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Em entrevista exclusiva, Pedro Machado fala sobre a atual situação do sistema metroferroviário da re

  • Foto do escritor: Artur Semedo / Revista Publiracing
    Artur Semedo / Revista Publiracing
  • 23 de out. de 2017
  • 4 min de leitura

Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô de SP – AEAMESP, Pedro Machado

A Revista Publiracing realizou uma entrevista exclusiva com o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô – AEAMESP, Pedro Machado. Ele falou sobre a 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária e sobre a atual situação do sistema sobre trilhos.

Revista Publiracing (RP) - Quais os principais objetivos para o seu período à frente da AEAMESP?

Pedro Machado (PM) - A Chapa “Conexão e Modernidade” foi eleita com a proposta de assegurar o prestígio alcançado pela Associação ao longo de sua história, promovendo a renovação do quadro associativo, em conexão com os desafios e complexidades impostos pela modernidade.

Firmamos como Compromissos de Diretoria: escutar os anseios dos profissionais das empresas do setor metroferroviário, com responsabilidade e seriedade, posicionando-se quanto às mudanças no setor e assegurando a expressão do corpo associativo, através de sua diretoria e conselho deliberativo; reforçar e zelar pela imagem da associação junto aos parceiros e entidades; aumentar a participação dos profissionais das empresas do setor, bem como captar novos associados em nível nacional; promover eventos de interesse dos associados, além da Semana de Tecnologia Metroferroviária; promover a implementação de projetos metroferroviários eficientes como primordiais para assegurar a mobilidade e o desenvolvimento socioeconômico; cooperar nos processos de retenção de tecnologia de ponta do setor; buscar e manter o apoio das diversas lideranças do setor; participar das instâncias que tratam assuntos de interesse do setor, sejam municipais, estaduais ou federais.

RP - Como foi preparar a 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária no momento em que as empresas do setor passam por um momento difícil com investimentos no setor paralisados, sendo que que o apoio delas é fundamental para a realização do evento?

PM - Só temos a agradecer aos parceiros que deslocaram esforços, sejam financeiros ou de ações, para a realização do evento. Em tempos difíceis como estes mostramos que é possível fazer acontecer grandes ações se todos colaborarem.

Houve momentos em que pensamos que o baque era tamanho que precisaríamos cancelar a 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, mas foi neste momento que surgiram as mais fundamentais colaborações e o evento acabou ganhando estabilidade e concretude.

Apesar das dificuldades de cunho financeiro, o conteúdo está cada vez mais rico e o evento se consolida como voz anual do setor para a discussão de nossos assuntos de interesse.

RP - Investimentos equivocados, ou a falta deles, deixaram o sistema metroferroviário paulistano e metropolitano no limite de sua capacidade. Na sua opinião, quais as prioridades para os próximos anos? É a modernização de via permanente e seus sistemas de sinalização e controle de tráfego, que permitam maior frequência e rapidez das composições, ou são mais composições. Ainda na sequência, apesar da natural necessidade de ampliar (e muito) a rede de trens e metrô na cidade de São Paulo, uma ampliação dessa malha enquanto não forem resolvidas questões de infraestrutura e equipamento atuais, vai trazer mais público para um modal já saturado. Qual a sua opinião sobre estas observações?

PM - Respondendo as perguntas 3 e 4 de forma conjunta, na opinião da Associação, a sequência técnica para desenvolvimento da rede metroferroviária deve levar em consideração o crescimento sustentável, buscando não onerar ainda mais os trechos mais carregados e levar o atendimento a novas regiões da cidade. Paralelamente, a melhoria da via permanente, sinalização e as novas composições permitirão melhorar o serviço já prestado, sendo também uma ação que assegura melhoria do atendimento. Não há uma ação prioritária, mas sim faces de uma mesma moeda.

Em entrevista exclusiva, Pedro Machado fala sobre a atual situação do sistema metroferroviário da região metropolitana de São Paulo.

RP - Existe algum trabalho conjunto entre as empresas que atuam sobre trilhos e as prefeituras da região para um desenvolvimento planejado da ferrovia de acordo com o desenvolvimento urbanístico das cidades na região metropolitana?.

PM - Ao nível político essa ação se desenvolve, como pode ser observado nas notícias do setor. No setor técnico esse diálogo poderia se ampliar e isso seria benéfico pois geraria não só propostas de gestão, mas sim, das instituições responsáveis pelo transporte, um compromisso que poderia perdurar além das atuais gestões.

RP - Muito se tem falado de ligações ferroviárias, importantes e fundamentais, entre importantes cidades do estado e da federação. Qual a sua opinião sobre essa necessidade, e existindo estudos sendo desenvolvidos, em que situação atualmente eles estão?

PM - Existem diversos estudos sendo desenvolvidos de ligações entre as metrópoles paulistas e mesmo entre as duas grandes metrópoles brasileiras, São Paulo e Rio. Alguns deles foram objeto de painéis nos últimos três anos e podem ser consultados no nosso site nos eventos anteriores, garantindo fonte de informação e contato com as empresas responsáveis por desenvolver esses projetos.

É fato que as rodovias não darão conta de transportar o fluxo entre as metrópoles nos próximos anos, portanto é premente que se pense no transporte sobre trilhos como solução para estes fluxos.

RP - Muito especificamente em relação ao metrô de São Paulo, fica claro que o investimento em tecnologias que não eram dominadas ou habituais como o monotrilho, foi equivocada, não só a nível de instalação e infraestrutura como futuramente no custo de sua operação, que, contrariamente ao argumento inicial não vêm ficando com um custo menor. Qual a sua opinião sobre os projetos de investimento no monotrilho como solução para diversos bairros, muitos deles já reduzidos na sua distância e amplitude, outros completamente abandonados.

PM - Os diversos modos possuem faixa de atuação que pode ser obtida em diversos estudos técnicos. Não é legítimo dizer que um modo que ainda nem entrou em atividade plenamente na cidade foi equivocado. Quanto à questão do custo, considerando sempre o local de inserção, os Relatórios de Sustentabilidade do Metrô-SP mostram sim a relação de menor custo do monotrilho. Vide uma comparação de km entre a Linha 17 e Linha 5, por exemplo, ambas na mesma região, ou de projeção para a Linha 2 quando comparada à Linha 15. O que não há é uma aderência ao valor inicialmente planejado, algo completamente compreensível dada a mudança de conjuntura nacional em relação aos preços que mantém relação de dependência com mercado internacional em vários itens.

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