Lamborghini diz não temer superesportivos chineses e mantém aposta nos híbridos
- Jaroslav Sussland - jaros@revistapubliracing.com.br

- há 2 horas
- 2 min de leitura

Stephan Winkelmann, CEO da Lamborghini, afirma que os novos superesportivos chineses, apesar de números cada vez mais impressionantes, ainda não conseguem competir com os modelos de Sant’Agata Bolognese em três elementos que considera fundamentais: desempenho, som e emoção. A posição surge num momento em que a fabricante italiana recua nos planos para automóveis 100% elétricos e concentra a estratégia nos híbridos plug-in.
Questionado sobre modelos chineses de alto desempenho, incluindo propostas elétricas de marcas como Denza e Yangwang, Winkelmann afirmou que não os considera atualmente uma ameaça. O executivo argumenta que a natureza elétrica desses automóveis os coloca num território diferente daquele que a Lamborghini pretende preservar, afirmando que os fabricantes chineses não conseguem competir “no desempenho dos nossos carros, no som e na emoção”. A posição é particularmente significativa porque algumas propostas chinesas já apresentam potências e acelerações superiores às de superesportivos europeus tradicionais, transformando a discussão numa disputa que vai além dos números absolutos.
A declaração coincide com uma importante revisão da estratégia de eletrificação da Lamborghini. O Lanzador, apresentado em 2023 e inicialmente previsto para tornar-se o primeiro modelo totalmente elétrico da marca, deixou de seguir o plano original de produção, enquanto a ideia de um Urus totalmente elétrico também perdeu espaço. Winkelmann justificou a mudança pela baixa aceitação dos elétricos entre os clientes da marca, descrevendo a curva de interesse por modelos 100% elétricos como próxima de zero. A Lamborghini prefere, portanto, prolongar a utilização dos motores a combustão combinados com sistemas plug-in híbridos, embora não descarte definitivamente um elétrico no futuro.
A estratégia já está refletida na gama atual. O Revuelto combina um V12 6.5 naturalmente aspirado com três motores elétricos para entregar 1.015 cv, enquanto o Temerario utiliza um novo V8 4.0 biturbo associado a três motores elétricos, chegando aos 920 cv; o Urus SE também adota uma configuração híbrida plug-in. Para a Lamborghini, a eletrificação não foi abandonada — mudou de formato. A questão agora é saber durante quanto tempo som, motor a combustão e tradição continuarão a representar uma vantagem diante de uma indústria chinesa que já mostrou ser capaz de desafiar os europeus em potência e desempenho e que, como o próprio Winkelmann reconheceu, poderá tornar-se uma ameaça no futuro.
Quer estar sempre atualizado? Siga o nosso canal no WhatsApp e receba as notícias no seu celular.
👉 Acreditamos que setores fortes dependem de pessoas bem informadas — de conteúdos que orientam, contextualizam e geram valor real para o mercado.
É essa visão que nossos leitores, profissionais e marcas apoiam. Ao se associar à Publiracing, você fortalece uma cultura de jornalismo independente, fidedigno e relevante. Uma cultura que valoriza o contexto acima da superficialidade, o rigor acima do sensacionalismo e a credibilidade acima da desinformação.
Quando a informação é produzida com responsabilidade, todo o ecossistema ganha: o público fica informado e toma decisões conscientes, as marcas comunicam com maior impacto e o setor se desenvolve.
Saiba mais clicando aqui ou vá para o link de apoio abaixo









Comentários