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Revista Publiracing

Avaliação: Moderno, bonito e divertido, o Renault Captur Intense 2.0 é o mais ágil e completo.


No inicio do ano a Revista Publiracing teve a oportunidade de publicar um teste com a versão equipada com câmbio manual e o motor 1.6 Sce do Renault Captur, publicada aqui

Naqueles dias tivemos a certeza que o Captur tinha tudo para ser um sucesso, ficando, no entanto, a vontade de conhecer a versão 2.0 para verificar se aquela sensação de quero mais (potência) era vencida.

Por essa razão recebemos em nossa garagem o Renault Captur na versão Intense 2.0 Automático, a mais completa de todas elas. Com ele percorremos por alguns dias as ruas da cidade de São Paulo e também algumas centenas de quilômetros em estrada.

Chegada a hora de observar por fora o Captur ele mistura a sensação de delicadeza com robustez e suas linhas fluídas e modernas, são em termos de design uma das propostas mais interessantes a chegar ao mercado brasileiro em 2017.

A carroceria do monovolume de cinco 5 portas é disponibilizada pela Renault em 13 opções de cores, incluindo 9 combinações biton com teto marfim ou preto, e os espelhos retrovisores a acompanharem a cor do teto. No nosso caso a versão “vermelho Fogo” com teto em preto.

Na frente a assinatura das luzes diurnas em LED no formato C, se destacam na grade inferior. Os faróis são grandes e a interpretação é imediata ao perfil da atual imagem de marca da Renault. As rodas são de alumínio, aro 17”, e onde são montados pneus de medida 215/60 R17, tendo como diferencial exclusivamente nesta versão o acabamento diamantado. Ainda como exclusividade desta versão, os faróis de neblina com função Cornering Light: a luz acende automaticamente para o lado que o volante for esterçado, permitindo melhor visibilidade durante as curvas.

Esteticamente ele é praticamente idêntico nas quatro versões disponibilizadas, o que mantem o padrão em relação ao que imediatamente se destaca no modelo francês, sua beleza.

Para terminar nossa leitura externa, uma questão que imediatamente se destaca é sua altura em relação ao solo. Se a grande maioria das propostas que vão chegando ao mercado neste segmento tentam apontar para a liberdade, mas com foco no desempenho urbano, no caso do Captur a capacidade em permitir novos desafios é real, já que suas generosas medidas assim o permitem. São 2.673 mm de entre-eixos, comprimento 4.329 mm, largura (sem retrovisores) de 1.813 mm e altura de 1.619 mm. A altura em relação ao solo é de 212 mm e ângulos de ataque de 23° na frente e 31° na traseira.

O interior reserva mais algumas das virtudes do Captur, como sua alta e correta posição de dirigir, o espaço disponibilizado e o conforto geral. A jovem veículo é um carro prático, nitidamente trabalhado para conter seu valor nas concessionárias a níveis competitivos. No entanto aspectos como qualidade das peças e sua correta integração passam solidez para o conjunto, em sintoma interpretado também pelo ótimo isolamento acústico, com níveis de ruído muito baixos na cabine.

Parêntesis para referir que a abertura e o travamento das portas e do porta-malas acontecem por aproximação ou afastamento, sem a necessidade de tocar na chave tipo cartão, assim como a ignição, que pode ser acionada simplesmente com a presença do cartão no interior do veículo.

Ao melhor estilo SUV, o Renault Captur tem uma das posições de condução mais elevadas da categoria, transmitindo muito bem uma das sensações mais apreciadas pelo cliente deste tipo de proposta. Para consolidar e ampliar o prazer de viajar em seu interior, uma vasta superfície envidraçada, que além de visibilidade e conforto, é responsável por mais segurança para o condutor.

Espaço também não falta atrás, no porta-malas, onde 437 litros são disponibilizados para acomodar um bom volume de bagagem.

O sistema multimídia Media Nav, disponível através da tela de 7 polegadas, praticamente padrão da marca, é, como já referimos em diversos testes a modelos da Renault, um dos mais práticos do mercado. Simples e intuitivo ele rapidamente se adapta às nossas preferências. Nesta versão Intense a câmera de ré é item de série ( opcional para a Zen )

Hora de satisfazer nossa principal curiosidade. Conhecer o motor 2.0 (1.998 cm³) de 148 cv e ver como se comporta este propulsor trabalhando em conjunto com o envelhecido câmbio automático de apenas quatro marchas. Ele é bicombustível (etanol e/ou gasolina), quatro cilindros em linha, com 16 válvulas e refrigeração por circuito de água sob pressão. A Renault informa que o torque tem sua capacidade máxima de 20,2 kgfm às 4.000 rpm no caso da gasolina e 20,9 kgfm às 4.000 rpm no caso do etanol .

