
Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
23 de jan.



Redação Publiracing
19 de out. de 2025



Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
12 de out. de 2025




A Revista Publiracing aproveitou os dias de verão e foi explorar um pouco mais das capacidades do Renault Duster 2.0.
Com os testes realizados por nós anteriormente a outras versões, e ao longo da sua evolução técnica nos últimos anos no país, nossas experiências em terrenos offroad sempre foram de quilometragem reduzida, sendo, no entanto, o suficiente para perceber que ele tinha muito mais para oferecer, e o Duster sempre nos deixou com aquele desejo de tirar do carro francês toda a capacidade de um dos raros SUVs urbanos que realmente tem versatilidade que permite conforto e robustez na cidade, e ao mesmo tempo encara sem medo uma boa trilha.
Foi assim que percorremos 400 km entre a nossa redação na cidade de São Paulo e o incrível cenário da Serra da Canastra, no estado de Minas Gerais. Além da hospitalidade, e o bom queijo que simboliza uma gastronomia inigualável, o estado mineiro oferece de brinde a seus visitantes, cenários de um Brasil que tem sua história diretamente ligada à agricultura, e que além de toda a beleza natural, adiciona as características que essa atividade econômica foi deixando, e ainda deixa, como fazendas e os caminhos de terra que levam até elas.
O Renault Duster sempre mostrou ser uma ótima proposta, que naturalmente foi sendo modernizado desde sua chegada ao Brasil. As evoluções mecânicas levaram entre outras até esta versão que vem equipada com um câmbio manual de seis velocidades, muito bom, atualizações no motor, e uma versatilidade e robustez muito interessantes.

Por fora o destaque fica por conta do grupo ótico, que inclui os faróis de neblina, e agora luz diurna (DRL) e são distribuídos de forma interessante no para-choque, que, assim como o traseiro, é da cor da carroceria. Os retrovisores externos também são da cor do veículo (com ajuste elétrico), assim como as maçanetas das portas. Completam o pacote estético do Duster nesta versão Dynamique, as barras de teto longitudinais e as rodas de liga leve 16 polegadas.
A observação externa já faz prever uma facilidade maior que a concorrência para ultrapassar algo mais que os buracos e lombadas das cidades. Todas as versões possuem 210 mm de altura livre em relação ao solo e ótimos ângulos de entrada (30º) e saída (34,5º).
Como principais dimensões, destacamos: Altura exterior de 1.690 mm (com barra de teto), comprimento de 4.315 mm, largura (excluindo os retrovisores) de 1.822 mm e distância entre-eixos de 2.673 mm. Com estas credenciais ele aparenta robustez, e, além disso, a altura da carroceria em relação às rodas ajuda bastante na percepção da capacidade offroad. Já que falamos de referências importantes, dizer que o Duster nesta opção de mecânica, tem um peso de 1.282 kg, permitindo 500 kg de carga útil.
Ainda antes de passarmos para o interior, referir que é obviamente evidente o peso dos anos no modelo disponibilizado no Brasil, e a mexida muito interessante já realizada na Europa, deverá chegar em breve ao mercado brasileiro, e assim deixar a proposta ainda mais competitiva.
Mas vamos para o interior. Amplo e prático, os bancos são em tecido característicos da versão, harmonizando com o painel de cor escura. O interior é solido e com as peças bem encaixadas, passando solidez, e pouquíssimos ruídos, mesmo quando em piso de terra.
A versão testada por nós vem com os principais itens de conforto, conectividade e de informação.

Vidros dianteiros e traseiros com função one touch com sistema anti-esmagamento e fechamento pela chave. Ar-condicionado, e o sistema multimídia MEDIA Nav Evolution, com tela touchscreen de 7 polegadas, navegação por GPS e câmera de ré. Este sistema multimídia da Renault, já o referimos em outros testes a modelos da marca, é um dos mais práticos do mercado, sendo simples, intuitivo e de fácil interpretação e manuseio.
O computador de bordo entrega diversas informações, como consumo médio, autonomia, e onde destacamos também a função ECO, que pode se acionada através de um botão e altera principalmente torque do motor além de potência do ar-condicionado, reduzindo o consumo de combustível em cerca de 10%.
Destacamos ainda a praticidade do banco traseiro com encosto bi-partido 1/3 - 2/3 e o ótimo porta malas que disponibiliza 475 litros de volume.
O Duster é um veículo prático, e onde além do espaço generoso tudo o que é importante está próximo, e talvez por isso mesmo, sentimos falta do tradicional espaço para objetos nas portas traseiras, algo importante para acomodar, por exemplo, uma garrafa de água, deixando as mãos livres para outras funções.

