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Revista Publiracing
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Avaliação: Renault Kwid Outsider, o pequeno urbano ganhou exclusividade


Um dos principais lançamentos da Renault em 2019 foi a versão Outsider do seu modelo de entrada Kwid, versão que veio para ocupar o lugar de topo de linha, e a de apelo mais irreverente ou aventureiro. Atualmente a carro chefe da marca no Brasil, o pequeno modelo levou a Renault a atingir a terceira posição no ranking das marcas de automóveis mais vendidas no país, totalizando 195 505 unidades emplacadas até final de novembro, perdendo apenas para Chevrolet e Volkswagen, segundo os dados da Fenabrave.


Ainda de acordo com os números da entidade, até final do 11º mês do ano, o Kwid ocupava a 4ª posição entre os automóveis mais vendidos no Brasil, totalizando 76 943 unidades, 6009 dos quais em novembro. Já olhando exclusivamente para o segmento dos também chamados subcompactos, ele lidera disparado na frente do Fiat Mobi, que nos primeiros 11 meses vendeu 49 216 unidades, do Volkswagen UP com apenas 12 263 unidades, ou ainda das inexpressivas 1 372 unidades do Chery QQ.


Claro que merece uma referência o fato do modelo ser um dos mais adquiridos por frotistas através da venda direta, modelo de negócio que representa atualmente mais de 40% das vendas no Brasil.

Mas falando exclusivamente da versão Outsider, que recebemos em nossa garagem para uns dias de teste, as grandes alterações em relação ao restante da linha estão no exterior. São argumentos utilizados para dar ainda mais irreverencia para um veículo de perfil tipicamente urbano, mas onde a marca adicionou alguns “temperos” bem ao gosto do público brasileiro, com isso ele ganhou personalidade.


Falamos da grade frontal exclusiva da versão, molduras também elas exclusivas para os faróis de neblina, barras de teto (apenas estético), proteções de carroceria laterais, com os naturais frisos em plástico contornando a caixa de roda, além das rodas de aro 14” na cor preta, em aço estampado com calotas e onde são instalados pneus e medida 165/60 R14, harmonizando assim com os espelhos retrovisores também na cor preta (brilhante). Para fortalecer a identidade da versão, a Renault colocou ainda a marcação Outsider nas portas dianteiras.


Em relação a suas dimensões tudo igual às demais versões da linha Kwid. São 1.474 mm de altura, 3.680 mm de comprimento, 1.579 mm de largura (sem retrovisores) e 2.423 mm de distância entre eixos.

Em termos de design o Kwid é um veículo bem interessante. Muitas vezes fica difícil para os engenheiros das montadoras deixarem sua marca em tão pouco espaço como o das carrocerias deste tipo de produto, mas no caso do Kwid da Renault, existe uma correta distribuição dos elementos principais, tudo de forma harmônica e ainda conseguido dar identidade ao produto, e tudo isso sem esquecer a imagem de marca, que está presente em pormenores como a grade frontal bem típica de alguns modelos da marca.


Momento de conhecer o interior do veículo, e para diferenciar o Kwid Outsider os bancos em tecido são exclusivos, com detalhes em laranja e com o nome da versão. Olhando para o restante do habitáculo, tudo minimizado e prático. Com um espaço apenas suficiente para os passageiros que viajam na frente, já atrás, suas dimensões condicionam o transporte dos cinco passageiros permitidos pelo documento do veículo. Naturalmente que para esta proposta de produto, o espaço atrás apenas permite dois adultos de estatura normal, e naturalmente espaço limitado para a posição central onde inclusivamente é disponibilizado encosto de cabeça (cinco posições). No entanto, cabe referir que em seu segmento o Kwid é dos mais generosos em espaço interior, tanto na questão de altura na cabine, como ainda na distancia para pernas entre o banco traseiro e o encosto dos bancos dianteiros, disponibilizando ainda porta-malas de 290 L que pode ser expandido para 1.100 L com os bancos rebatidos, o maior da categoria.

Outro aspecto interessante do Kwid Outsider é que ele trás todos os principais recursos exigidos pelo cada vez mais exigente, mas ao mesmo tempo prático e conectado condutor urbano. O sistema de ar-condicionado, central multimídia com câmera de ré, vidros elétricos nos bancos dianteiros, além dos sistemas (2) Isofix para fixação de cadeirinhas infantis. Já olhando um pouco para a segurança, referir que ele vem com quatro bolsas de airbag, sendo duas frontais e duas laterais, e os cintos de segurança são de três pontos em quatro posições, sendo o central traseira subabdominal.


