BYD Atto 2 DM-i Flex estreia no Brasil e inaugura uma nova fase dos híbridos plug-in flex da marca


Novo SUV compacto é apresentado mundialmente no mercado brasileiro e combina eletrificação com motor flex, oferecendo autonomia superior a 1.000 quilômetros e possibilidade de condução em modo totalmente elétrico no uso diário
A BYD escolheu o Brasil para apresentar mundialmente o Atto 2 DM-i Flex, primeiro SUV compacto híbrido plug-in flex da marca equipado com a tecnologia DM-i adaptada para utilização com etanol e gasolina. O lançamento marca também a estreia da plataforma DualMode 5.0 aplicada a um sistema flex, numa estratégia que alia a eletrificação à realidade do mercado brasileiro, onde os biocombustíveis possuem ampla disponibilidade.
O novo modelo chega em duas versões, GL e GS, posicionando-se no segmento dos SUVs compactos eletrificados. Com 4,33 metros de comprimento, 2,62 metros de entre-eixos e porta-malas de 455 litros, o Atto 2 aposta em dimensões voltadas ao uso urbano, sem abrir mão de um espaço interno competitivo para a categoria. Entre os equipamentos disponíveis estão painel digital de 8,8 polegadas, central multimídia de até 12,8 polegadas, câmera 360°, integração com Apple CarPlay e Android Auto, carregador de smartphone por indução e, na versão GS, serviços nativos do Google Automotive Services, incluindo Google Maps e Google Assistant.

Na área de segurança, o SUV oferece seis airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, sensores de estacionamento e diversos assistentes de condução. A versão GS amplia o pacote com recursos ADAS, como controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, alerta de colisão, detecção de ponto cego e reconhecimento de placas de trânsito. A garantia anunciada é de seis anos ou 200 mil quilômetros para o veículo e oito anos ou 200 mil quilômetros para a bateria Blade.
O Atto 2 GL será comercializado a partir de R$ 149.990 na modalidade de venda direta, enquanto a versão GS terá preço inicial de R$ 169.990. Segundo a fabricante, as primeiras entregas estão previstas para ocorrer ainda no terceiro trimestre deste ano.

Entenda a motorização: como funciona o sistema DM-i Flex
O principal diferencial técnico do Atto 2 está justamente no seu conjunto mecânico. Diferentemente de um híbrido convencional, o sistema DualMode 5.0 (DM-i) foi desenvolvido para priorizar a utilização do motor elétrico como principal responsável pela tração, enquanto o motor a combustão atua predominantemente como gerador de energia e apenas em determinadas condições passa a contribuir diretamente para movimentar as rodas.
O motor térmico é um 1.5 litro de alta eficiência, desenvolvido para operar com etanol ou gasolina, atingindo uma eficiência térmica declarada de até 46,06%, índice elevado para motores desse tipo. O propulsor entrega 72 kW de potência (aproximadamente 98 cv) e 124 Nm de torque, funcionando principalmente para alimentar o sistema elétrico e otimizar o consumo energético.
Já a força efetivamente percebida pelo motorista resulta da combinação entre os sistemas elétrico e térmico. A versão GL desenvolve 177 cv, enquanto a GS alcança 197 cv, ambas com 300 Nm de torque combinado. A aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 8,5 segundos na GL e 8,4 segundos na GS, com velocidade máxima de 180 km/h.
Outro aspecto relevante é a estratégia energética. A versão GS utiliza uma bateria Blade de 18,03 kWh, enquanto a GL emprega uma unidade de 7,85 kWh. Segundo os dados divulgados pela fabricante, a autonomia exclusivamente elétrica pode chegar a 110 km (NEDC) na GS e 45 km (NEDC) na GL. Já a autonomia combinada atinge até 1.045 km com gasolina na GS e 1.000 km na GL, podendo alcançar aproximadamente 770 km utilizando apenas etanol, sempre segundo o ciclo europeu NEDC, antecessor do WLTP, e ainda utilizado por algumas marcas chinesas.
Na prática, o conceito busca oferecer uma experiência semelhante à de um veículo elétrico no uso cotidiano — especialmente para deslocamentos urbanos, que podem ser realizados utilizando predominantemente a bateria — mantendo a flexibilidade do abastecimento com combustíveis líquidos para viagens mais longas, reduzindo a dependência exclusiva da infraestrutura de recarga. Essa estratégia coloca o Atto 2 como um dos primeiros modelos a combinar, de forma integrada, eletrificação plug-in e motorização flex desenvolvida especificamente para o mercado brasileiro.
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