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Revista Publiracing

Avaliação: Renault Sandero R.S., o mais honesto pequeno esportivo do Brasil


O Renault Sandero R.S. recebeu algumas atualizações no último facelift do modelo, menos profundas que no restante da linha do modelo, mas ainda assim notadas. E foi para conhecer essas alterações que recebemos, mais uma vez, o pequeno esportivo da marca francesa, um modelo reiteradamente elogiado por nós na redação por dois fatores fundamentais. Primeiro a coragem da marca em trazer para seu lineup, uma versão que comercialmente busca um perfil de cliente ainda pouco maduro no Brasil, e por isso mesmo, a diferença tão clara do número de modelos disponibilizados neste segmento, o dos pequenos esportivos, entre mercados consolidados como o europeu ou asiático, e o cenário nacional, em que o Sandero R.S. é a única opção verdadeiramente esportiva disponibilizada.

Aqui entra o outro ponto de elogio que repetidamente fazemos para a marca francesa, a escolha corajosa em disponibilizar para o nosso mercado um modelo que não é simplesmente uma proposta de aparência esportiva, mas um reconhecido trabalho de engenharia, com ajustes e alterações em pontos fundamentais como chassi, suspensão, freios e câmbio, só para citar alguns aspectos.


O R.S. é um carro delicioso de dirigir, de olhar e de ouvir. Com tantos sentidos envolvidos, e de forma tão intensa e positiva, os dias de contato com o pequeno esportivo da Renault só poderiam ter sido mais um registro na lista daqueles modelos que sempre deixam saudades em nossa redação.

Falando especificamente do design exterior, é fácil perceber imediatamente sua reduzida distancia em relação ao solo, bem distinto da versão Intense, por exemplo.


Como principais referências nas suas dimensões a largura de 1.733 (mm), altura com 1.499, comprimento de 4.070 e 2.590 de distancia entre eixos. Na atual atualização, a Renault disponibiliza o Sandero R.S. em quatro cores, a da unidade testada por nós, o vermelho, sendo as restantes as tradicionais, branco, preto e cinza.


O design do R.S. sofreu menos intervenção que o restante da linha Sandero, mantendo muito mais dos traços da anterior geração, com a assinatura de condução diurna em LED posicionada em posição inferior no para-choques dianteiro, saias laterais esportivas e detalhes que deixam a frente bem agressiva. O preto brilhante é utilizado tanto na frente do veículo como no spoiler traseiro, ou ainda na caixa dos espelhos retrovisores, que incluem sinalizador de mudança de direção e são elétricos. As maçanetas nas portas são da cor da carroceria e as lanternas traseiras são integralmente de assinatura em LED.

Ainda na traseira, ajudando a caracterizar o modelo de forma muito digna, além do citado aerofólio, são destaques, o imponente difusor de ar traseiro, igualmente em preto, e o escapamento duplo, desenhado por ajudar a garantir maior desempenho, reforçando o visual esportivo do Sandero R.S. e ainda responsável por uma deliciosa “sinfonia” aos ouvidos. Ainda na traseira, referência para o acionamento para abertura da tampa traseira que é realizado através da interessante solução de botão no interior do logo Renault, que é de generosas proporções e posicionado em posição central na tampa traseira.


Para terminar nossa observação externa, referência para a assinatura lateral do modelo, através do adesivo exclusivo "Renault Sport" e ainda as bem evidentes rodas de liga leve de 17", diamantadas, em dois tons, de novo design, e onde são instalados pneus de medida 205/45 R17, antecipando com esta escolha o comportamento muito seguro e eficiente do veículo . As novas rodas deixam ainda evidentes as pinças do freio em vermelho, trazendo um visual muito mais atraente e esportivo ao modelo.

Ainda antes de darmos partida ao motor, um olhar para o interior que não esconde a exclusividade do modelo, com os bancos mais esportivos, acabamento interno com detalhes em preto brilhante além do uso do cromado em determinados pormenores como a manopla da alavanca do câmbio no painel de instrumentos ou ainda no volante, que é de revestimento em couro, e que expõe, na frente do condutor, a exclusividade da versão, com utilização do cromado e do vermelho, além de assinar com a sigla R.S. para não esquecermos que estamos ao volante do mais esportivo “hot hatch” disponibilizado para o mercado brasileiro.


Embora sendo um carro de características bem especiais, a Renault não esqueceu alguns itens que entregam tanto conforto como praticidade para o dia a dia.

Falamos do ar condicionado automático, limpador do vidro traseiro, sensor de estacionamento e câmera de ré, vidros elétricos nas quatro portas com tecnologia de um toque para subida e descida, o piloto automático com limitador de velocidade e ainda a prática central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay com tela TouchScreen de 7" e os habituais comandos por satélite atrás do volante, uma tradição Renault. Além disso o habitual bom espaço do Sandero está lá, intacto, inclusive os 320 L de volume disponibilizados no porta-malas, entregando ainda apoios de cabeça para todos os ocupantes, cintos de segurança de três pontos para todos eles, com os dianteiros a disponibilizarem ajuste em altura, finalizando com o sistema isofix para fixação da cadeirinha infantil.


