
Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
23 de jan.



Redação Publiracing
19 de out. de 2025



Artur Semedo artursemedo@revistapubliracing.com.br
12 de out. de 2025




Falar de Toyota SW4, é falar da essência dos veículos chamados de SUV (veículos utilitários esportivos). Quatro décadas atrás, a Range Rover criava o primeiro exemplar deste nicho de mercado que acabaria por ganhar diversas vertentes, mais “leves”, e como exemplos disso, os destaques do segmento no Brasil, Nissan Kicks, Honda HR-V ou Hyundai Creta, só para citar alguns.

Mas sua essência é bem mais “robusta” que os citados, e nos remete a veículos capazes de ultrapassar barreiras no off-road, mas sem perder a elegância em estrada, tanto através de um design moderno, como de um interior luxuoso, e nos dias de hoje, conectado. Assim é o modelo japonês alvo e nossa atenção esta semana.
A Toyota vem evoluindo neste conceito com o seu modelo SW4. Se anteriormente ela apenas era uma variante da Hilux sem a caçamba, ou fechada, como preferirem, nesta ultima atualização, ela ficou mais luxuosa, mais elegante, de visual moderno, ela ganhou identidade própria, mas sem perder a sua essência e capacidade de verdadeiro veículo off-road.
São duas motorizações, uma Flex, com motor 2.7 16V e 159/165 CV, Flex, e uma outra opção com o motor diesel 2.8 L 16 V Turbo de 177 CV e com excelente torque de 45,9 kgf.m. Como principal novidade da linha 2019 a versão agora topo de linha, a SRX Diamond, que com alguns retoques estéticos como as rodas de aro 18”, cambio automático e motor turbo diesel entre outros pormenores, é disponibilizada atualmente pelo preço de R$ 264.990,00.
Para ambas as opções de motor são disponibilizadas versões de 5 e 7 lugares, e a Revista Publiracing teve a oportunidade de desenvolver nosso teste com dois veículos idênticos na motorização (e na cor), motor Flex, mas com as duas variações de interior. Com o primeiro dos veículos (de cinco lugares) circulámos principalmente pela cidade de São Paulo ao longo de 500 km, já no segundo (sete lugares) foram cerca de 1000 km em rodovia, e assim ficámos com uma noção de como se comporta a SW4 em ambos os cenários. Ainda visitámos um percurso de terra para que o “exame” fosse completo. Como a variação de peso ao adicionar a terceira fila é mínima, desde já adiantamos que nada muda no comportamento de ambas.

Mas vamos lá. Por fora a SW4 está mais arrojada, mais moderna, e com o destaque a ficar por conta dos cromados, utilizados tanto no entorno dos faróis de neblina, como na grade frontal do radiador, de grandes proporções. É claro que a frente ainda remete para a Hilux, mas o design lateral e as bonitas lanternas traseiras em LED bem como o aerofólio, nos fazem imediatamente entender como este projeto foi bem desenvolvido em termos estéticos, deixando a SW4 esportiva, mas sem perder sua imponência de SUV “grande”. Suas generosas dimensões pedem uma grande garagem, já que são 4,79 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,83 m de altura e entre eixos de 2,74 m. Uma festa para quem gosta de carros grandes.
Destacamos ainda as rodas de liga leve aro 17" onde são montados pneus de medida 265/65 R17. Os faróis de design moderno, são, tanto o alto como o baixo, de halogênio, e com nivelamento manual. Nas versões diesel são em LED No caso da nossa versão Flex, a moldura lateral dos vidros é na cor preta, assim como a 2ª e 3 ª colunas. Também na mesma cor são evidentes os estribos laterais. Maçanetas externas são na cor do veículo, assim como para-choques dianteiro, traseiro e retrovisores externos, de rebatimento e regulagem elétrica e com indicadores de direção.
Ainda visível, e bem característico do típico veículo off-road, os para-barros dianteiro e traseiro, assim como as barras longitudinais no teto. Não queremos passar para o interior sem antes referir que apesar do excelente trabalho de design que levou a um visual muito agradável e atraente, sentimos a falta nesta versão do acabamento cromado também na moldura dos vidros e nas maçanetas das portas, solução utilizado nas versões equipadas com motor diesel e que dão um toque ainda maior de sofisticação ao modelo.