Hora então de ajustar o banco do motorista e o volante (apenas em altura), deixando o condutor perfeitamente integrado para uma condução segura. A posição encontrada para dirigir o Duster é uma das melhores do segmento, deixando o condutor muito confiante e confortável, em posição elevada e com uma visão perfeita na sua frente.
Ainda antes de dar partida ao motor referência para os tradicionais comandos de áudio e celular na coluna de direção (Comando Satélite), que ficam logo atrás do volante que vem com revestimento parcial em couro.
Abastecido o tanque de 50 L com gasolina, rodamos a chave e damos inicio a nossa viagem. O motor é o 2.0 (1.998 cm³) com 143 cv (Gasolina) / 148 cv (Etanol), e que entrega um torque de 20,9 kgfm a 4.000 rpm. A partir da versão 2017 este motor 2.0 vem com o sistema ESM (Energy Smart Manegement) que regenera a energia utilizada na desaceleração, carregando a bateria e evitando o posterior consumo do alternador ao longo da aceleração, com essa tecnologia desenvolvida pela Renault em competições como a F1 os ganhos energéticos são na ordem dos 11,5%, segundo a marca.
Fazem também parte da versão Dynamique 2.0 4x2, o desejado assistente de partida em rampa, e os muito importantes para a segurança, controles eletrônicos de estabilidade e de tração.

A Renault também adicionou recentemente opções de câmbio que deixaram a linha Duster alinhada com a concorrência, através do câmbio CVT, na versão equipadas com o motor 1.6 e ainda com o delicioso câmbio de seis marchas manual que equipa o nosso modelo. Muito bem configurado ele permite passagens rápidas e corretas, ao mesmo tempo que permite utilizar de forma eficiente o torque disponibilizado pelo motor, pedindo subida rápida das marchas para manter o giro em baixo e economizar no consumo. Já nas velocidades superiores ele entrega elasticidade, permitindo viajar em estrada com níveis de giro muito equilibrados.

Como reflexo desta correta interação entre o motor 2.0 e o câmbio manual de seis velocidades, nos quilômetros que percorremos na cidade ele entregou 9,9 km/l de média, já na estrada (cerca de 850 km), o consumo foi de 11,5 km/l. Valores que sem serem extraordinários, são bem mais simpáticos que no passado, e que mostram a evolução do modelo na questão da eficiência energética
A direção eletro-hidráulica do Duster não é das mais leves, no entanto suficiente para permitir manobras práticas e rápidas na cidade, nos deixando muito confiantes em estrada, mas confirmando mais um item do bom pacote mecânico deste modelo.
Entrando nas trilhas que eram nosso destino principal neste teste, a suspensão evidencia sua versatilidade, já que é suave e confortável em estrada, com capacidade de carga, e ainda configurada com altura suficiente para transpor alguns obstáculos mais exigentes. Ela é do tipo MacPherson na frente e semi-independente com barra estabilizadora na traseira e nosso SUV encarou buracos, cursos de água e lama, tudo isso ele superou com elevada capacidade, mantendo a tração em níveis muito interessantes.
Nossa versão é a de tração dianteira que se comporta muito bem na terra, o curso longo de suspensão e altura em relação ao solo confirmam que o Duster é realmente um polivalente, confirmando o que dele esperávamos, ser uma versátil proposta e que é capaz de ir a caminhos que outros SUVs de perfil mais urbano não conseguem.
Ainda como destaque positivo em nossa avaliação, referência para os freios. Equipado com sistema ABS, de discos ventilados na dianteira e de tambores na traseira, eles sempre se mostraram eficientes em freadas rápidas e seguras, passando confiança e agradando a nossa equipe.

Disputando um segmento muito competitivo e onde as novidades não param, o Duster teve entre dezembro e janeiro uma queda expressiva de vendas, em reação que por si só não é preocupante já que é uma dinâmica que acompanhou todo o mercado automotivo de um modo geral, e que naturalmente tem em dezembro um dos seus melhores meses no ano. Foram 1215 emplacamento no primeiro mês do ano contra os 1929 no último mês de 2017.
O preço da nossa versão Dynamique é de R$ 86 790,00 onde são adicionados R$ 1 600,00 pela cor Marrom Savane, totalizando R$ 88 390,00 valor anunciado no site da marca.
Como informação complementar referir que seu irmão na casa francesa, o Captur, vem ganhando espaço pelo seu design moderno, e já supera as vendas do Duster, com 2105 e 1608 unidades emplacadas em dezembro e janeiro respetivamente.
Como conclusão, referir que o Renault Duster está agora muito mais competitivo, com diversas opções mecânicas, ficando mais abrangente em termos de publico e suas diversas necessidades, pedindo penas uma atualização estética para voltar a ser destaque, já que sua versatilidade e robustez o tornam uma das mais interessantes opções do segmento.

Avaliação em números
Renault Duster 2.0 Dynamique
Design 6
Espaço e Conforto 7
Freios 7
Conectividade e Tecnologia 7
Acabamento 7
Motor / Consumo 6
Transmissão 7
Suspensão 7
Direção 6
Segurança e Auxílios 7
Total 67





















































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