
Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
23 de jan.



Redação Publiracing
19 de out. de 2025



Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
12 de out. de 2025




Modelo marca a estreia da Scuderia Ferrari HP sob o regulamento de 2026, com mudanças profundas em aerodinâmica, arquitetura do chassi e unidade de potência, numa temporada que inaugura um novo ciclo técnico na categoria.
A Ferrari revelou nesta sexta-feira, 23 de janeiro, o SF-26, monoposto com o qual a Scuderia Ferrari HP disputará o Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2026, que tem início marcado para 8 de março, na Austrália. Trata-se do 72º carro de Fórmula 1 desenvolvido pela equipe de Maranello e o primeiro concebido integralmente de acordo com o novo regulamento técnico e esportivo da categoria.
A apresentação ocorreu no circuito de Fiorano e simboliza o início de uma nova fase para a Fórmula 1, caracterizada por carros mais leves, uma revisão profunda dos conceitos aerodinâmicos e uma nova geração de unidades de potência híbridas, com maior protagonismo da eletrificação e o uso de combustíveis sustentáveis.
O SF-26 foi desenvolvido a partir de uma reavaliação completa da arquitetura do carro. A Ferrari abandonou o conceito de aerodinâmica de efeito-solo, adotando uma abordagem diferente, com linhas mais limpas e foco na redução de peso e no aumento da eficiência global, em linha com os objetivos da FIA para a nova era.
A integração entre chassi e motor tornou-se ainda mais crítica, exigindo um desenvolvimento conjunto desde as fases iniciais do projeto.


O SF-26 apresenta proporções mais compactas e uma aparência que transmite maior leveza e agilidade. Desde o início do projeto, a Ferrari apostou na simplicidade funcional como base de um conceito flexível, pensado para evoluir ao longo da temporada à medida que os dados de pista forem sendo analisados.
A pintura também sinaliza essa transição. Após sete temporadas utilizando acabamento fosco, a Ferrari regressa à tinta brilhante, com um tom de Rosso Scuderia mais intenso, inspirado na pintura especial apresentada em Monza em 2025. O branco, historicamente usado de forma pontual, ganha maior destaque ao redor do cockpit e na cobertura do motor, criando um contraste visual que reforça a identidade do carro e a ligação entre passado e futuro da equipe.
Charles Leclerc e Lewis Hamilton destacaram o nível de complexidade imposto pelo novo regulamento, especialmente no que diz respeito à gestão de energia e à adaptação aos novos sistemas híbridos. Ambos estiveram envolvidos desde as fases iniciais do desenvolvimento, num processo que exigirá rápida capacidade de aprendizagem e forte apoio da análise de dados.
Com os primeiros testes programados para as próximas semanas, incluindo duas sessões no Bahrein, a Ferrari entra numa fase de validação prática do projeto. Em um cenário técnico totalmente novo para todas as equipes, a abordagem da Scuderia passa por trabalho metódico, evolução progressiva e consolidação de bases sólidas desde o início do campeonato.

Especificação | Detalhes |
Estrutura | Monocoque em compósito de fibra de carbono com núcleo tipo colmeia |
Proteção | Halo integrado |
Carroceria e banco | Fibra de carbono |
Câmbio | Ferrari longitudinal, 8 marchas à frente + ré |
Diferencial | Traseiro, controlado hidraulicamente |
Freios | Discos de carbono ventilados Brembo (dianteiros e traseiros), com freio traseiro eletronicamente controlado |
Suspensão | Push-rod dianteira e traseira |
Peso mínimo | 770 kg (incluindo piloto, óleo e líquidos) |
Rodas | 18” dianteiras e traseiras |
Especificação | Detalhes |
Tipo | Motor turboalimentado |
Denominação | Ferrari 067/6 |
Cilindrada | 1.600 cc |
Configuração | V6 a 90° |
Número de cilindros | 6 |
Turbo | Turbocompressor único |
Rotação máxima do turbo | 150.000 rpm |
Fluxo máximo de energia do combustível | 3.000 MJ/h |
Diâmetro x curso | 80 mm x 53 mm |
Válvulas | 4 por cilindro |
Injeção | Direta, pressão máxima de 350 bar |
Especificação | Detalhes |
Configuração | Sistema híbrido com um único motor-gerador elétrico (MGU-K) |
Bateria | Íons de lítio |
Massa mínima do pack | 35 kg (incluindo eletrônica de controle) |
Capacidade da bateria | 4 MJ (variação máxima de SOC), 9 MJ durante carregamento |
Tensão máxima | 1.000 V |
Potência do MGU-K | 350 kW |
Rotação máxima do MGU-K | 60.000 rpm |
Galeria de Imagens
















Com o SF-26, a Ferrari entra oficialmente na nova era da Fórmula 1, enfrentando um dos maiores desafios técnicos da história recente da categoria, num campeonato em que desenvolvimento, eficiência e integração de sistemas deverão ser determinantes para o desempenho ao longo da temporada.
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