Já no interior, a sensação de luxo, sem esquecer a praticidade, são as principais características do modelo. O acabamento é preto no console central, console onde entre os bancos dianteiros são acomodados, porta-copos, porta-objetos (de grandes dimensões) e descansa-braços, numa proliferação de práticos espaços ao longo do interior, e que ainda tem mais porta-objetos com porta-garrafas nas portas, o interessante porta-copos no painel, e porta-luvas com chaves e amortecedores no compartimento que é refrigerado.
Em ambos as versões de 5 e 7 lugares o revestimento dos bancos é em tecido marrom, muito elegante e bonito. Os cintos de segurança são de três pontos com sistema universal Isofix para fixação da cadeirinha para crianças no banco traseiro. As maçanetas internas são cromadas. Destacamos ainda as tomadas de energia (12 V) para acessórios, localizadas tanto no painel, como no console central e ainda no porta-malas, podendo ser utilizada pelos ocupantes da terceira fila.

Apesar do ajuste de bancos não ser elétrico nesta versão, é muito fácil conseguir uma ótima posição de condução na SW4. O nível de equipamentos também é o esperado para um modelo vendido por R$ 168.140,00 na versão SR de cinco lugares, ou R$ 181.690,00 na SRV de sete lugares. No entanto, por este preço, a Toyota deveria disponibilizar equipamentos e soluções “comuns” nesta faixa de preço, como o sistema Start/Stop, com a chave inteligente para abertura das portas por aproximação e o ajuste elétrico para o banco do condutor. Ainda em nossa opinião veiculo deste porte tem que ter teto-solar.
Passamos então a descrever o que faz parte do pacote. O acendimento automático dos faróis, computador de bordo monocromático com as funções: aviso das portas abertas, hodômetros total e parcial e temperatura externa. Modos de direção: Power e Eco. Volante muito elegante com acabamento na cor dos bancos e comandos integrados: telefone, áudio, vídeo e computador de bordo.

O ar-condicionado tem saídas de ar também para os bancos traseiros, com difusores no teto e regulagem de intensidade. No sistema multimídia sensível ao toque com tela de 7”chamado de “Toyota Play” com GPS6, a exclusiva TV Digital, o DVD, MP3, conexão auxiliar, USB e Bluetooth. Na tela é exibida ainda a câmera de ré.
Em relação ao quesito segurança, são disponibilizados airbags frontais (dois) e de joelho para motorista, sensores de estacionamento traseiro, controle de velocidade de cruzeiro, nivelamento manual dos faróis que têm ainda temporizador.
Para finalizar nossa descrição pelo espaço interior, referência para os 500 litros disponibilizados para bagagem na versão de cinco lugares, ou apenas 180L se a SW4 tiver a terceira fila instalada. Embora seja útil para famílias grandes, a terceira fila é muito mais um opcional para uma eventual necessidade momentânea, do que algo que possa ser utilizado no dia a dia, não só no SUV da Toyota, como em tantos outros modelos que disponibilizam essa terceira fila, seja pela dificuldade no acesso, pelo reduzido espaço disponibilizado, bem como a questão de ficarmos sem espaço no porta-malas. Como a terceira fila pode ser baixada, ou até mesmo retirada, se torna assim um item interessante para quem pode gastar mais no momento da compra, e quando necessário ter esta solução a sua disposição.
Como resumo da cabine, e antes de dar partida ao motor, referir que a SW4 é elegante, sóbria e sofisticada, disponibilizando muito conforto e espaço e fazendo todos os passageiros se sentirem realmente eleitos para momentos de prazer no interior do utilitário esportivo da Toyota.

