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Revista Publiracing

Avaliação: O Renault Logan com o novo motor 1.0 Sce ficou mais ágil e eficaz


Esta semana reservamos nossa atenção para o representante da Renault no competitivo segmento de sedãs compactos, ou pequenos, assim chamado por alguns. Com o líder Prisma a vender pouco menos de 70 000 mil unidades em 2017, o expressivo número reflete a importância que tem para as marcas instaladas no Brasil este segmento, que é talvez o mais característico dos mercados latino-americanos.

Com base em suas versões menores, as montadoras desenham uma carroceria com um porta-malas mais generoso, oferecendo uma proposta maior, em conceito muito útil, especialmente para famílias, que necessitam de mais espaço mas que não podem ir para os sedãs médios de valor invariavelmente superior aos R$ 80 000,00.

Mas oferecer este tipo de produto equipado com um motor de três cilindros e 999 cm³ poderia parecer de mediato uma aposta com muitas limitações. No caso do Logan na versão avaliada pela nossa equipe, a Expression Avantage, que á a mais completa das três disponibilizadas com o motor 1.0, este pensamento cai por terra imediatamente após verificar a capacidade do novo motor Sce de 12 válvulas. Ele foi uma evolução considerável em relação ao anterior propulsor utilizado no modelo. Mas dele falaremos mais à frente.

Para já vamos ao seu visual. O Logan, assim como o Sandero, ficou muito mais moderno em sua última mexida estética, nada de muito profundo, mas o suficiente para deixar bem mais atraentes os dois modelos, especialmente na área dos faróis, tanto frontais como traseiros. Entretanto uma mexida mais profunda está prevista para 2018.

O adesivo preto na coluna "B", retrovisores (elétricos com repetidores), assim como as maçanetas de abertura das portas na cor da carroceria, são os destaques no acabamento do Logan, que tem ainda, rodas de liga leve aro 15".

Passando para o interior, verificamos a presença dos principais itens de conforto, aqueles que são fundamentais para cada vez mais clientes, tais como: Sistema multimídia, o Media NAV Evolution com tela touchscreen 7’’ e navegação GPS. Câmera e sensor de ré, computador de bordo e ar-condicionado, bem como piloto automático e limitador de velocidade.

No Logan os quatro vidros elétricos têm sistema one touch com antiesmagamento e as maçanetas das portas são cromadas. Já na busca da melhor posição para dirigir nosso sedã verificamos que o volante tem ajuste apenas em altura. Mas ajustando também o banco do condutor (em altura) é possível encontrar uma posição adequada para dirigir o sedã francês. De olho na segurança, os básicos Air bags para condutor e passageiro.

Resumindo, esta versão Expression Avantage, trás de série o que é acessório na versão Expression, tornando o nosso veículo uma opção muito mais completa e competitiva.

Ainda antes de finalizarmos nossa descrição ao ambiente interno, referir que o espaço disponibilizado é amplo, e desse aspecto ninguém vai reclamar. No entanto, as peças do painel, seu acabamento e integração, podem ser melhorados, o que deixará seu interior mais compacto e sofisticado. Como aspeto positivo, a localização de todos os principais comandos, que é correta e prática, inclusivamente o acesso visual a tela do sistema multimídia, permitindo uma observação rápida e fácil das informações.

Com capacidade para 510 litros, o porta-malas do Renault Logan garante a principal característica de quem busca este tipo de veículo, muito espaço para bagagem.

Já que falámos de capacidade, momento ideal para falar de suas dimensões. O Logan tem 4349 mm de comprimento, 1529 mm de altura e 1733 mm (sem os espelhos retrovisores). Sua distância entre eixos é de 2635 mm. Com estas referências e sabendo que ele é um carro relativamente leve, com 1.019 kg, hora de dar partida ao motor e ganhar a estrada.

Imediatamente o característico som dos três cilindros ecoa no interior do Logan. O propulsor é o moderno 12 válvulas de 999 cm³ Sce, agora também no Sandero e no Kwid, e que trás tecnologia e inovação para o segmento, e sem dúvida que ele é um passo em frente em relação ao antigo propulsor de quatro cilindros que equipava o modelo até 2016.


Além de utilizar alumínio na sua base, ele dispõe de coletor de escape integrado ao cabeçote e duplo comando de válvulas variável, tudo isso acompanhado do sistema ESM (Energy Smart Management), um sistema de regeneração de energia que recarrega a bateria nas desacelerações.

O motor Flex 1.0 Sce entrega 10,2 kgfm de torque (gasolina) e 10,5 kgfm (etanol) e em ambos os casos a 3.500 rpm. Já sua potência declarada é de 79 cv (gasolina) e 82 cv (etanol) totalmente disponibilizada a 6.300 rpm.

Este propulsor deu muito mais vida ao Longan, ele ficou além de mais econômico, mais ágil nas reações, e mais elástico.

