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Revista Publiracing

Avaliação: Ágil, prático e divertido, assim é o Nissan March 1.6 SL CVT


Seguindo na mesma direção de outras marcas em suas linhas nos pequenos hatch no Brasil, a Nissan passou a oferecer em 2016 o March com a opção de câmbio automático, no caso da marca japonesa o Xtronic CVT (continuamente variável), que sem dúvida reforçou ainda mais, o que o March já tinha como destaque, o excelente conjunto mecânico.

Mas deixamos os aspectos técnicos e dinâmicos para uns parágrafos à frente. Além do câmbio, nesta versão testada pela Revista Publiracing, o SL 1.6 16V, a Nissan mexeu em alguns pormenores que melhoraram o visual, tornando o modelo mais moderno, e sem dúvida um dos compactos mais desejado pelos brasileiros.

Olhando externamente observamos de imediato os pormenores em cromado. Eles estão esteticamente muito bem distribuídos, nas molduras dos faróis de neblina, e em dois pormenores no para-choques e grade frontal, um deles envolvendo o logo da Nissan, formando a assinatura da marca em seus novos modelos.

Já lateralmente, o cromado é destaque nas maçanetas de abertura das portas, que em conjunto com as rodas de liga leve de 16” (185/55 R16), transmite sobriedade e elegância a um produto leve e alegre. Para finalizar nossa inicial observação externa, não podemos deixar de referir o aerofólio traseiro com brake light integrado, dando um toque final de esportividade ao modelo.

O interior tem como principal característica o aproveitamento muito eficiente do espaço, permitindo conforto para quatro adultos, sendo muito correta a posição de dirigir. Destacamos ainda no interior, o ar condicionado digital automático, e a última geração da central multimídia, que tem no caso do nosso modelo, a câmera de ré integrada e as funções Nissan Multi-App com rádio AM/FM, CD e DVD Player, MP3 com display 6,2″ colorido e plataforma Android. Uma verdadeira animação e interação no painel do March.

Apesar do generoso espaço para os passageiros, é claro que mais atrás, no porta malas, pouco havia a fazer para aumentar os 265 L de espaço disponibilizados, configuração que pede uma família bem econômica na hora de fazer as malas.

Aproveitamos este momento de nosso texto para informar sobre as principais dimensões do March, Comprimento 3.827 mm, Largura 1.675 mm, Altura 1.528 mm, e distância entre-eixos 2.450 mm.

Ainda antes de abandonarmos a descrição do interior, referência para as peças e seus ajustes. Elas se encaixam com mais exatidão, reduzindo ruídos que com o passar do tempo irritam o proprietário, e não são incomuns neste segmento. O isolamento acústico não sendo ainda o ideal, é cada vez melhor, evoluindo a cada nova “mexida” no modelo.

Hora então de dar partida ao motor dianteiro, transversal, de quatro cilindros em linha com 16 válvulas, bicombustível (gasolina e etanol) com 1.598 cm³. A potência é de 111 cv às 5.600 rpm , e torque de 15,1 kgfm às 4.000 rpm em ambas as opções de combustível.

Como já descrevemos aqui em outros testes realizados com outras versões do March, e até mesmo com seu irmão maior, o Versa, a dirigibilidade do carro é ótima. Ele é ágil e rápido nos movimentos da direção, que é assistida eletricamente e de dureza variável. A qualidade do conjunto mecânico é mesmo uma das principais referências deste modelo.

A juntar à direção muito eficiente, uma suspensão que permite reações, além de corretas, previsíveis, tanto na absorção das constantes irregularidades, como ainda no exigente comportamento a uma velocidade mais alta. A suspensão dianteira é de estrutura independente, tipo McPherson, já na traseira a Nissan optou pela tradicional solução, eixo de torção.

O câmbio CVT que equipa nosso carro é algo praticamente irrepreensível, tal a qualidade da solução mecânica, que podemos descrever como continuamente prazeroso, permitindo a subida de giro e aumento da velocidade de forma continua, e incorporando ainda a solução Overdrive, que entrega uma reação mais pronta do conjunto, e que para ser utilizado em ultrapassagens, por exemplo.

Proporcional ao seu tamanho, o tanque de combustível, que disponibiliza espaço para apenas 41L de etanol ou gasolina. E já que chegamos nesse ponto, aproveitamos para falar do consumo do Nissan March 1.6 CVT. Nosso carro, sempre abastecido com etanol, permitiu uma média de 8,2 km/l na cidade e 9,9 km/l em estrada. São referências bem interessantes, justificadas pelo ótimo conjunto mecânico que a Nissan implantou na atualização ao modelo em 2016.

Ele está assim mais ágil e mais económico, sendo um carro de ótima dirigibilidade, que pelo seu tamanho, e facilidade com que se movimenta na cidade, quase parece um Kart, de tão rápidos e precisos que são seus movimentos.

Atualmente ele é o 5º modelo mais vendido no segmento onde são posicionados os modelos Hatch pequenos, representando 4,31% de participação entre as opções.

Foram 2033 unidades vendidas no mês de Março e 1032 ao longo de Abril, mês que voltou a ter resultados negativos na generalidade, muito por conta dos inúmeros feriados que prejudicam de forma direta a venda nas concessionárias. Ao longo do ano de 2017 e até final do quarto mês do ano a Nissan vendeu 6001 unidades do March que tem atualmente além da versão testada por nós, a 1.6 SV, também com a opção CVT, e ainda na linha decrescente de opções a 1.6 S. Com a motorização 1.0 são três as opções, a SV, S, e a versão de entrada, Conforto.

Fabricado atualmente na unidade industrial da marca em Resende (RJ), a versão alvo de nossa atenção tem valor informado no site da marca de R$ 59.990,00, e talvez aqui esteja seu principal handicap. No entanto, sem dúvida que o produto oferecido é uma ótima opção, e é direcionado para quem quer dirigir de forma ágil, prática e divertida na cidade. Se essa for sua escolha ou necessidade, e você optar pelo modelo japonês, você vai ser um feliz proprietário de um Nissan March.

Fotos: Revista Publiracing e Nissan ( Interior )

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