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Revista Publiracing

DESTAQUE NA GARAGEM: Versão Way do Fiat Mobi ajuda a consolidar a imagem do modelo


No DESTAQUE NA GARAGEM recebemos um modelo que desde que chegou ao mercado brasileiro vem recebendo atualizações continuas para melhorar seu desempenho comercial.

Cerca de quatro anos atrás, o Fiat Mobi carregava a expectativa de ter origem numa marca com vasta experiência em veículos de entrada e compactos, muitos deles sucessos de décadas, como Fiat Uno.

Mas no caso especifico do Mobi, a Fiat não acertou inicialmente na configuração do modelo, e em 2016 foram apenas 28 731 unidades comercializadas, o que acabou por representar a 18ª posição no ranking dos modelos mais vendidos no país, segundo os dados da Fenabrave. Se o número não era desprezível, ficou naturalmente abaixo das expectativas.

Mas imediatamente a Fiat iniciou um processo de correções, tanto de design como de equipamento. Resultado foi fechamento do ano de 2017 como 8º veículo mais vendido com 54 270 emplacamentos, seu melhor desempenho anual até hoje. Em 2018 foram 49 491 unidades, e em 2019, nos dados disponibilizados até final do sétimo mês do ano, são 31 077 veículos saídos das concessionárias, mais especificamente, 4 702 em Julho em número superior aos 4629 de junho.

Com esses dados podemos prever um desempenho no que resta de 2019 muito próximo daquele que foi o seu melhor resultado, isto se o mercado de automóveis não sofrer nenhum grande impacto não previsível no momento.

Atualmente o Mobi só perde para o líder Renault Kwid, mas supera com muita tranquilidade, tanto o UP da Volkswagen como o simpático QQ da Chery. O segmento dos veículos de entrada, oferece propostas cada vez mais econômicas, atraentes, tecnológicas e conectadas, sendo um segmento que vai crescer nos próximos anos, principalmente nos grades centros urbanos, onde os espaços são cada vez menores, e a necessidades de veículos cada vez mais eficientes e compactos é uma realidade cada vez mais atual. Dos motores de três cilindros aos elétricos, passando eventualmente por propostas hibridas, o futuro está ai.

Mas vamos falar especificamente do Mobi que recebemos em nossa redação para um teste de alguns dias. Imediatamente é visível a maior altura em relação ao solo, mantendo intactas as principais dimensões, com comprimento de 359,6 cm; altura de 155,5 cm; largura de 168,5 cm e entre-eixos com 230 cm.

Na versão mais despojada, a versão Way, ele vem com as habituais peças em plástico que caracterizam as versões mais aventureiras. Elas são visíveis nas molduras dos faróis de neblina e contornando as caixas de rodas, harmonizando com as barras de teto longitudinais além de pormenores dos para choques e grade dianteira, em preto brilhante.

Os para choques são exclusivos da versão WAY e na cor da carroceria. Nossa unidade vinha equipada com rodas de liga leve de 14” e pneus de medida 175/65 R14, de menor resistência e pensados principalmente para a eficiência energética. Sensor de estacionamento traseiro e limpador e lavador do vidro traseiro são mais alguns dos itens de série do modelo.

Particularmente nesta unidade de cor branca, alguns pormenores, ainda em preto, acabam por contrastar de forma interessante com a cor da carroceria, falamos das molduras das janelas, e apoio dos espelhos retrovisores (elétricos e com sinalizador de mudança de direção), bem como, e finalizando, as mascaras escurecidas dos faróis dianteiros. As maçanetas das portas são em cor branca.

Já no interior o espaço é naturalmente reduzido, mas ainda assim bem tranquilo para quatro adultos, precisamente o número de apoios de cabeça. Os cintos de segurança de três pontos são também exclusividade para quatro posições, já que a posição central traseira é de apenas dois pontos. Ainda no quesito segurança, destaque para as barras de proteção lateral nas portas e os dois básicos airbags frontais.

Rádio/CD com leitor SD card, bluetooth e entradas USB e auxiliar bem como o quadro de instrumentos com grafia exclusiva WAY são características da versão. Neste painel podemos ver informações como conta giros e display digital de 3,5 polegadas com indicador de trocas de marchas, odômetro parcial e total, relógio digital, indicação do nível de combustível e temperatura do motor.

Ainda como itens de conforto fundamentais para o dia a dia urbano, o Mobi Way vem com ar condicionado e direção hidráulica.

Com comandos de áudio no volante, mas vidros elétricos apenas nas portas dianteiras, ele naturalmente condiciona o conforto dos passageiros que viajam atrás. No entanto os bancos são de boa ergonomia e o espaço é interessante na frente, já o porta malas é praticamente para, apenas, malas de mão, entregando reduzidos 215 L de volume de espaço.

O motor é dianteiro de tecnologia Flex, transversal e com 4 cilindros de 999 cm³, 8V, e que entrega 75/73 cv com etanol/gasolina, respetivamente, a 6.250 rpm. Já o torque é de 9,9/9,5 kgfm (etanol/gasolina) e em ambos os casos nas 3850 rpm. Com nosso modelo abastecido com etanol (disponibilidade do tanque para 47 L), finalizamos o teste ao nosso circuito misto com média de 9,4 km/l, acrescentando que a marca também disponibiliza o modelo equipado com o motor de três cilindros Firefly de 999 cm³, muito na linha das mais recentes tecnologias aplicadas aos modelos do segmento.

Já a transmissão manual de cinco marchas, recorre naturalmente a um curso mais curto para dar agilidade na proposta e muito de acordo com o conceito urbano do veículo. A suspensão do tipo McPherson na frente e eixo de torção na traseira consegue ser honesta em termos de estabilidade, mas naturalmente condicionada pelas dimensões da proposta, e expondo um nível de recursos limitado, com uma tendência natural para se sentir um pouco das imperfeições das nossas ruas e avenidas.

Quantos aos freios, eles são de disco na frente e tambor atrás, com ABS e EBD, e sempre foram suficientes para frear com eficiência os 940 kg de peso de nosso modelo.

Conclusão do Editor – O Mobi fica muito mais atraente nesta versão Way. No entanto seu preço de R$ 45.580 ( simulação realizada no site da marca) o deixam numa situação desfavorável diante do seu mais direto concorrente, o Renault Kwid, que por este preço oferece, por exemplo, 4 airbags, e central multimídia com câmera de ré. Também não será por acaso que seu irmão de casa, o Fiat Uno, ainda continua a ocupar um espaço (inclusivamente crescendo bastante em 2019) no pensamento do cliente da marca italiana, que vê o Uno como uma proposta de mais espaço, e por valores muito próximos ao Mobi.

Disponibilizando uma vasta lista de versões, da inicial Easy, com preço de referência de R$ 33.490 até à Drive GSR vendida por R$ 48.590 e sempre com uma boa lista de opcionais, o Mobi está agora mais atraente, tanto esteticamente, como comercialmente, e não será surpresa se terminar o ano próximo do seu melhor desempenho anual, conseguido em 2017 e em que foram vendidas pouco mais de 54 mil unidades.

A Fiat vem tentando corrigir a rota comercial do Mobi, dando-lhe mais personalidade, mais equipamento, mais tecnologia e mais qualidade, e claro que o modelo está bem melhor que a versão inicial de 2016, não restando dúvidas que atualmente ele é uma das melhores propostas para este segmento, e até por isso mesmo recomendado.

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