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Novo Tiguan estreia no Brasil em versão única com mais potência e foco em tecnologia
Redação Publiracing
há 8 minutos
3 min de leitura
SUV mais vendido da Volkswagen no mundo chega à terceira geração com motor mais forte, tração integral e pacote fechado de equipamentos, apostando em sofisticação e digitalização para se reposicionar no segmento.
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A Volkswagen inicia uma nova fase do Tiguan no Brasil com a chegada da terceira geração do SUV, construída sobre a plataforma MQB Evo e equipada com o motor mais potente já aplicado ao modelo no país. Com 272 cv e tração integral 4Motion, o utilitário aposta em desempenho, tecnologia embarcada e um pacote completo de equipamentos para manter sua relevância em um segmento cada vez mais competitivo e eletrificado.
Ao longo de mais de 17 anos de presença global, o Tiguan consolidou-se como o SUV mais vendido da Volkswagen, com mais de 8 milhões de unidades comercializadas em mais de 80 mercados. No Brasil, onde acumula cerca de 65 mil unidades vendidas desde 2009, o modelo sempre ocupou uma posição intermediária entre os SUVs médios tradicionais e propostas de perfil mais premium — estratégia que se mantém na nova geração, embora com mudanças importantes no posicionamento.
Mais potência e retorno da tração integral
A principal novidade técnica está no conjunto mecânico. O novo Tiguan passa a utilizar o motor 2.0 EA888 Evo5, com 272 cv e 35,7 kgfm, associado a uma transmissão automática de oito velocidades e ao sistema de tração integral 4Motion. Trata-se de um salto relevante face às gerações anteriores vendidas no país, reforçando o foco em performance.
O sistema de tração, baseado em acoplamento Haldex, atua de forma automática na distribuição de torque entre os eixos, adaptando-se às condições de aderência. O modelo também oferece seis modos de condução — Eco, Normal, Sport, Individual, Snow e Off-road — além de assistente de descida (HDC), ampliando a versatilidade fora do asfalto, ainda que o uso predominante continue a ser urbano e rodoviário.
Digitalização amplia protagonismo no interior
A nova geração marca uma evolução significativa no ambiente interno, com forte aposta na digitalização. O Tiguan passa a oferecer mais de 25 polegadas de telas combinadas, com painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e central multimídia de até 15 polegadas, ambas configuráveis.
Entre as novidades está o chamado “Seletor de Experiências”, que centraliza funções como modos de condução, iluminação ambiente e configurações do sistema de som. A proposta é transformar a interação com o veículo em algo mais intuitivo e personalizável, embora a concentração de comandos na tela possa exigir maior adaptação por parte do utilizador.
O interior também incorpora elementos como iluminação ambiente com 30 cores, bancos com ajustes elétricos, ventilação, aquecimento e função de massagem, além de integração com Apple CarPlay e Android Auto sem fios e assistente de voz.
Segurança e assistência à condução em destaque
No campo da segurança, o modelo mantém o padrão elevado da gama SUV da marca, com classificação máxima nos testes do Latin NCAP. O Tiguan passa a contar com mais de 12 sistemas de assistência à condução (ADAS), incluindo Travel Assist (condução semiautónoma de nível 2), Emergency Assist e sistemas de travagem autónoma com melhorias nos cenários de deteção de peões e veículos.
A iluminação também assume papel relevante, com faróis IQ. Light Matrix LED adaptativos e, pela primeira vez no Brasil, logótipos iluminados na dianteira e traseira — elemento mais ligado à identidade visual do que propriamente à funcionalidade.
Estratégia de simplificação: uma única versão
Um dos pontos mais relevantes da estratégia comercial é a adoção de versão única (R-Line), sem opcionais. A Volkswagen opta por simplificar a oferta, concentrando todos os equipamentos de série, incluindo rodas de 19 polegadas e teto panorâmico.
Embora essa abordagem facilite a configuração para o consumidor, também limita a personalização e pode impactar o posicionamento de preço, sobretudo num segmento onde há concorrentes com maior flexibilidade de versões e motorização.
Novo ciclo para um modelo consolidado
A terceira geração do Tiguan chega ao mercado brasileiro a partir de maio, num contexto em que o segmento de SUVs médios enfrenta mudanças estruturais, com a crescente eletrificação e a diversificação de propostas.
Ao apostar em mais potência, digitalização e pacote fechado, a Volkswagen procura reforçar a atratividade do modelo sem alterar radicalmente a sua fórmula. Resta saber se a estratégia será suficiente para manter a relevância de um dos seus produtos mais globais num mercado em rápida transformação.
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