• Redação / Revista Publiracing

Mulheres pilotos do grupo Lufthansa comandam seis aeronaves no dia Internacional da Mulher


Ontem (08.03), no dia Internacional da Mulher, seis tripulações da Lufthansa, SWISS, Austrian Airlines e Brussels formadas apenas de mulheres voaram dos hubs do Grupo Lufthansa para Berlim. Os jatos partiram de Frankfurt, Munique, Düsseldorf, Viena, Zurique e Bruxelas, cada um comandado por duas mulheres pilotos.

"Nós estamos especificamente atentos ao potencial das nossas colaboradoras mulheres nos nossos canais de recrutamento e oferecemos um ambiente de trabalho favorável ao colaborador, o que significa que família e trabalho podem ser conciliados. Isso nos permite atrair mais jovens mulheres para profissões tidas como mais masculinas, tais como piloto”, disse Bettina Volkens, responsável pelas áreas de recursos humanos e assuntos legais no Grupo Lufthansa.

As duas primeiras mulheres pilotos entraram na escala de serviços com a Lufthansa em 1988. No ano de 2010, mais uma novidade na indústria aeronáutica, uma aeronave da Lufthansa Cargo decolou sob o comando de uma tripulação exclusivamente feminina. Hoje em dia, mulheres no cockpit já não são mais uma exceção. Cerca de 6% dos pilotos e 80% do pessoal de cabine do Grupo Lufthansa é composto por mulheres e o percentual vem aumentando nos últimos anos.

As mulheres exercem um papel central e não é apenas na aeronave. Seja com o uniforme oficial da tripulação ou no centro de logística, mais e mais mulheres estão optando por trabalhos técnicos no Grupo Lufthansa. Christina Schultheis, por exemplo, trabalha como agente de operações em solo na Lufthansa desde 2012, começou em um sistema de dois turnos assim que completou o treinamento como especialista em serviços de aviação. Ela tem cerca de duas horas para atender um voo de longa distância, o que inclui limpar a cabine, reabastecer, carregar a aeronave com carga e bagagem e embarcar os passageiros. Aproximadamente 25% das agentes em solo são mulheres. “Aqui você pode fazer a diferença. É de minha responsabilidade que cada voo possa decolar em segurança, com eficiência e no horário certo”, disse ela. “Somos a conexão entre os passageiros, a tripulação, a torre, os times de limpeza, catering e carga - falamos com todos eles. Eu gosto especialmente da diversidade e da responsabilidade que vem com este trabalho. Adoro fazer o que faço, não quero parar nunca.”

Outra meta do Grupo Lufthansa é aumentar o percentual de mulheres em cargo de gerência. “Estamos indo nesta direção ao introduzir um processo transparente de publicação de novas vagas e usando um critério de diversidade na área de recursos humanos”, disse Volkens.

Em 2011, a Lufthansa e outras grandes companhias alemãs voluntariamente decidiram aumentar o número de mulheres em cargos de chefia. Até 2020, o objetivo é ter 30% mais mulheres, se comparado com 2010.

Mas as clientes também foram lembradas e ontem, a Lufthansa recepcionou suas passageiras do voo LH507 (São Paulo-Frankfurt) com uma rosa vermelha no check-in e ainda garantiu embarque prioritário para todas elas, independentemente da classe a bordo ou do status no programa de milhagem. A ação de embarque prioritário ocorreu no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e também no Aeroporto JFK, em Nova York, Ezeiza, em Buenos Aires, e também em Frankfurt, na Alemanha. Centenas de rosas foram distribuídas ao longo do dia. A rosa vermelha é o símbolo da First Class da Lufthansa.

As mulheres sempre foram bastante presentes na história da Lufthansa. Há mais de 25 anos, a companhia aérea conta com mulheres no comando de aeronaves, desde 1988, na verdade, quando Evi Hetzmannseder e Nicola Lisy foram as pioneiras. Hoje, elas já são mais de 300, cerca de 6% do total de pilotos. Recentemente, para garantir cada vez mais oportunidades iguais para homens e mulheres a Lufthansa passou a fazer parte de uma iniciativa chamada “Diversity Character”, em que as empresas e instituições devem criar um ambiente livre de preconceitos em relação a gênero, nacionalidade, ideologia, idade, entre outros. E o esforço também tem sido no sentido de ter mais mulheres em cargos de gerência e no Conselho Executivo.

Atualmente, 40% do Conselho Executivo é composto de mulheres, 30% dos cargos de supervisão são ocupados por colaboradoras do sexo feminino e a meta, firmada em 2011, é ter 30% dos cargos gerenciais ocupados por mulheres até 2020. E o número de funcionárias do sexo feminino ocupando cargos de nível de gerência vem crescendo, de primeiro nível já são 10,5% e de segundo nível, 17,9%. Os dados são de dezembro do ano passado. Do total de aproximadamente 120 mil colaboradores em todo mundo, 44% são mulheres.

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