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Revista Publiracing

Avaliação: Novo Hyundai HB20 TGDi elevou o nível no segmento

Atualizado: Fev 14


O alvo de nossa atenção esta semana é um dos mais controversos lançamentos dos últimos meses no Brasil. A divergência de opiniões em relação ao design do novo HB20 acontece muito por causa de uma base de comparação extremamente elevada, já que a anterior geração do modelo sul-coreano estava um passo a frente no seu tempo, tanto na versão hatch como no sedã, deixando o nível a ser ultrapassado pelos designers da marca bastante elevado. No entanto, ao revolucionarem, criaram duas linhas de pensamento, os que simplesmente acham que foi um caminho diferente, rompendo com os traços já conhecidos da geração anterior, e noutra direção, os que encontram no novo HB20 traços de outros modelos, e por isso mesmo o consideram um passo atrás.


Mas e nós, qual a nossa opinião ? – é isso que vamos deixar para vocês em mais este teste da nossa equipe.



Começamos por uma breve passagem pelo desempenho comercial do modelo nas concessionárias. Em dezembro, por exemplo, ele ocupou a sétima posição no ranking dos veículos mais vendidos no Brasil, totalizando 7679 unidades emplacadas , perdendo espaço para modelos como Fiat Argo e Volkswagen Gol.


Já no inicio do ano, e apesar de menos unidades vendidas (6555), ele recuperou a quinta posição na lista dos mais vendidos, muito próximo do segundo modelo de maior desempenho no segmento, o Ford Ka.


Vamos então falar da unidade que recebemos para um teste de alguns dias, a versão mais completa da renovada linha HB20, a TGDi no acabamento Diamond Plus, e onde o grande destaque foi para nós o elástico e ágil motor 1.0 turbo de três cilindros Flex de 120 cv.

Deixando de lado as questões subjetivas sobre o seu design, que naturalmente sempre levam a opiniões divergentes, vamos aos destaques em nossa observação externa.


A frente exibe o habitual cuidado com as versões mais equipadas do HB20, notado assim o contorno cromado da nova grade frontal. Outra receita habitual da marca para assinar seus veículos mais sofisticados são as maçanetas das portas em cromado, solução que não falta nesta versão e que harmoniza muito bem com as bonitas rodas de liga leve diamantadas de 15", onde são instalados pneus de medida 185/60 R15.


Ainda são destaques, os espelhos retrovisores de ajuste elétrico na cor da carroceria e com seta integrada, o acabamento em preto fosco nas molduras das portas e coluna B, além da antena do tipo barbatana que acrescenta um ar de sofisticação na proposta.


Ainda antes de falar do interior da versão, deixamos as principais dimensões do modelo, que são exatamente iguais para todas as versões do novo HB20, incluindo o tanque, com capacidade para 50 litros de combustível. A única exceção é o peso, que vai das 989 kg da versão inicial de motor 1.0 aspirado e câmbio manual, aos 1.091 kg da nossa versão e mais pesada de todas elas.


São então 3.940 (mm) de comprimento, 3.940 de largura, 1.470 de altura e 2.530 de distância entre eixos. Também visível na observação externa, é a baixa distância em relação ao solo com 160 mm de vão livre.



A entrada no habitáculo é realizada através do sistema de chave presencial com telecomando de travamento das portas e porta-malas. Já no interior podemos observar uma das qualidades reconhecidas aos sul-coreanos da Hyundai, um interior que mistura elegância com uma boa integração das peças, proporcionando viagens sem grandes incômodos.


Inicialmente, destaque para o revestimento em couro (sintético) dos bancos e volante, que além de uma boa espessura é ainda multifuncional, com alavancas para troca de marchas e regulagem em altura e profundidade. Harmonizando com a cor dos bancos, e em tom idêntico, marrom, temos o painel, console, e painéis das portas, criando um visual bem agradável e elegante para o conjunto. Só não gostamos do tom de azul escolhido para a peça que percorre horizontalmente o painel, em nossa opinião poderia ter sido escolhido o preto brilhante (cor da maçaneta das portas) ou outra cor menos contrastante.


O nível de conforto no HB20 desta nova geração é bem interessante, sendo itens de série os vidros elétricos dianteiros e traseiros com a função de um toque para descida e subida e ar condicionado digital.



Já observando a multimídia ela é com tela touchscreen de 8 polegadas, agora em correta posição elevada, conectividade com celular através dos sistemas Apple CarPlay e Android Auto, conexão via Bluetooth com streaming de áudio, acesso a agenda e histórico de chamadas, MP3 player, conexões USB, com comandos de áudio e Bluetooth no volante.


Na tela são também exibidas as imagens da câmera de ré, além de avisos gráficos e sonoros do sensor de estacionamento traseiro.