Hora de rodar a chave e ouvir o ronco do motor dianteiro, longitudinal, de quatro cilindros em linha, 16V, com comando duplo, e como já referido, bicombustível. Com 2.694 cm³ de cilindrada, potência de 163/159 CV etanol/gasolina, e em ambos os casos o torque é de 25 kgfm a 4.000 rpm. Esta breve descrição técnica do motor expõem muitas das características que identificámos nos mais diversos cenários, afinal não é fácil vencer a inercia dos 1.845 kg de peso da SW4. Por ser um veículo pesado, a aceleração é inicialmente muito suave, ganhando potência de forma gradual, porém, eficiente, muito por conta do ótimo câmbio automático de seis marchas, que pode ser acionado manualmente na alavanca, mas sinceramente, poucas vezes recorremos à solução manual, tal a qualidade do câmbio e sua inteligência, que sempre muda a marcha no momento certo, algo que já é natural na Toyota quando falamos deste componente. O veículo demora para ganhar folego, mas após a subida do giro e da velocidade, a SW4 se solta, nos deixando sempre confiantes para eventuais necessidades em estrada.
Tanto no teste realizado na cidade, como em estrada, o combustível utilizado para encher o tanque de 80L foi a gasolina, e sempre com o modo econômico acionado, com isso conseguimos resultados que podemos até considerar surpreendentes, melhores inclusivamente que os registrados pelo INMETRO em seus testes de certificação. Na cidade conseguimos 7,2 km/l, e na estrada 9,3 km/l Se olharmos para o anterior teste realizado pela nossa equipe com o mesmo modelo em 2016, e com o etanol como combustível, a média em ambos os ambientes (urbano/estrada) foi naquele momento de assustadores 5,9 km/l com etanol, algo que utilizando a gasolina, e de modo econômico acionado, foi substancialmente melhorado neste teste.

Elogiável é também o trabalho de engenharia realizado na suspensão, independente com braços duplos triangulares na frente e eixo rígido na traseira, mas que apesar da rigidez do conjunto, consegue absorver os absurdos das nossas rodovias, transmitindo conforto aos passageiros e possibilitando uma condução eficaz e segura em estrada. Ao mesmo tempo não podemos esquecer que estamos ao volante de um veículo que encara qualquer parada no fora de estrada, só fazendo as necessárias ressalvas para pisos em que o veiculo destraciona, como subidas mais exigentes com piso solto, ou lama mais profunda, por exemplo, e onde apesar da ótima qualidade e capacidade do conjunto, não podemos esquecer que a SW4, nesta versão Flex, é apenas de tração traseira 4x2, e com todas as limitações inerentes ao fato.
Em nosso teste dinâmico, palavras finais para a direção, muito precisa, e com assistência hidráulica, ela se mostrou muito eficaz em todas as situações. Muito eficaz é também o sistema de freios. Com discos ventilados nas quatro rodas, ele funciona muito bem e de forma imediata, sempre auxiliado pelos inúmeros sistemas que dão toda a segurança ao conjunto, como, controle eletrônico de estabilidade do veículo (VSC), controle eletrônico de tração (A-TRC),assistente de subida (HAC), assistente de reboque (TSC), sistema auxiliar EBD (distribuição eletrônica de força e frenagem) nas quatro rodas, sistema de assistência em frenagem e de emergência nas quatro rodas (BAS).

Apesar de um preço elevado, principalmente nas versões diesel, a SW4 tem uma legião de admiradores e clientes, que buscam a segurança, robustez e sofisticação do modelo, o que permite vendas que chegam a ser impressionantes, principalmente se observarmos que a SW4 custa pelo menos cerca de R$ 70 000,00 a mais, que muitos dos modelos que aprecem bem próximos em volume de vendas. Foram 631 unidades emplacadas em fevereiro, e 1042 em março, somadas as vendas de janeiro, totalizam no primeiro trimestre do ano 2307 veículos saídos das concessionárias, segundo a Fenabrave.
Como conclusão, a SW4 está melhor com o distanciamento de sua irmã Hilux. Com identidade própria, ela ganhou elegância e esportividade sem perder sua característica off-road. No momento da compra ela só pede uma reflexão. Se a maior eficiência, e obvia economia na utilização da motorização diesel, é compensada pelo numero de quilômetros que espera percorrer com o SUV ao longo do tempo em que vai mantê-lo em sua garagem. Afinal R$ 80 000,00 de diferença entre as versões Flex e Diesel é uma soma substancial e necessita ser colocada na ponta do lápis. No entanto, seja qual for a sua escolha fique com a certeza de levar para casa a verdadeira essência do veículo SUV.
Avaliação em números
Toyota SW4 SR e SRV Flex
Design 8
Espaço e Conforto 8
Freios 8
Conectividade e Tecnologia 7
Acabamento 7
Motor / Consumo 6
Transmissão 8
Suspensão 7
Direção 7
Segurança e Auxílios 7
Total 73

















































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