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Azimut transforma América Latina em prioridade e exporta 15% dos iates produzidos no Brasil
Redação Publiracing
há 2 horas
2 min de leitura
A Azimut Yachts destinou cerca de 15% da produção de sua fábrica em Itajaí (SC) ao mercado externo em 2025, consolidando a exportação como parte central da estratégia da companhia. Impulsionada principalmente pela demanda latino-americana — com destaque para a Argentina —, a operação reforça o papel do Brasil como plataforma regional para embarcações de alto padrão.
Exportações mantêm estabilidade e ganham relevância
Mesmo em um cenário global marcado por cautela no comércio internacional, ajustes regulatórios e incertezas nas relações com a América do Norte, a fabricante de iates de luxo manteve estável o volume exportado nos últimos três anos.
A unidade catarinense, único parque fabril da marca fora da Itália, vem operando com foco crescente em mercados próximos, aproveitando vantagens logísticas e custos mais competitivos para atender clientes de alto patrimônio na região.
Segundo Carlo Alberto Sisto, CEO da Azimut no Brasil, o estaleiro atingiu um nível de maturidade que permite competir globalmente, combinando eficiência operacional e previsibilidade.
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Argentina lidera demanda por embarcações de luxo
A expansão das vendas na América Latina está diretamente ligada a mudanças recentes no ambiente econômico argentino. Medidas governamentais reduziram entraves à importação, simplificaram processos burocráticos e aumentaram a previsibilidade cambial — fatores decisivos em transações de alto valor.
Além disso, o acesso mais funcional ao câmbio e a redução do custo financeiro tornaram a compra de bens como iates mais viável para investidores da região.
Em outros mercados latino-americanos, regras comerciais mais estáveis e rotas marítimas mais curtas a partir do Sul do Brasil também contribuem para reduzir prazos e despesas logísticas.
Embarques recentes evidenciam estratégia regional
A estratégia já se reflete nas entregas recentes. Um modelo Fly 62 foi enviado para Buenos Aires, enquanto uma unidade do Fly 58 seguiu para Punta del Este, no Uruguai — um dos principais polos náuticos de alto padrão da América do Sul.
Outro iate do mesmo modelo está em fase final de produção e tem entrega prevista para Cartagena, na Colômbia, ainda neste semestre.
Iate passa a ser visto como ativo patrimonial
De acordo com a companhia, muitos compradores da região enxergam a embarcação não apenas como item de lazer, mas como parte de sua estratégia patrimonial.
Nesse perfil de consumo, aspectos como segurança jurídica, prazo de entrega, estrutura de pós-venda e estabilidade econômica pesam tanto quanto design e desempenho — características tradicionalmente associadas ao segmento de luxo.
Brasil se consolida como hub náutico
Com presença em cerca de 80 países e uma rede global de vendas e assistência, a Azimut vem posicionando sua operação brasileira como uma plataforma regional de exportação.
O movimento também sinaliza uma tendência mais ampla: a América Latina começa a ganhar protagonismo no mercado internacional de bens de luxo, impulsionada por mudanças regulatórias e pela busca de ativos tangíveis.
Para a indústria náutica, o avanço das exportações reforça a capacidade do Brasil de participar de cadeias globais de alto valor agregado — um espaço tradicionalmente dominado por polos europeus.
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