O painel de instrumentos com tela digital é bem agradável e de fácil leitura, exibindo, além das habituais informações, os dados do computador de bordo como autonomia, consumo médio, consumo instantâneo, tempo de viagem, hodômetro parcial e aviso de revisão.


Para finalizar nossa observação ao interior, destaque para itens como, cinto de segurança de três pontos e encosto de cabeça para as cinco posições, sem esquecer o sistema de fixação de cadeirinha infantil Isofix. Com naturais limitações em termos de espaço para a posição central na segunda fileira, mas ainda assim permitindo relativo conforto, o hatch entrega também 300L de volume no porta-malas, que pode ser ampliado para 930 com o rebatimento do banco traseiro.

É então chegado o momento de acionar o botão start/stop e dar partida ao novo motor 1.0 de três cilindros em linha e 12 válvulas, turbo, naturalmente disponibilizando a tecnologia Flex, e que entrega com ambos os combustíveis 120 cv nas 6.000 rpm. O propulsor é uma das novidades da nova geração do modelo e foi uma agradável surpresa ao longo do teste, confirmando dados do contato inicial com o modelo na Bahia, quando do seu lançamento para a imprensa.


Ele é extremamente ágil, muito por conta do torque de 17,5 kgf.m disponibilizado nas iniciais 1.500 rpm. Com isso ele entrega uma condução muito prazerosa, surpreendendo também pela sua elasticidade, já que vai crescendo de forma linear e correta, mostrando um casamento muito eficaz com a transmissão automática de 6 marchas.


Ainda como referências sobre este novo motor, tecnologicamente bem interessante, ele é com bloco e cabeçote em alumínio, com duplo comando continuamente variável, e a alimentação é eletrônica com injeção direta de combustível. Com estas características além de entregar versatilidade com agilidade, o HB20 TGDi ainda apresentou ótimas referências em consumo, terminando o teste em circuito misto(urbano/estrada) com resultado de 12,9 km/l, sempre abastecido com gasolina no depósito com capacidade para 50 litros de combustível.

Ainda antes de continuarmos a falar do comportamento dinâmico do veículo, destaque para a segurança. Esta versão, a topo de linha, vem com duplo airbag frontal e lateral de tórax, freios ABS com EBD, controles de estabilidade e tração, sinalização de frenagem de emergência, assistente de partida em rampa, monitoramento de pressão dos pneus, alerta e frenagem autônomo e ainda alerta de saída de faixa. Aqui cabe um parêntesis para elogiar este sistema da marca sul-coreana que chega a ser mais eficiente que o de muitas marcas premium, não é exagero, ele consegue identificar alterações na cor do asfalto em relação ao acostamento, por exemplo, e virtualmente faz a leitura de quando saímos desse caminho ideal, mesmo sem linha guia, assinalando de forma muito eficiente, e até surpreendente, esse movimento que podia ser potencialmente perigoso.


Em termos de dirigibilidade a direção elétrica progressiva permite movimentos bem rápidos e precisos, apresentando o modelo boa estabilidade sendo muito previsível nas suas reações. As freadas mais exigentes também são realizadas com eficácia, e os freios que são de disco ventilado na frente e tambor atrás, se apresentaram sempre eficazes em qualquer situação, sendo este modelo um ótimo exemplo do raciocínio das marcas que em muitos casos entendem não ser necessário o freio de disco nas rodas traseiras para modelos de baixo peso (neste caso 1091 kg), e muito particularmente em veículos de carroceria hatchback, como o nosso HB20, naturalmente sem pretensões para alta esportividade.


O bom acabamento da marca é sentida nos poucos ruídos que invadem a cabine ao longo do teste, apesar da qualidade apenas regular dos materiais utilizados, recorrendo muito ao plástico duro, no entanto, a boa integração das peças permite um baixo nível de ruídos. Este resultado tem também uma forte participação da suspensão, do tipo McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, calibrada para privilegiar o conforto e a máxima capacidade para absorver as irregularidades, entregando ainda um bom compromisso com a estabilidade e segurança nas mais diversas situações às quais submetemos o modelo.

Conclusão do editor – Se em termos estéticos ele é controverso, já em termos mecânicos podemos garantir que a evolução é evidente e aplaudida. Um carro que ficou mais tecnológico, mais seguro, mais eficiente, de boa dirigibilidade, e com um conjunto motor/câmbio de muita eficiência e agilidade. Seu preço poderá condicionar alguns dos potenciais clientes, devido à referência de R$77.990 para esta versão topo de linha, no entanto, a certeza que levará para sua garagem um veículo muito interessante, sendo muito prazeroso de dirigir e com níveis elevados de segurança, tecnologia e conforto.


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