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Expressas: Emplacamentos crescem 16,3% e registram melhor início de ano desde 2013 no Brasil
Jaroslav Sussland - jaros@revistapubliracing.com.br
há 2 horas
2 min de leitura
O mercado automotivo brasileiro manteve ritmo de crescimento no primeiro quadrimestre de 2026, com alta de 16,3% nos emplacamentos e desempenho que não era visto desde 2013, segundo dados da Fenabrave.
O setor automotivo brasileiro iniciou 2026 em trajetória de recuperação consistente. De acordo com dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), foram emplacadas 1.734.599 unidades entre janeiro e abril, um crescimento de 16,30% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa o melhor desempenho para um primeiro quadrimestre desde 2013.
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Somente em abril, o volume de emplacamentos alcançou 479.662 unidades, avanço de 16,79% na comparação com abril do ano passado. Apesar do crescimento anual, o mês registrou queda de 6,53% frente a março de 2026, movimento atribuído ao menor número de dias úteis — 20 em abril contra 22 no mês anterior.
O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, enquanto o setor de pesados — que inclui caminhões, ônibus e implementos rodoviários — permaneceu em retração. Ainda assim, a maioria dos segmentos apresentou evolução no acumulado do ano, sinalizando um mercado mais dinâmico.
Para o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, os números refletem um ambiente de demanda ativa, mesmo diante de desafios macroeconômicos.
“O resultado do quadrimestre mostrou que o mercado, para a maior parte dos segmentos, continua aquecido. A queda sobre março é explicada pelo calendário, mas a comparação anual segue bastante favorável”, afirmou.
O executivo destaca ainda que o crescimento está ligado a fatores como maior diversidade de oferta, estratégias comerciais das montadoras e incentivos pontuais.
“No caso de automóveis e comerciais leves, programas como o Carro Sustentável e as promoções das marcas mostram que, quando há redução de preços e impostos, a demanda responde rapidamente”, avaliou.
Apesar do cenário positivo, o desempenho do setor ainda depende de variáveis como crédito, renda e custo de financiamento, que continuam a influenciar o comportamento do consumidor. No segmento de pesados, a expectativa é de recuperação com a implementação da segunda fase do programa governamental Move Brasil, que prevê investimentos superiores a R$ 21 bilhões para renovação de frota.
Os dados indicam que, embora o mercado ainda enfrente desafios estruturais, o início de 2026 consolida uma tendência de recuperação, sustentada por estímulos comerciais e pela necessidade de renovação da frota nacional.
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