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Revista Publiracing

No deserto, Extreme E se prepara para o X Prix inaugural


No deserto, Extreme E se prepara para o X Prix inaugural

Nove equipes e 18 pilotos estão preparados para correr no primeiro evento Extreme E, o Desert X Prix que vai ser disputado na Arábia Saudita. A pista em si mede 18 quilômetros e está centralizada em torno de três cânions no vasto deserto que circunda AlUla.


A iétida categoria do esporte a motor mundial tem chamado à atenção de muitos nomes importantes e farão parte da temporada inaugural. Jenson Button, Jamie Chadwick, Sébastien Loeb, Molly Taylor, Carlos Sainz e Sara Price.


O formato da competição terá classificações aos sábados ao melhor etilo especial de rali, com cada um dos dois membros da equipe realizando seu tempo (acumulado dos dois pilotos) seguido por corridas de vários carros nas finais de domingo.


Alejandro Agag, fundador e CEO da Extreme E disse: “Chegou a hora de ir às corridas e não posso explicar o quanto orgulhoso e animado estou. Uma enorme quantidade de trabalho árduo em circunstâncias sem precedentes ocorreu nos bastidores para iniciarmos este campeonato de corrida revolucionárias e eu mal posso esperar para ver alguns dos maiores nomes do automobilismo se enfrentarem em condições e carros inéditas.”


“Mas Extreme E não é apenas uma corrida e busca por um troféu, é sobre algo muito maior, é a corrida pelo nosso planeta. Por meio do poder do esporte, esperamos destacar alguns dos desafios ambientais que o mundo está enfrentando e as soluções que todos podemos tomar. ”


Cada corrida terá duas voltas em uma distância total de aproximadamente 18 quilômetros e as equipes colocarão um piloto masculino e um feminino, promovendo a igualdade de gênero e igualdade de condições entre os competidores. As equipes determinarão qual piloto vai primeiro de acordo com a estratégia de cada uma delas, em ordem mantida de forma confidencial até o último momento garantindo assim disputas entre homens e mulheres na pista.


O Desert X Prix Finals Day apresenta uma série de três corridas de carros.

As equipes serão listadas do 1º ao 9º lugar com base no tempo total combinado das duas especiais de qualificação de cada equipe realizada no sábado.


As três primeiras equipes vão para a semifinal, onde os dois primeiros colocados ganham vagas na final do Desert X Prix. Já as três equipes do meio (4º, 5º, 6º) passam para a The Crazy Race - onde apenas a melhor colocada avança para a final do Desert X Prix. As três últimas equipes (7ª, 8ª e 9ª) vão disputar o chamado Shoot Out.

No deserto, Extreme E se prepara para o X Prix inaugural

O Desert X Prix Final será assim composto pelos dois primeiros da Semi-Final e o vencedor da Crazy Race.


As equipes serão formadas seguinte forma:


ABT CUPRA XE - # 125 - Mattias Ekström / Claudia Hürtgen

ACCIONA | Equipe Sainz XE - # 55 - Carlos Sainz / Laia Sanz

Andretti United - nº 23 - Timmy Hansen / Catie Munnings

Segi TV Chip Ganassi Racing - # 99 - Kyle LeDuc / Sara Price

Hispano Suiza XITE Energy Team - # 42 - Oliver Bennett / Christine Giampaoli

JBXE - # 22 - Jenson Button / Mikaela Åhlin-Kottulinsky

Rosberg X Racing - # 6 - Johan Kristoffersson / Molly Taylor

Veloce Racing - # 5 - Stéphane Sarrazin / Jamie Chadwick

X44 - # 44 - Sébastien Loeb / Cristina Gutiérrez


O carro

Capaz de atingir 100km/h em apenas 4,5 segundos, em inclinações de até 130 por cento, o ODYSSEY 21 foi construído e projetado pela Spark Racing Technology. A Williams Advanced Engineering criou a bateria importantíssima, com o chassi construído pela Chassis Technology Supplier CBMM| Nióbio. Já os pneus serão fornecidos pelo parceiro fundador do campeonato, a Continental.


Carregamento de célula de combustível de hidrogênio

Em uma inovação mundial, cada carro será carregado com energia de emissão zero por meio da tecnologia de célula de combustível de hidrogênio criada em colaboração com a AFC Energy. O sistema oferece um processo de produção de combustível totalmente sustentável, usando água e sol para gerar energia de hidrogênio, que será usada para carregar todos os SUVs elétricos ODYSSEY 21. Esse processo não apenas emitirá zero emissões de efeito estufa, mas seu único subproduto será a água, que será utilizada em outras partes do local.


Problema de Desertificação

Os desertos da Arábia Saudita foram escolhidos para destacar uma série de questões ambientais - aumento das temperaturas, períodos mais frequentes e longos de seca, desmatamento e desertificação - que são todos em parte instigados pelo comportamento humano e nosso estilo de vida intensivo com altos índices de emissões em carbono.


Nas próximas décadas, a disponibilidade média de água em algumas regiões diminuirá entre 10 a 30 por cento, o que significa que 2,4 bilhões de pessoas em todo o mundo viverão em áreas sujeitas a períodos de intensa escassez de água, deslocando até 700 milhões pessoas. Os desafios agravados pelas mudanças climáticas no deserto incluem a escassez de água e potencialmente centenas de milhões de refugiados climáticos.


Como parte dos compromissos definidos pela Saudi Vision 2030, o Reino buscará salvaguardar o meio ambiente aumentando a eficiência da gestão de resíduos, estabelecendo projetos abrangentes de reciclagem, reduzindo todos os tipos de poluição e combatendo a desertificação. O país planeja promover o uso otimizado dos recursos hídricos, reduzindo o consumo e utilizando água tratada e renovável.


A etapa inaugural da categoria será transmitida no domingo pelos canais ESPN através às 3 da manhã de domingo com a Semi-final e Crazy Race, e a final às 7 horas da manhã de domingo também pela ESPN e Sport TV2.


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