Ele responde mais rápido e em rotações mais baixas, ficando com isso mais disponível, ao mesmo tempo é capaz de reservar um pouco de elasticidade quando a velocidades maiores, capacidade necessária em rodovia para ultrapassagens, por exemplo. A utilização de marchas mais baixas para o dia a dia na cidade acaba por ser um comportamento normal para veículos com este nivel de potência, no entanto este motor da Renault permite uma passagem mais rápida para marchas superiores devido às boas características do motor que assim mais rapidamente diminui o nem sempre agradável som de giro excessivamente alto e ainda "meio estranho" do motor de três cilindros. Com o aumento da velocidade e diminuição do giro esta percepção se perde tornando a condução muito mais agradável.

Ele tem suas limitações, obvio, mas com os cerca de 280 kg adicionais (quatro adultos) que colocamos no Logan, ele se saiu muito bem, não desapontou, mostrando seus recursos e garantindo que para uma família de configuração normal, com dois adultos e um ou dois filhos, e que adquira este sedã para deslocações diárias na cidade, além de algumas viagens maiores com recursos adicionais para bagagem, ele entra definitivamente no grupo de eleitos como possível opção.

Referir ainda que o casamento entre o motor e o câmbio manual de 5 velocidades permite adequar sua condução às necessidades do momento. De configuração curta não sentimos qualquer tipo de problema com a caixa de velocidades, exceto com o som das engrenagens que por vezes entra em demasia no interior, mas esse é um pormenor que deve ser melhorado no veiculo de uma forma geral, o isolamento acústico.

Sua suspensão, é naturalmente mais adequada para absorver irregularidades no dia a dia, transmitindo conforto, e mesmo quando utilizado com um pouco mais de carga, ele se comporta sem grandes objeções, já em velocidades maiores, particularmente em estrada e a velocidades maiores, temos que ter a consciência das limitações técnicas e de configuração deste perfil de veículos e nos precavendo para uma aderência naturalmente prejudicada.

Como parêntesis e a exemplo do que acontece na Argentina, onde existe uma campanha muito forte para a obrigatoriedade do controle de estabilidade em todos os veículos novos (acordo assinado entre governo e montadoras mas adiado recentemente em dois anos), este componente melhoraria muito às reações deste tipo de veículos, que com menos recursos ficam mais vulneráveis em termos de segurança. Lembrar que a Latin Ncap considera o controle de estabilidade um item praticamente tão importante como o sinto na segurança dos veículos automóveis

No entanto sentimo-nos sempre confortáveis, e a direção eletro – hidráulica se mostrou progressivamente adequada à velocidade, sempre com precisão, passando confiança, em movimentos bem “digeridos” pela carroceria.

Seus freios com ABS se mostraram eficazes para as velocidades adequadas e que conscientemente sabemos ter que utilizar com este perfil de modelo.

Após os quilômetros percorridos em nosso teste, cerca de 70% na cidade e 30% da distância em estrada, nosso consumo médio, sempre com etanol, foi de 9,7 km/l o que é bastante positivo para este tipo de proposta, que pretende acima de tudo economia em todas as suas vertentes.

Posto isto, chegamos a conclusão que o Logan com o novo motor 1.0 de três cilindros ficou um veículo bem mais ágil, moderno e eficaz. Nossa versão é vendida por R$ 52 100,00 nas concessionárias da marca, mas pode ser adquirido também nas versões iniciais Authentique (R$ 45 700,00) ou Expression (R$ 49 250,00) todas elas equipadas com o motor 1.0 Sce. A Renault disponibiliza ainda a opção de mais recursos, com motor 1.6, versão Dynamique, que é vendida por R$ 64 800,00.

Com o ano de 2017 finalizado, seus últimos meses foram de desempenho crescente, com 1731 unidades licenciadas em Novembro e crescimento muito expressivo para 2603 unidades em Dezembro, totalizando 26 010 veículos emplacados ao longo do ano que agora terminou, o que representa uma participação no segmento de 9.43%, e concorrendo com propostas de peso como Chevrolet Prisma, o líder, Volkswagen Voyage, Ford Ka Sedâ, HB20s, Toyota Etios SD, e Nissan Versa.

Como conclusão o Logan da Renault tem nesta versão avaliada por nós a proposta mais equilibrada, com os principais recursos exigidos para um dia a dia com conforto e segurança, sendo agora muito mais eficaz com este novo motor 1.0 de três cilindros. A compra é agora recomendada e a eficácia em termos de consumo vai chamar a atenção.

Avaliação em números

RENAULT LOGAN 1.0 Sce

Design 6

Espaço e Conforto 6

Freios 6

Conectividade e Tecnologia 7

Acabamento 6

Motor / Consumo 7

Transmissão 6

Suspensão 6

Direção 6

Segurança e Auxílios 6

Total 62

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