Mundo motorizado, transporte, mobilidade, turismo, lazer e entretenimento
Buscar
Anfavea defende teto de 5% para Imposto Seletivo e alerta para risco de aumento no preço dos automóveis
Redação Publiracing
24 de set. de 2025
2 min de leitura
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) voltou a se posicionar de forma firme sobre a regulamentação do Imposto Seletivo previsto na Reforma Tributária. A entidade defende que seja estabelecido um teto de 5% para a nova cobrança que incidirá sobre automóveis e veículos leves, sob pena de o setor enfrentar forte elevação da carga tributária e consequente pressão sobre os preços ao consumidor.
Senado vota nova etapa da Reforma Tributária
O Senado deve votar nesta quarta-feira mais uma etapa da regulamentação da Reforma Tributária. O texto já prevê limites para outros setores da economia, como o de bens minerais e o de bebidas açucaradas, mas o setor automotivo, que responde por milhares de empregos e R$ 190 bilhões em investimentos programados, corre o risco de não ter uma trava clara para a cobrança.
Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea:
“Não pedimos tratamento especial, mas igualdade de critérios. Se outros setores têm um teto, o automotivo também precisa dessa previsibilidade. Sem isso, corremos o risco de ver alíquotas que podem começar em 10% e chegar a 35%, o que inviabiliza a compra de veículos novos, penalizando consumidores e toda a cadeia produtiva.”
Clique AQUI
Impacto para consumidores e meio ambiente
A Anfavea ressalta que o teto de 5% permitiria manter os estímulos à tecnologia limpa, já que, dentro desse limite, haveria faixas menores de alíquota para veículos com menor nível de emissões.
A preocupação da entidade é que, sem o teto, o novo imposto tenha efeito contrário ao objetivo original: em vez de incentivar a renovação da frota com carros mais modernos, seguros e menos poluentes, poderia empurrar consumidores para o mercado de usados, inclusive veículos antigos – os chamados “velhinhos” – que contribuem para maiores índices de poluição e insegurança viária.
Automóvel como bem essencial
Outro ponto destacado pela Anfavea é a inclusão dos automóveis na mesma categoria de produtos considerados nocivos à saúde, como cigarros e bebidas alcoólicas. Para o setor, essa classificação ignora o papel essencial do carro para milhões de brasileiros, especialmente em regiões onde o transporte público é limitado.
Risco para investimentos e empregos
Sem a definição de um teto, o setor automotivo afirma que a falta de previsibilidade tributária pode comprometer os R$ 190 bilhões em investimentos já anunciados, além de afetar a geração de empregos e as exportações industriais brasileiras.
“O teto de 5% mantém a atual arrecadação do governo e garante segurança para que os fabricantes mantenham os investimentos. É uma medida de equilíbrio e responsabilidade”, reforçou Calvet.
👉 “A Revista Publiracing acredita em jornalismo isento, relevante e de qualidade. Se também valoriza informação independente, considere apoiar o nosso trabalho.”
Comentários