Já que chagamos na segurança, detalhe para o pacote de série no Sandero R.S.: São 4 airbags, sendo dois frontais e dois laterais, barras de proteção nas portas, assistente de partida em rampa, controle eletrônico de estabilidade, e ainda freios ABS com quatro discos ventilados de 280 mm de diâmetro e 24 mm de espessura, sempre muito eficientes e prontos para frear os 1.181 kg e peso do R.S.


Hora então de dar partida ao motor 2.0 (1.998 cm³) de quatro tempos, bicombustível (gasolina e/ou etanol), um quatro cilindros em linha de 16 válvulas e refrigeração por circuito de água sob pressão.

Uma motorização que entrega 145 cv (gasolina) ou 150 cv (etanol) e para ambos os combustíveis com potência máxima disponibilizada nas 5.750 rpm. Também como importante referência os 20,2 kgfm (gasolina) e 20,9 kgfm (etanol) de torque nas 4.000 rpm.

Como bom esportivo e confirmando o cuidado da Renault em manter intacto o DNA do veículo, o câmbio é manual, de seis velocidades, e naturalmente com ajuste que privilegia respostas mais rápidas para o nosso Sandero.

O casamento entre o motor e o câmbio é muito inteligente, e uma relação mais curta nas marchas iniciais, permite andar muitas vezes de quinta marcha na cidade e deixa para a sexta velocidade a possibilidade de viajar com o giro mais baixo e com bastante elasticidade.


É claro que a Renault tem em seu portfólio de motores em seus mercados internacionais opções mais impactantes potentes e ágeis, afinal entregar versões mais esportivas é uma marca registrada da marca francesa, que começou lá atrás com o Renault 5 Alpine Turbo, passou pelo incrível 5 GT Turbo, avançou para o poderoso 5 Turbo, e a partir daí nunca mais deixou de fazer parte do lineup de qualquer pequeno modelo da marca.

Fica então claro, logo após os primeiros quilômetros, que poderíamos pedir um pouco mais de agilidade nos giros iniciais, mas sua característica de motor atmosférico limita seu crescimento. É também notório que ele vai evoluindo em termos de prontidão em rotações mais elevadas, e aí sim, é possível diversão em bom estilo, com respostas e retomadas rápidas e o motor disponível numa maior faixa de rotações. Como referência os 8,0s gostos para ir da imobilidade aos 100 km/h, conseguidos pelo modelo quando bastecido com etanol.


O Sandero R.S. foi todo trabalhado no seu conteúdo mecânico e na estrutura. Bom exemplo disso é a suspensão, do tipo MacPherson, com molas esportivas na dianteira e rodas semi-independentes, com barras de torção esportivas na traseira. Com toda a certeza apelidada de dura na avaliação do condutor comum, ela é, no entanto, muito correta para a proposta, permitindo estabilidade nas mais diversas situações, entregando precisão, segurança e estabilidade em movimentos mais exigentes, e mantendo a carroceria com uma distancia bem menor em relação ao solo que qualquer outro Sandero, expondo assim o ótimo trabalho de engenharia da marca no desenvolvimento desta versão esportiva do pequeno hatch da Renault.


Faltou só falar da direção. Eletro-hidráulica e de diâmetro de giro com 10,6 metros, ela mostrou ótimo acerto para a proposta, rápida e precisa, equilibra muito bem a necessária leveza no dia a dia urbano e a necessária dureza em condução esportiva, que exige firmeza para maior segurança.

Finalizando nosso teste, uma referência para o maravilhoso som que sai do duplo escapamento do Sandero R.S., uma sinfonia para quem gosta de automóveis esportivos, e que dá o tom para um veículo que verdadeiramente tem alma e postura de esportivo, e reiterando, proposta de coragem da Renault, sabendo que a versão é para um grupo reconhecidamente restrito de clientes, mas que com a opção pelo Sandero R.S. não se sente totalmente órfão, podendo ter em sua garagem um veículo que entusiasma, e por um preço sugerido nas concessionárias de R$ 74.890.


Conclusão do editor – O Sandero R.S. é exemplar único no grupo dos pequenos esportivos no Brasil, um veículo pensado para ser divertido, que permite reações rápidas com muita segurança e que entrega sensações exclusivas a carros com uma pegada mais esportiva, seja em sua postura dura, mais “colada no chão”, ou ainda através da sua sonoridade apaixonante. Como dissemos no inicio, uma versão do Sandero que sempre deixa saudades na redação, e que, é sim, um caso de honestidade da marca Renault, afinal seu aspecto esportivo não é mera cosmética, pois ele é o que aparenta. Um verdadeiro HOT HATCH.


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