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Metrô de Santiago e Alstom apresentam o primeiro trem da futura Linha 7, produzido no Brasil

  • Foto do escritor: Redação Publiracing
    Redação Publiracing
  • 23 de jan.
  • 3 min de leitura
Metrô de Santiago e Alstom apresentam o primeiro trem da futura Linha 7, produzido no Brasil

Primeira composição do novo ramal chileno foi revelada na fábrica da Alstom em Taubaté (SP) e inicia fase de testes antes das entregas previstas para o segundo semestre de 2026.


O Metrô de Santiago e a Alstom apresentaram, esta semana, o primeiro trem Metropolis AS-22-UTO que irá operar na futura Linha 7 do sistema metroviário da capital chilena. A apresentação ocorreu na unidade industrial da Alstom em Taubaté, no interior de São Paulo, onde serão fabricados todos os 37 trens previstos no contrato entre a empresa e o Metrô de Santiago.


O evento contou com a presença de representantes do metrô chileno, entre eles o presidente do conselho, Guillermo Muñoz, e a diretora da divisão de projetos, Ximena Schultz, além da diretora-geral da Alstom Brasil, Suely Sola, e equipas técnicas envolvidas no desenvolvimento do projeto. A entrega do primeiro trem marca o início da fase de testes industriais, passo essencial antes do envio das composições ao Chile, previsto para o segundo semestre de 2026.


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Trens produzidos no Brasil para operação sem condutor

Ao todo, a Alstom irá produzir 37 trens Metropolis, cada um com cinco carros, todos fabricados em aço inoxidável para maior durabilidade e eficiência energética. As composições terão 102 metros de comprimento e capacidade para 1.247 passageiros, incluindo dois espaços dedicados a pessoas com mobilidade reduzida em cada trem.


Os veículos contam com quatro portas por carro, corredores amplos e interligados, ar-condicionado, sistema avançado de informação ao passageiro, portas USB-C para carregamento de dispositivos e um sistema de segurança com câmaras de alta resolução e intercomunicadores, que permitem contacto direto com o centro de controlo do metrô.


Além do fornecimento dos trens, o contrato prevê a instalação do sistema de sinalização Urbalis CBTC, que permitirá a operação automática sem condutor, ampliando os níveis de segurança e eficiência do serviço. O pacote inclui ainda dois contratos adicionais para via permanente, sistema elétrico e rede aérea, todos com 20 anos de manutenção, baseada em soluções de manutenção preditiva.


Metrô de Santiago e Alstom apresentam o primeiro trem da futura Linha 7, produzido no Brasil

Linha 7 ampliará rede e reduzirá tempos de viagem

Atualmente em construção, a Linha 7 do Metrô de Santiago terá 26 quilómetros de extensão e 19 estações, atravessando sete municípios: Renca, Cerro Navia, Quinta Normal, Santiago, Providencia, Vitacura e Las Condes. Três dessas comunas — Renca, Cerro Navia e Vitacura — passarão a integrar a rede metroviária pela primeira vez.


Quando entrar em operação, prevista para 2028, a linha deverá reduzir o tempo de viagem entre os terminais para 37 minutos, uma diminuição de 49% em relação ao trajeto atualmente realizado por ônibus. A estimativa é que cerca de 1,6 milhão de pessoas sejam beneficiadas diretamente.


O projeto deverá gerar 24 mil empregos desde o início das obras até a entrada em operação. No primeiro ano de funcionamento, a previsão é de uma demanda média diária de 194 mil passageiros em dias úteis, totalizando 60 milhões de viagens anuais. Também é estimada uma redução de 33 mil toneladas de CO₂, equivalente, de forma aproximada, ao plantio de 55 mil árvores adultas.


Metrô de Santiago e Alstom apresentam o primeiro trem da futura Linha 7, produzido no Brasil

Expansão coloca Santiago como maior rede da América Latina

Atualmente, o Metrô de Santiago opera sete linhas, com 143 estações e 149 quilómetros de extensão, transportando cerca de 2,4 milhões de passageiros por dia. Com os projetos de expansão em curso — incluindo a extensão da Linha 6 e a construção das Linhas 7, 8, 9 e A (ligação ao aeroporto) —, a rede deverá alcançar, até 2033, 199 estações e 231,5 quilómetros, tornando-se o maior sistema metroviário da América Latina.


Presente no Chile há mais de 75 anos, a Alstom é a principal fornecedora do metrô de Santiago e já entregou frotas como NS74, NS93, AS02, NS04 e NS16. Os novos trens AS22 da Linha 7 irão juntar-se a esse histórico, reforçando a participação da indústria brasileira em um dos maiores projetos de mobilidade urbana do continente.


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