Nos dois ambientes avaliados, cidade e rodovia, ele melhora obviamente em relação a versão que havíamos testado anteriormente e equipada com o motor 1.6 Sce, não de forma tão preponderante, mas o suficiente para perceber um pouco mais de agilidade. No entanto não se espere grandes resultados em termos de velocidade, retomada, ou agilidade. Performance não é a sua praia.

O Captur Intense 2.0 é um carro de comportamento muito equilibrado, com potência que garante mobilidade sem muita preocupação aos 1.352 kg de peso. Se o motor assegura sua função com distinção, já o câmbio de quatro marchas limita o desempenho e até mesmo o conforto. Ele se revelou muito inconstante e em descidas não foram raras as vezes que a uma velocidade considerável ao tirar o pé do acelerador ele reduz de marcha desnecessariamente, sendo muitas vezes necessário manualmente forçar novamente a subida da marcha para baixar o giro, o que se torna além de pouco confortável, uma condicionante para um bom desempenho energético.

Já que chegamos neste ponto referir que nosso Captur e seu tanque de 50L sempre foi abastecido com etanol, e sua média urbana não se pode considerar honrosa, com 5,9 km/L. Obviamente melhor em estrada, o computador mostrou 8,9 km/l, muito mais no padrão da concorrência.

Muito mais interessante é sua reação às constantes irregularidades, buracos e outras anormalidades de nossas ruas e estradas. A configuração da suspensão deixa o Captur bastante alto em relação à concorrência, mas sem perder equilíbrio e eficiência em curvas abordadas de forma mais rápida. Na frente ela é tipo MacPherson com triângulos inferiores e na traseira semi-independente com barra estabilizadora, em conjunto formado ainda por molas helicoidais e amortecedores hidráulicos telescópicos. Além de alto e permitir aventuras que muitos dos seus concorrentes não conseguem, o Captur entrega um conjunto de suspensões e amortecedores capazes de absorver irregularidades, sem perder eficiência e conforto. Em relação ao comportamento dinâmico do SUV da Renault, destaque ainda para a direção que é eletro-hidráulica, com diâmetro de giro de 10,7 m, e que se mostrou precisa e suave, tornando fácil dirigir e manobrar o Captur no dia a dia. Já os freios com sistema ABS, utilizam a clássica solução de discos ventilados na dianteira e traseiros com tambores.

Como lista final aos itens que fazem parte deste pacote Intense 2,0 os sensores de estacionamento e de chuva, os 4 airbags (2 frontais e 2 lateriais), o controle eletrônico de estabilidade (ESP) e de tração, o assistente de partida em rampas, e o sistema isofix para duas cadeirinhas infantis no banco traseiro.

Interpretando tudo o que oferece e como se comporta o Captur Intense 2.0 fica fácil chegar à conclusão inicial que a Renault se preocupou em manter a estética do sucesso europeu, o que sem dúvida conseguiu, oferecendo mais sensação de SUV que a concorrência, fruto da altura e aspecto robusto, mas principalmente em não encarecer muito o pacote, limitando sua tecnologia ao mais comum nesta faixa de preço.

No entanto o pacote final é muito interessante, e se consumo não for uma preocupação, ele é uma ótima opção em relação à concorrência, até porque seu preço de R$ 93.490,00 o coloca muito competitivo no segmento. A recente chegada do câmbio CVT nas versões inferiores, mostra claramente que a Renault se preocupou em substituir imediatamente o ultrapassada caixa de velocidades automática de 4 marchas pelo mais eficaz CVT, sem perder tempo e mostrando agilidade, a marca francesa apresentou uma solução que oferece agora mais eficiência energética e conforto. Quando este câmbio chegar à versão testada por nós, ele fica credenciado para deixar a concorrência sem dormir.

Não queremos terminar este texto sem posicionar sobre os resultados da linha Captur. Com sinal positivo que mostra uma evolução ao longo dos meses iniciais de sua presença nas concessionárias da marca, ele já vendeu ao longo do ano 6632 unidades, com 1103 veículos emplacadas em Julho e 1173 em Agosto. Sua vida não é fácil, afinal ele chega para competir com alguns dos mais recentes sucessos do mercado brasileiro, como Honda HR-V, Jeep Compass e Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks e até mesmo seu “primo” direto na casa, o Duster, que ainda vende mais por aqui.

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