Avaliação: Chevrolet S10 Hight Country, qualidade e capacidade para fazer frente à nova concorrência
- Artur Semedo / Revista Publiracing e-mail
- 10 de jul. de 2017
- 7 min de leitura

A Revista Publiracing apresenta esta semana a avaliação a uma das mais tradicionais picapes do mercado, a S10 da Chevrolet, e na versão mais completa, equipada com o motor 2.8 Turbo Diesel de 200 CV, a Hight Country.
Devido ao seu sucesso, e sendo ao lado da Toyota Hilux uma das duas principais escolhas do consumidor brasileiro no segmento, resolvermos fazer esta semana esta abordagem a um modelo já perfeitamente integrado no mercado, e tentando mostrar, como a S10 se preparou para a chegada da novidade japonesa, Nissan Frontier, modelo que avaliamos na semana passada em nossa Revista digital.
A Chevrolet S10 é sem dúvida uma picape muito atraente. Seu design mescla a necessária robustez, com elegância e um toque de esportividade muito interessante. Os detalhes foram tratados com evidente cuidado. Detalhes em cromados entre as portas e janelas, retrovisores, com luz indicadora de direção integrada, cromados e rebatimento elétrico, faróis em Dark Chrome com regulagem de altura, assinatura em LED (diurnos), nova grade frontal evidenciando a nova identidade visual da marca, e ainda, estribos e rodas de alumínio de 18".

Num primeiro embate, o estético, a S10 transmite um pouco mais de esportividade, muito por conta dos seus traços mais alongados, sendo que para isso o desenho das rodas ajuda nesse resultado. Ainda para exemplificar esta nossa observação, podemos referir a peça que conecta de forma elegante a cabine com a caçamba e onde encaixa a luz central de freio, assinando com estilo e esportividade o modelo. Já no caso da Nissan ela passa uma sensação de veículo “encorpado”, apesar de suas linhas modernas, seu design com vasto recurso ao cromado e seu porte mais imponente nos leva a uma imediata interpretação de robustez.
Já no interior, quesitos onde os engenheiros da Chevrolet nos habituaram a serem exímios desenvolvedores, estão ali, fáceis de ser interpretados, e resultado de uma nova postura das marcas que se estende aos principais produtos deste segmento e que reúne picapes maiores. Conforto, elegância, praticidade, tecnologia, conectividade e espaço, muito espaço. Cada vez mais, carros que até a uma década atrás eram robustos, mas muito simples por dentro, são agora uma mistura da capacidade de trabalho e carga, com a sofisticação de um SUV. E assim é a S10 da Chevrolet.
Os bancos são de revestimento premium, sistema áudio com 5 alto-falantes e 2 tweeters, central multimídia com rádio AM/FM, entradas USB e auxiliar, e permite conexão via Bluetooth. Inclui a nova geração do Chevrolet MyLink, com funcionalidade que permitem uma interação fácil e simples entre o smartphone e o veículo através da tela touchscreen de 8". Também disponível o OnStar. Por meio dessa tecnologia estão disponíveis serviços de segurança, recuperação veicular e navegação, tudo através de um botão no interior do veículo ou do app para smartphone, um serviço pago, mas que tem naturalmente cada vez mais proprietários assinantes.

Além de itens praticamente obrigatórios como o Ar condicionado com controle eletrônico de temperatura, e sistema de fechamento/abertura dos vidros das quatro portas com sistema de “um toque”, a S10 nesta versão Hight Country, a mais completa de todas, tem uma elegante Console Central entre os bancos dianteiros, com porta-copos e descansa-braço com porta-objetos, e fica logo atrás da alavanca do câmbio, que no caso desta versão é automático de seis marchas.
Destacamos ainda da extensa lista de itens que são disponibilizados pela Chevrolet na sua picape, os dois airbags frontais, alertas de Colisão Frontal e Saída de Faixa (no Cruze Turbo testado por nós o sistema corrigia essa trajetória), Controle de tração e Controle eletrônico de estabilidade, Alerta de Pressão dos Pneus, Seletor eletrônico de tração 4x2, 4x4 e reduzida, Sistema de freios com ABS, sistema de distribuição de frenagem (EBD) e assistência de frenagem de urgência (PBA).
Os bancos na frente têm ajuste elétrico e com a regulagem apenas em altura do volante, permitindo, no entanto, condições perfeitas para uma correta posição para dirigir e se sentir confortável a volante.

Momento para compararmos o interior da S10 Hight Coutry com a novidade Frontier. E se existem situações em que fica difícil para o jornalista dar uma opinião que defina como melhor ou pior um produto, esta é uma delas, mas sabíamos disso, e assumimos esse risco. A S10 é sem dúvida mais completa em tecnologia disponibilizada no seu interior e que auxiliam na condução e segurança, mas deixando o comportamento para depois, e falando exclusivamente do interior a Nissan se destaca, por exemplo, nos bancos em couro, aquecidos e com a tecnologia Zero Gravity na frente, e numa melhor solidez e integração das peças que fazem parte do painel e de todo o acabamento interno, com revestimento utilizando o couro em determinados pontos. Em isolamento acústico as duas marcas fizeram um trabalho evolutivo fantástico e o som do motor diesel, na S10 assim como na Frontier chega muito pouco ao interior da cabine. As duas são também destaque em espaço interior, cada vez mais próximas de um verdadeiro SUV, também em conforto e tecnologia.
A partida do motor da S10 pode ser feita até mesmo do exterior com o Sistema de partida do motor por controle remoto "Remote Start System", com acionamento também do Ar Condicionado.
O motor é o 2.8 Turbo Diesel que entrega 200 CV e torque, nesta versão automática, de 51,0 mkgf (500 Nm) logo a 2000 rpm, e que se mostrou ao longo de nosso teste um polivalente. Ágil e de muita disponibilidade no trânsito urbano, é também muito eficiente em condições de aderência reduzidas.

