Aviação: As três gigantes, Embraer, Airbus e Boeing somam prejuízos
- Redação Publiracing

- 7 de ago. de 2020
- 2 min de leitura

Depois da Boeing e da Airbus, foi agora a Embraer a anunciar um prejuízo no primeiro semestre, no caso da brasileira, de 460 milhões de euros.
O valor é substancialmente superior aos 21,3 milhões de euros negativos registados em idêntico período de 2019. A Embraer justificou o agravamento com a pandemia de Covid-19 e o acordo frustrado com a Boeing.
A empresa brasileira destacou que as entregas de aeronaves foram impactadas negativamente pela separação dos negócios e serviços relativos à aviação comercial (que seriam transferidos para uma joint venture com a Boeing), negócio frustrado em Abril, quando a empresa americana encerrou as negociações e a aliança não foi efetivada. No semestre, apenas foram entregues nove jactos comerciais e 22 executivos (contra 37 e 36, respectivamente, há um ano).
A Embraer justificou ainda os resultados com os impactos da pandemia de Covid-19 e a incerteza em relação à evolução e impacto da pandemia na economia ao longo dos próximos meses, o que levou a empresa a reagendar o lançamento de alguns modelos e a alterar cronogramas de entregas.
Airbus e Boeing também no vermelho
Tal como a Embraer, também a Airbus e a Boeing anunciaram resultados negativos no primeiro semestre.
No caso da fabricante europeia, as perdas totalizaram 1 919 milhões de euros e expõem um cenário completamente oposto aos ganhos de 1 197 milhões no período homólogo de 2019. Até ao final de Junho, a companhia entregou 196 aeronaves, contra os 389 de 2019.
Já a Boeing anunciou um prejuízo de 2 562 milhões de dólares, praticamente quatro vezes maior que o resultado negativo da primeira metade do ano passado. Entre Janeiro e Junho, o gigante norte-americano entregou 70 aeronaves; há um ano foram 239.
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