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Mercado automotivo começa 2026 estável no Brasil, com eletrificados em nível recorde
Redação Publiracing
há 2 horas
2 min de leitura
O setor automotivo brasileiro iniciou 2026 com desempenho estável no mercado interno, alcançando 170,5 mil veículos emplacados em janeiro. Apesar da leve retração na produção e nas exportações, o destaque ficou para o avanço dos eletrificados, que atingiram participação histórica de 16,8%, sinalizando uma aceleração na transição tecnológica do país.
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Emplacamentos sustentam início do ano
Os licenciamentos de automóveis e comerciais leves foram os principais responsáveis pela estabilidade do mercado, mesmo com um dia útil a menos em relação a janeiro de 2025. Os automóveis cresceram 1,4% na comparação anual, enquanto os comerciais leves avançaram 3%, ajudando a manter o ritmo do setor.
Por outro lado, o segmento de pesados apresentou forte retração: as vendas de ônibus caíram 33,9% e as de caminhões recuaram 31,5% no período.
Ainda assim, a indústria observa com otimismo os efeitos do programa Move Brasil. Em apenas um mês, o BNDES aprovou R$ 1,3 bilhão em financiamentos para renovação de frota — movimento que deve impactar positivamente os emplacamentos de caminhões nos próximos meses.
Eletrificados batem recorde e reforçam produção local
Os veículos eletrificados responderam por 16,8% dos emplacamentos em janeiro, o maior percentual já registrado na série histórica. Dentro desse universo, 35% correspondem a híbridos produzidos no Brasil — outro marco relevante para a indústria nacional.
Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o resultado evidencia a importância da produção local no processo de transição tecnológica e aponta para uma trajetória de crescimento ao longo de 2026.
Programas de incentivo ajudam a impulsionar vendas
O desempenho dos modelos de entrada incluídos no programa Carro Sustentável também contribuiu para o resultado do mercado interno. Desde o lançamento da iniciativa, foram comercializadas 282 mil unidades — volume 22,8% superior ao registrado antes da isenção de IPI. O programa segue em vigor até o final deste ano.
Exportações caem e puxam produção para baixo
No mercado externo, as exportações de automóveis recuaram 18,3% em relação a janeiro de 2025, influenciadas principalmente pela queda de 5% nos embarques para a Argentina — parceiro estratégico da indústria brasileira.
Com exportações menores e um mercado interno apenas estável, a produção totalizou 159,6 mil autoveículos, uma redução de 12% na comparação anual. Ainda assim, a Anfavea destaca que janeiro do ano passado teve um volume atipicamente elevado — o maior dos últimos seis anos — o que amplia a base de comparação.
Perspectiva cautelosamente positiva
O início de 2026 revela um setor em fase de ajuste: enquanto a demanda doméstica mostra resiliência e os eletrificados avançam com força, a dependência do mercado externo ainda representa um fator de risco.
Ao mesmo tempo, programas de incentivo, expansão do crédito e a crescente eletrificação indicam que a indústria automotiva brasileira segue em transformação — e pode ganhar tração ao longo do ano, caso o ambiente económico se mantenha favorável.
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