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Renault Niagara chega para disputar espaço entre as picapes intermediárias, com motor 1.3 turbo e tração 4x4

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Redação Publiracing
há 3 minutos
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Renault Niagara chega para disputar espaço entre as picapes intermediárias, com motor 1.3 turbo e tração 4x4

Desenvolvida na América Latina e produzida na Argentina, a nova Renault Niagara aposta numa combinação que vem ganhando força no mercado regional: dimensões e capacidade de uma picape com cabine dupla, mas com conforto, tecnologia e comportamento mais próximos de um SUV. O modelo terá motor 1.3 turbo de até 160 cv, opções 4x2 e 4x4, câmbio manual ou automático de dupla embreagem, caçamba de 938 litros e um pacote amplo de sistemas de assistência à condução. Brasil, Argentina e Colômbia serão os seus principais mercados. 


A Renault revelou os detalhes da Niagara, modelo que abre uma nova etapa da estratégia internacional da fabricante e amplia a presença da marca no disputado mercado latino-americano de picapes. O projeto faz parte do plano futuREady, que prevê 14 novos modelos destinados aos mercados fora da Europa até 2030, com a meta de fazer com que metade das vendas globais da Renault venha dessas regiões no final da década.


A nova picape foi criada no centro de design da Renault no Brasil, desenvolvida conjuntamente pelas equipes de engenharia brasileiras e argentinas e será fabricada na unidade de Santa Isabel, em Córdoba, Argentina. Segundo a fabricante, o programa de desenvolvimento acumulou quase 800 mil quilômetros e mais de 50 mil horas de testes, realizados em diferentes condições na Argentina, Brasil, Colômbia e também em centros europeus.


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Quase cinco metros e proposta de uso misto

De olho na referência do segmento, a Fiat Toro, a Niagara mede 4,94 metros de comprimento nas versões 4x4 e 4,91 metros nas 4x2, além de 1,72 metro de altura. Dependendo da configuração, recebe rodas de 17 ou 18 polegadas. As proporções colocam o modelo no universo das picapes de cabine dupla voltadas não apenas ao trabalho, mas também ao uso familiar e recreativo.


Essa dupla utilização orientou também o desenho. A dianteira adota capô elevado, grade vertical de grandes dimensões e faróis full LED, enquanto proteções inferiores e elementos inspirados no universo off-road procuram reforçar visualmente a aptidão para terrenos fora do asfalto.


A traseira mantém a configuração tradicional de caçamba, mas recebe alguns elementos destinados a integrar melhor cabine e área de carga. Entre os equipamentos disponíveis estão barras de teto e um Santo Antônio que, além da função estética, pode ser utilizado para fixação de objetos maiores.


Renault Niagara chega para disputar espaço entre as picapes intermediárias, com motor 1.3 turbo e tração 4x4

Motor 1.3 turbo chega a 160 cv

A motorização conhecida de outros projetos da Renault também estará sob o capô da Niagara. Trata-se do 1.3 turbo com injeção direta, disponível em configurações diferentes de acordo com o mercado.


Na versão a gasolina, desenvolve 156 cv, enquanto a configuração flex chega a 160 cv. Em ambos os casos, o torque máximo anunciado é de 270 Nm, equivalente a aproximadamente 27,5 kgfm.


O motor poderá trabalhar com câmbio manual de seis marchas ou transmissão automática EDC de seis velocidades e dupla embreagem úmida. Nas configurações automáticas, o seletor eletrônico fica instalado no interior, liberando mais espaço no console central.


A Niagara também terá versões de tração dianteira e integral. Nas 4x4, o sistema trabalha de maneira automática: em condições normais, o torque é direcionado às rodas dianteiras e, quando há perda de aderência ou maior solicitação, parte da força passa para o eixo traseiro. Em situações mais exigentes, o sistema pode distribuir o torque entre os dois eixos.


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Seis modos de condução e até 233 mm de vão livre

Um comando no console permite selecionar diferentes programas de condução, adaptando a resposta do veículo às condições encontradas. Estão previstos seis modos: Eco, Comfort, Sport, Smart, MySense e Terrain, com alterações na gestão da tração e de outros parâmetros do veículo.


