Eve prevê estreia do eVTOL no Brasil até 2028 e prepara produção em Taubaté
- Jaroslav Sussland - jaros@revistapubliracing.com.br

- há 3 horas
- 2 min de leitura

Subsidiária da Embraer trabalha com a possibilidade de iniciar as operações do seu veículo elétrico de decolagem e pouso vertical no Brasil até o final de 2028. O avanço depende da certificação da aeronave, enquanto a futura fábrica paulista deverá alcançar capacidade para produzir até 480 unidades por ano.
A Eve, subsidiária da Embraer dedicada à mobilidade aérea urbana, poderá iniciar a operação de seu eVTOL no Brasil até o final de 2028. O cronograma, porém, está condicionado à conclusão do processo de certificação da aeronave, etapa indispensável antes do início das operações comerciais. Popularmente chamados de “carros voadores”, os eVTOLs são aeronaves elétricas projetadas para decolar e pousar verticalmente e realizar deslocamentos aéreos, sobretudo em ambientes urbanos e metropolitanos.
A produção está prevista para Taubaté, no interior do Estado de São Paulo, onde a estrutura industrial deverá atingir capacidade de até 480 aeronaves por ano quando estiver completamente instalada. A escala será determinante para os planos comerciais da Eve, que já reúne cerca de 3 mil cartas de intenção de compra, incluindo alguns pedidos firmes, segundo as informações divulgadas.
A expectativa da Embraer é que o novo negócio comece a ter impacto mais significativo nos resultados do grupo depois da entrada em operação. “Estamos muito confiantes com relação à contribuição da Eve para o crescimento da Embraer, principalmente em 2029 e 2030 como complemento de nossa estratégia de crescimento”, afirmou Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer. A declaração coloca o projeto não apenas como uma experiência tecnológica, mas como uma das futuras frentes de expansão da fabricante brasileira.
O preço das aeronaves deverá variar consideravelmente conforme configuração, aplicação e autonomia. As estimativas apresentadas apontam para valores entre US$ 500 mil e US$ 5 milhões por unidade, uma amplitude que reflete as diferentes possibilidades de utilização e especificações. Mais do que o preço de aquisição, entretanto, o sucesso comercial dependerá de fatores como custos operacionais, infraestrutura necessária, regulamentação e definição das rotas nas quais esse novo tipo de transporte poderá efetivamente competir.
Com a perspectiva de operação até o final de 2028 e maior contribuição financeira esperada para 2029 e 2030, os próximos dois anos serão decisivos para transformar o projeto da Eve em uma operação comercial efetiva. A carteira de intenções indica interesse pelo conceito, mas o passo fundamental continua sendo a certificação: somente depois dela será possível medir, na prática, o espaço que os eVTOLs poderão ocupar na mobilidade brasileira.
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