SIMEA 2026 coloca engenharia brasileira no centro do debate sobre o futuro da mobilidade
- Redação Publiracing

- há 2 minutos
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Em sua 33ª edição, o Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva será realizado nos dias 26 e 27 de agosto, em São Paulo, reunindo indústria, academia e poder público para discutir biocombustíveis, inteligência artificial, digitalização, materiais estratégicos e transição energética. Pelo 16º ano consecutivo, a PUBLIRACING Brasil estará ao lado da AEA em mais um SIMEA como apoio oficial do evento.
A engenharia automotiva vive uma das maiores transformações de sua história, pressionada simultaneamente pela necessidade de reduzir emissões, incorporar novas fontes de energia, acelerar a digitalização dos veículos e das fábricas e encontrar soluções economicamente viáveis para mercados com características muito diferentes. É dentro desse cenário que a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva realiza, nos dias 26 e 27 de agosto, a 33ª edição do SIMEA – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, no Novotel Center Norte, em São Paulo (SP).
O encontro reunirá especialistas, engenheiros, executivos, representantes do poder público e pesquisadores para discutir o papel que o Brasil pode desempenhar na construção de uma mobilidade mais limpa, conectada e eficiente. Mais do que acompanhar tecnologias desenvolvidas no exterior, parte importante da discussão estará centrada nas particularidades brasileiras e na possibilidade de o País utilizar recursos como biocombustíveis, capacidade agrícola, minerais estratégicos, engenharia local e uma matriz energética diversificada para desenvolver soluções próprias.
Para a PUBLIRACING Brasil, a edição de 2026 representa também a continuidade de uma relação histórica com um dos principais encontros técnicos da indústria automotiva brasileira. Pelo 16º ano consecutivo, a PUBLIRACING Brasil é apoio oficial do SIMEA, acompanhando uma discussão que, ao longo desse período, passou da evolução dos motores a combustão e dos combustíveis para um cenário muito mais abrangente, no qual eletrificação, software, inteligência artificial, conectividade, novos materiais e descarbonização passaram a dividir espaço com as tecnologias tradicionais.
SIMEA terá 60 trabalhos técnicos
A programação de 2026 será composta por dois painéis, duas mesas-redondas, três palestras especiais e a apresentação de 60 trabalhos técnicos, cuja grade foi coordenada pelo professor Ronaldo Salvagni.
A abertura reunirá representantes de diferentes áreas do setor. Estão previstas as participações de Marcus Vinicius Aguiar, presidente da AEA; Claudio Sahad, presidente do Sindipeças; Igor Calvet, presidente da Anfavea; Marcelo Godoy, presidente da Abeifa; Marinna Silva, diretora de Marketing da AEA e coordenadora do SIMEA 2026; Daniel Randon, presidente de honra do evento; e Adalberto Maluf, secretário do Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.
A discussão inicial deverá colocar em evidência um dos temas mais importantes para a indústria brasileira: a pluralidade de rotas tecnológicas. Em vez de concentrar a descarbonização numa única solução, o debate brasileiro envolve eletrificação, híbridos, etanol, biometano, biodiesel e outras alternativas capazes de aproveitar características específicas da matriz energética e produtiva nacional.

Agro 5.0 e biocombustíveis abrem os debates
No primeiro dia, 26 de agosto, o Painel 1 terá como tema “A força motriz do Brasil: Agro 5.0, biocombustíveis e mobilidade sustentável para pesados”. A escolha coloca os veículos comerciais e o agronegócio no centro de uma discussão particularmente relevante para o País, onde caminhões continuam responsáveis por grande parcela da movimentação de cargas.
À tarde, a programação avança para duas áreas distintas da transformação tecnológica. Leimar Mafort, da Bosch, apresentará a palestra “IA e novas arquiteturas ampliando decisão, controle e experiência”, enquanto Roberto David Mendes da Silva, da Petrobras, abordará o tema “Ambição e realidade: escalando inovações sustentáveis para mobilidade”.
O primeiro dia terminará com a mesa-redonda “Brasil: Exportador Global de Soluções Tecnológicas”, com Livia Reis Rocha, do BNDES; Joel Boaretto, do IHR; Camila Ramos, da CELA e FIESP; e Everton Lopes, vice-presidente da AEA. A mediação será do jornalista Pedro Kutney, da Autodata.
Minerais críticos entram na agenda da indústria
Outro ponto relevante da edição deste ano será o lançamento, pela AEA, do Caderno de Tendências Tecnológicas – Minerais Críticos & Materiais Estratégicos para a indústria de mobilidade.
O tema ganhou importância com o avanço da eletrificação e das novas arquiteturas veiculares. Baterias, motores elétricos, eletrônica de potência e semicondutores aumentaram a relevância estratégica das cadeias de fornecimento de determinados minerais e materiais, tornando a disponibilidade de matérias-primas uma questão que ultrapassa a engenharia e passa também pela política industrial e pela competitividade internacional.
Também no primeiro dia será apresentado o Programa Residência em Engenharia Automotiva, iniciativa que acrescenta à programação a discussão sobre formação profissional num momento em que as competências exigidas pela indústria estão em rápida transformação.
Software chega definitivamente ao chão de fábrica
O segundo dia, 27 de agosto, começará com o Painel 2, “A digitalização do setor, do código do software ao chão de fábrica”. O tema reflete uma mudança estrutural na indústria: o automóvel tornou-se cada vez mais dependente de software, enquanto inteligência artificial, processamento de dados e automação avançam simultaneamente sobre desenvolvimento, produção e utilização dos veículos.
Na sequência, Andrew McKnight, da INNOSPEC, apresentará a palestra “A importância dos aditivos na transição energética”, acrescentando ao debate uma vertente relacionada aos combustíveis e à evolução necessária enquanto diferentes tecnologias de propulsão coexistem no mercado.
O encerramento será dedicado à mesa-redonda “Mulheres em Alta Velocidade: liderança, inovação e engenharia na mobilidade”, com Bia Figueiredo, Rachel Loh, Alessandra Alves, Fabiana Ecclestone e Suzane Carvalho, sob mediação de Keurrie Goes, da Petrobras.
Brasil procura definir o seu espaço na transição
A diversidade da programação do SIMEA 2026 mostra como a discussão sobre mobilidade deixou há muito de se resumir ao tipo de motor instalado debaixo do capô. Energia, software, inteligência artificial, matérias-primas, processos industriais, infraestrutura e formação de engenheiros passaram a fazer parte do mesmo problema.
Para o Brasil, essa transformação traz riscos, mas também abre oportunidades. A disponibilidade de biocombustíveis, uma matriz elétrica com elevada participação de fontes renováveis, a dimensão da indústria instalada e a presença de recursos minerais colocam o País numa posição diferente daquela dos principais mercados da Europa, América do Norte e Ásia.
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