
Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
23 de jan.



Redação Publiracing
19 de out. de 2025



Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
12 de out. de 2025




Com alta expressiva em março, mercado brasileiro mostra recuperação consistente da demanda e desempenho generalizado entre os segmentos
O mercado automotivo brasileiro iniciou 2026 em forte ritmo de crescimento. De acordo com a Fenabrave, os emplacamentos de veículos registraram avanço significativo em março, consolidando o primeiro trimestre como o terceiro melhor da série histórica da entidade, atrás apenas de 2011 e 2012.
No mês, o volume de registros cresceu 36,9% em relação a fevereiro e 35,3% na comparação com março de 2025. Isoladamente, março de 2026 tornou-se o segundo melhor mês de março já registrado pelo setor.
O desempenho do terceiro mês do ano elevou o acumulado do trimestre a um dos mais fortes já registados no país, reforçando sinais de recuperação do mercado automotivo após períodos de maior volatilidade.
Apesar do impacto positivo do calendário — com março a contar com 22 dias úteis, contra 18 em fevereiro e 19 no mesmo mês do ano passado — os dados indicam uma evolução real da procura.
Segundo Arcelio Junior, presidente da entidade, o cenário aponta para uma mudança mais estrutural no comportamento do consumidor.
“O mês de março confirmou um mercado mais dinâmico, com desempenho disseminado entre os principais segmentos e um primeiro trimestre que já se posiciona entre os melhores da série histórica”, destacou.
Um dos principais sinais de robustez do mercado foi o avanço generalizado entre os diferentes segmentos automotivos. Automóveis, comerciais leves, pesados e motocicletas apresentaram evolução frente ao mês anterior, indicando uma recuperação mais homogênea da atividade.
Esse movimento reforça a percepção de que a retomada não está concentrada em nichos específicos, mas sim distribuída ao longo de toda a cadeia automotiva.
A leitura detalhada dos dados de março reforça o cenário de expansão generalizada, com destaque para os segmentos de automóveis e comerciais leves que somaram 258.223 unidades no mês, registando uma forte evolução tanto na comparação mensal como anual. Os comerciais leves isoladamente também avançaram, com 51.848 unidades, evidenciando a procura aquecida por veículos utilitários.
O segmento de motocicletas manteve-se como um dos principais motores do mercado, com 221.573 unidades em março, refletindo não só o crescimento da mobilidade individual como também a sua relevância para trabalho e logística urbana.
Por outro lado, os veículos pesados apresentaram comportamento mais irregular. Enquanto os camiões registaram uma ligeira retração na comparação anual, os autocarros mostraram recuperação face ao mês anterior, ainda que com oscilações no acumulado.
No total, o mercado atingiu 513.099 unidades em março, com crescimento expressivo de 36,8% face a fevereiro e de 16,1% na comparação anual, confirmando o momento positivo do setor e a recuperação consistente da procura em praticamente todos os segmentos.
Mesmo considerando o efeito do calendário, a Fenabrave destaca que há uma melhora consistente no ambiente de consumo, com maior confiança do comprador e retomada gradual das decisões de compra.
O setor começa o ano com indicadores positivos, sustentado por fatores como maior disponibilidade de crédito, renovação de frota e retomada da atividade econômica em alguns segmentos-chave.
As projeções da Fenabrave indicam um cenário de crescimento consistente para 2026, ainda que em ritmo mais moderado ao longo do ano. O segmento de automóveis e comerciais leves deverá atingir 2.625.912 unidades, um avanço de 3% face a 2025, enquanto os camiões e autocarros também apresentam evolução semelhante, com crescimentos de 3,5% e 3%, respetivamente. No total, o mercado deverá alcançar cerca de 2,77 milhões de unidades nesses segmentos principais, consolidando uma expansão de 3,02%.
O maior destaque vai para o segmento de motocicletas, que projeta um crescimento mais expressivo de 10%, atingindo mais de 2,4 milhões de unidades, reforçando o seu papel estratégico no mercado brasileiro. Já os implementos rodoviários apresentam uma evolução mais contida, com subida prevista de 2%. No conjunto, as estimativas revelam um setor mais estável, sustentado por uma base de procura consistente e com potencial de crescimento ao longo do ano.
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