — um salto significativo em um setor onde ganhos marginais já representam milhões em redução de custos.
Eficiência como vantagem competitiva
Em um cenário global de pressão por metas ambientais e redução de custos operacionais, iniciativas como essa ganham peso estratégico.
Ao investir em soluções tecnológicas de baixo impacto estrutural e alto retorno operacional, a LATAM reforça seu posicionamento em direção a uma frota mais eficiente — e mostra como inovação e sustentabilidade podem caminhar juntas na aviação moderna.
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