Em olhar mais atento para a multimídia, dizer que ela foi atualizada, com destaque para as conexões ao celular através dos sistemas Android Auto ou Apple Car Play, permitindo ainda efetuar e receber ligações telefônicas, além de disponíbilizar diversas funcionalidades através de alguns aplicativos, perdendo, no entanto, o navegador próprio. Esta central da Renault, também utilizada em outros modelos a marca, continua a ser para nós uma das mais simples, mas ao mesmo tempo prática e intuitiva multimídia oferecida nas propostas “comuns” do mercado brasileiro.


Já prontos para girar a chave e ligar o motor, dois pontos que podem condicionar uma correta posição de condução no Kwid, a ausência de ajuste em altura, tanto do banco do condutor como do volante.


Em termos mecânicos o Kwid é entregue atualmente com apenas uma opção de motorização para as quatro versões disponibilizadas, o 1.0 (999 cm³) SCe (Smart Control Efficiency). Um propulsor de tecnologia Flex com três cilindros e 12 válvulas que entrega 70 cv de potência com etanol (66 com gasolina) a 5.550 rpm e torque de 9,4 kgfm (gasolina) ou 9,8 kgfm (etanol) a 4.250 rpm em ambas as opções de combustível.

O Kwid é um veículo de dinamismo bem interessante, e este motor casa muito bem com a opção única de câmbio manual de cinco velocidades. O conjunto entrega uma evolução de giro e velocidade muito equilibrada, através de uma configuração de marchas muito correta, e que permite evoluir com muita tranquilidade e agilidade os 758 kg de peso do pequeno Kwid.


Muito por conta do bom conjunto, os resultados em termos de consumo foram mais uma vez muito interessantes. Com o tanque de 38 litros abastecido com etanol, e repetindo os bons resultados conseguidos com outras versões do modelo, chegamos ao final do nosso circuito misto com média de 10,6 km/l, ressaltando que no Kwid as diferenças entre o consumo em cidade ou estrada são mínimas, e que nos testes anteriores, utilizando gasolina, o Kwid apresentou conosco resultados muito próximos dos 15 km/l.


Ainda notório foi o ajuste na suspensão, McPherson na dianteira e eixo rígido na traseira, ela já era consistente, mas passava a sensação de alguma rigidez, já no Outsider a engenharia conseguiu manter o comportamento honesto em curva, mas conseguiu um pouco mais de suavidade para o conjunto, ficando nosso Kwid Outsider mais macio na passagem por buracos e lombadas, melhorando com isso um dos aspectos menos positivos do veículo. O vão livre em relação ao solo de 180 mm não lhe permite grandes aventuras, mas é coerente com o seu DNA urbano, e que através de bons ângulos de entrada e saída permite ampliar os horizontes para um veículo deste perfil.


Já os freios são de discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS, eles são capazes de corresponder às exigências com tranquilidade.


É importante saber que o habitáculo recebe sem cerimonias o som característico do motor de três cilindros, algo que entra em nossa rotina muito mais como uma característica do que propriamente um defeito, afinal ele é vendido por 45 mil reais, o que no caso do mercado brasileiro é sinônimo de economia e naturalmente ao adquirir um veículo nesta faixa de preço temos que ter consciência das limitações inerentes ao fato.

A direção elétrica é outro aspecto bem positivo no Kwid, permitindo reações rápidas e precisas, resultando numa proposta muito prática para o dia a dia das grandes cidades brasileiras, onde espaço é um bem escasso, com isso, através de sua dirigibilidade e economia o Kwid torna-se um ótimo parceiro para uma rotina urbana diária.


Conclusão do editor – A versão Outsider do Kwid é para quem gosta de exclusividade, mesmo no segmento de entrada. Adicionando R$ 2.500 ao valor sugerido para a versão Intense, esse é o preço a pagar por um pouco mais de estilo ao acrescentar um pacote puramente estético na versão Outsider. Excluindo a versão inicial Life, vendida por R$ 34.790 e destinada principalmente a frotistas, as versões mais completas do modelo chamam a atenção pelo interessante pacote de itens muito lembrados pelo publico brasileiro. Faróis de neblina, central multimídia com espelhamento e câmera de ré, direção de assistência elétrica, ar-condicionado, limpador do vidro traseiro e ainda itens de segurança como os 4 airbags de série. A estes itens se junta uma mecânica interessante, tanto em questões de dinamismo, bem como no consumo de combustível, e se o seu acabamento pobre poderá condicionar uma eventual compra, a consciência do tipo de produto que estamos observando, levará a situar de forma bem mais realista onde o Kwid se encontra em relação a seus concorrentes, e ele está, sem dúvida, num patamar atualmente superior. E se ainda necessitássemos de um argumento adicional, o design do Kwid é muito interessante para um veículo de reduzidas dimensões, entregando curvas elegantes e que ligam as diversas áreas da carroceria de forma harmônica. Na versão Outsider ele ganhou exclusividade, o que tem o seu preço, e pelo qual, sempre terá alguém disposto a pagar.

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