A Chevrolet tem uma experiência muito grande neste segmento de veículos, afinal a S10 é uma das mais tradicionais picapes do mercado, mas essa posição de destaque não permite ”dormir no ponto”, e a concorrência chega com propostas muito competitivas como no caso da Nissan Frontier. E por isso mesmo, além das evoluções já referidas no modelo da Chevrolet, outras foram sentidas pela nossa equipe e que destacamos com louvor. A suspensão, especialmente a traseira, é fantástica na absorção dos obstáculos. Buracos, lombadas e outras surpresas pelo caminho são encarados com suavidade e eficácia, comportamento mantido na estrada a alta velocidade.
A suspensão dianteira é independente com braços articulados, molas helicoidais, barra estabilizadora e amortecedores telescópicos hidráulicos pressurizados. Já atrás a configuração é feixe de molas semi-elípticas de dois estágios e amortecedores também eles telescópicos hidráulicos pressurizados. Reiteramos, o comportamento da S10 é surpreendente, muito eficiente e confortável em estrada, não esconde no entanto sua vocação “trabalhadora” com uma capacidade muito grande para ultrapassar obstáculos no fora de estrada, seja utilizando a tração 4x4 ou em situações mais extremas, a redutora.
Cabe ainda um destaque para a direção, assistida de forma elétrica, ela nos impressionou pela capacidade de transmitir de forma precisa e rápida os movimentos que imediatamente são seguidos com muito equilíbrio pelo conjunto mecânico, comportamento que nos faz esquecer que estamos ao volante de um veículo com praticamente duas toneladas. Parte importante deste conjunto o câmbio automático de seis marchas, suave, correto e preciso é muito eficiente, trazendo conforto e economia.

E já que falámos de capacidade, tempo de comparar com a Nissan Frontier. Com um motor “menor” 2.3 Bi-Turbo de 190 CV, a Frontier se recente principalmente nas retomadas, e agilidade urbana, evidenciando características que lembram mais as tradicionais picapes.
No entanto no 4x4, tanto na terra como na lama, ou superando outros obstáculos, a Frontier não perde para a S10 seja em capacidade de vencer desafios, como em carga, praticamente idêntica em ambas.
A Chevrolet S10 nesta versão Hight Country tem um comprimento total de 5,40m; largura de 2,13 (com espelhos) e entre eixos de 3,096. A S10 é mais comprida que a Frontier, no entanto com um entre eixos ligeiramente menor. Também é maior na Nissan o comprimento da caçamba que oferece 1,51 contra o 1,48 da Chevrolet.
Ainda falando de dimensões, referir o tanque de combustível, que tem no caso do modelo da Chevrolet 76L de capacidade, contra os 80L da Frontier.
A picape da Chevrolet nos impressionou pelo comportamento e dirigibilidade, já que sua capacidade para trabalhar era algo que já conhecíamos de outras verões. Com uma direção precisa, um motor ágil e uma suspensão muito eficiente, a Chevrolet melhorou muito sua picape nesta última atualização, e apesar do novo motor Flex, lançado meses atrás, esta motorização turbo diesel 2.8 de 200 CV, se encaixa na perfeição no modelo sendo seu “coração” perfeito.
E quando chegamos ao ponto de decidir qual das duas comprar a carteira pode fazer a diferença. A Nissan é vendida nas concessionárias da marca por R$ 166.700,00, enquanto a Chevrolet S10 Hight Country tem preço anunciado de R$ 179.590,00, diferença que pode ser levada em conta pelo cliente na hora da decisão.

Para finalizar uma análise fria aos números. A Chevrolet tem antecipado os movimentos da concorrência com atualizações e adequações permanentes ao seu modelo. Agora com duas importantes motorizações 2.5 Flex e 2.8 Turbo Diesel a Chevrolet disponibiliza uma vasta gama de opções na sua linha S10. São nada menos de oito opções com inicio na S10 LT 2.5 Flex 4x2 de câmbio automático e vendida por R$ 107.990,00. Ou seja, um mesmo modelo pode ser adquirido ao longo de uma faixa de preço tão grande, R$ 70.000,00 entre a primeira opção oferecida ao mercado e a testado por nós, o que permite corresponder a distintos perfis de clientes e necessidades. E essa linha bastante vasta tem levado a resultados impressionantes. No mês de maio a Chevrolet emplacou, 2721 unidades, número que vem aumentando após a chegada das novas opções com o motor Flex, apresentando junho, 3013 picapes S10 vendidas. Se compararmos com a Nissan Frontier, que nesta faze inicial está limitada a uma única versão e que chega por enquanto do México, são 272 unidades emplacadas em maio, e 333 em Junho, resultados que espelham a juventude da nova proposta, e que refletem a briga da S10 pela ponta do segmento com a Toyota Hilux, e no caso da Nissan, entrando na briga no seleto grupo das grandes picapes de muita qualidade, como a L200 da Mitsubishi, Ford Ranger e Volkswagen Amarok.

Como nota final, referir que nos dados apesentados, e fornecidos pela Fenabrave, não consideramos como liderança do segmento a Fiat Toro, já que obviamente é um produto que não se encaixa no perfil e no segmento dos produtos avaliados.



















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