Nas versões com tração integral, o vão livre do solo chega a 233 mm, enquanto as 4x2 têm 223 mm. O ângulo de ataque informado é de 22,1 graus nas 4x4 e 22,3 graus nas versões de duas rodas motrizes.


Outro ponto relevante está na suspensão. Em vez de uma solução traseira mais simples, a Niagara utiliza suspensão multilink, acompanhada por uma calibração específica de molas e amortecedores. Segundo os dados técnicos apresentados pela Renault, o conjunto foi desenvolvido para reduzir em 30% a frequência natural dos movimentos da carroceria, buscando maior conforto em pisos irregulares.


O sistema de frenagem utiliza quatro discos ventilados, solução particularmente importante num veículo que deverá alternar entre uso urbano, estrada, carga e circulação fora do asfalto.


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Caçamba tem 938 litros e leva até 654 kg

A capacidade de carga será um dos parâmetros importantes para definir o posicionamento da Niagara diante das concorrentes. A caçamba oferece 938 litros de volume e capacidade máxima de 654 kg. Há oito pontos de ancoragem nas laterais, tomada de 12 V e revestimento interno destinado a proteger a superfície.


Entre os equipamentos previstos estão cobertura retrátil da caçamba e tampa traseira com acionamento elétrico. A Renault informa ainda uma capacidade de reboque de 710 kg.


São números que deixam clara a proposta do projeto: em vez de buscar as capacidades extremas de uma picape média tradicional, a Niagara procura equilibrar utilização profissional moderada, lazer e uso cotidiano.


Cabine procura reproduzir ambiente de SUV

Essa orientação torna-se ainda mais evidente no interior. A Niagara recebe painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 10,1 polegadas, além de carregamento de smartphones por indução.


Os bancos dianteiros poderão contar com ajustes elétricos, enquanto o encosto traseiro apresenta inclinação de 25 graus. A Renault informa ainda 200 mm de espaço para os joelhos dos passageiros traseiros e disponibiliza um compartimento adicional de 36 litros atrás da segunda fileira, acessível por meio do banco rebatível.


Dependendo da versão, haverá iluminação ambiente com até 48 cores e revestimentos em tecido ou material sintético.


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Google Gemini estreia entre os recursos de conectividade

Um dos elementos tecnológicos de maior destaque é a adoção do OpenR Link com serviços Google integrados. O sistema oferece Google Maps, Google Play e integração com Android Auto e Apple CarPlay, com ou sem fio.


A Niagara também será equipada com Google Gemini, utilizando inteligência artificial generativa para permitir comandos e conversas em linguagem mais natural, além de tarefas mais complexas do que as executadas pelos assistentes de voz convencionais.


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Pacote de segurança inclui AEB e controle de cruzeiro adaptativo

A lista de sistemas de assistência ao motorista é extensa. A Niagara poderá contar com controle de cruzeiro adaptativo com Stop & Go, alerta e assistente de permanência em faixa, reconhecimento de placas de velocidade, detector de fadiga e frenagem automática de emergência.


Também estão previstos alerta de ponto cego, sensores dianteiros e traseiros, câmera de ré, visão panorâmica de 360 graus, alerta de tráfego cruzado traseiro, frenagem automática de emergência em marcha à ré e alerta de saída segura dos ocupantes. Algumas configurações poderão contar ainda com estacionamento automático.


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Brasil será um dos mercados centrais

Brasil, Argentina e Colômbia foram definidos como os três mercados prioritários da Niagara, antes da expansão para outros países latino-americanos.


A Renault também confirma que a arquitetura RGMP para picapes está preparada para receber uma motorização híbrida futuramente, embora ainda não detalhe configuração, potência ou calendário para essa versão.


Com produção regional, motor flex de até 160 cv, câmbio de dupla embreagem, versões 4x4, suspensão traseira multilink e uma cabine fortemente orientada à conectividade, a Renault Niagara entra num mercado em que a fronteira entre picape e SUV está cada vez menos definida. Preços, versões e especificações definitivas para o Brasil serão agora determinantes para estabelecer exatamente onde a nova picape ficará posicionada diante das principais concorrentes, que já são muitos.


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