Toyota SW4 SR 2017
Revista Publiracing

Texto: Artur Jorge Semedo

Imagens: Divulgação Toyota ( Interior ) e Revista Publiracing

Avaliação: Toyota SW4 SR, distinção e diversão garantidas no verdadeiro SUV.

 

No recente rejuvenescimento que a Toyota fez na SW4, entre alterações estéticas no exterior, novas soluções para o interior, e a manutenção da apreciada robustez, um componente é novidade, o motor 2.7 Flex. E é precisamente a versão equipada com este motor que a Revista Publiracing teve oportunidade de avaliar ao longo de alguns dias.

Mas ainda antes de iniciarmos nossa habitual observação externa, uma palavra para um dos fatores que consideramos o destaque (positivo) deste modelo. A Toyota nunca abandonou a herança do modelo, mantendo a solução “bruta” de carroceria instalada sobre o chassi, solução tradicionalmente não tão confortável como a mais comum monobloco, mas ao mesmo tempo mantendo seu DNA verdadeiramente off-road, capaz de ultrapassar grande parte dos obstáculos que surgirem pela frente, até mesmo nesta versão mais limitada no fora de estrada pela ausência das quatro rodas motrizes. Sua robustez nos leva a refletir que no atual cenário das ruas e avenidas das cidades brasileiras, esta poderá ser a compra ideal.

Mas passada esta breve introdução, vamos lá descobrir o Toyota SW4 2.7 SR AT Flex.

Esteticamente as alterações foram positivas, ao manterem a imponência tradicional do modelo, mas modernizando seu design.  Componentes como, barras no teto, estribos na cor preta, aerofólio, maçanetas, e ambos os para-choques na cor do veículo, são elementos muito bem inseridos no visual geral. Destaques ainda para os pormenores cromados na moldura de entrada de ar para o radiador, bem como dos faróis de neblina.  Para o toque final, referência para as acertadas rodas de aro 17 onde ficam instalados os pneus de medida 265/65 R17. O conjunto roda e pneu ajuda a elevar ainda mais o utilitário esportivo, que observado de fora já deixa claro que obstáculos existem para serem vencidos.

Subindo no estribo e entrando no interior, a sensação de chegar numa grande sala de estar é imediata. Na versão testada pela Revista Publiracing a SW4 vem equipada com cinco lugares, estando disponível uma versão de sete por mais R$ 5 000,00. Mas sobre valores falaremos mais à frente.

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Aproveitando a questão da terceira fila de bancos, referir que sem ela, o porta-malas oferece um enorme espaço para carga, avaliado pela marca em cerca de 590L, se utilizado até ao nível dos bancos, no entanto, se existir necessidade, uma tampa retrátil pode ser recolhida, aumentando ainda mais essa capacidade de carga.

Como referido, a sensação de espaço é digna de um verdadeiro SUV, com os passageiros das diversas posições a terem disponíveis uma grande variedade de espaços para copos, garrafas e outros objetos.  Um deles é o que fica disponível abaixo do encosto de braço entre os bancos dianteiros. Já no painel central, que é em tom de preto, um dos compartimentos é refrigerado, aumentando ainda mais o mundo de soluções e praticidades oferecidas pelo modelo.

Os bancos não são em couro, pessoalmente não considero uma ausência relevante, no entanto acredito que possa ser um motivo de questionamento para quem procura esse nível de conforto e status no modelo. Nesta versão os bancos são em tecido e em tons de marrom.

Já no elegante volante, ficam disponíveis comandos para sistemas de áudio, vídeo, computador de bordo e telefone.  O ar-condicionado tem saídas de ar também para os bancos traseiros com regulador de intensidade. A tela de 7 polegadas é onde através do toque são acessados e gerenciados os recursos de conectividade e outras informações do veículo, no chamado pacote ”Toyota Play”. Como diferencial o DVD e a TV Digital, que só funcionam quando o carro está parado, em andamento apenas fica disponível o áudio do canal sintonizado.  Completa o sistema, os habituais recursos para conexão, MP3, USB e Bluetooth. A tela ainda incorpora a câmera de ré com sensores de estacionamento, e sistema de navegação e GPS.

Aqui cabe um parêntesis para o sistema de som, que poderia oferecer mais qualidade, e também para o de navegação, nada prático de ser utilizado.

Do alto da nossa correta posição de condução damos partida ao motor. Das três opções disponibilizadas pela Toyota, a que equipa o nosso carro, é a mais barata, e uma reintegração. Este motor 2.7 (Cilindrada: 2694 cm³) de 16 válvulas, Flex, de 159/163 cavalos, já era conhecido, mas foi modernizado, e vem agora com duplo comando variável e com sistema de partida a frio, eliminando o tanquinho de gasolina. O torque é de 25,0 kgfm a 4.000 rpm.

Iniciamos a percepção das reações do conjunto mecânico. Primeiro com a natural dureza da direção, mesmo sendo ela naturalmente equipada com assistência hidráulica, nas manobras de estacionamento é inevitável esta sensação para um veículo que tem o peso de 1.880 kg, e, além disso, uma grande superfície de contato com o solo (pneus).  

Conclusão também ela rápida, e logo no decorrer dos primeiros contatos com o pedal da esquerda, é a eficiência do sistema de freios da SW4, com discos ventilados nas quatro rodas, e ainda disponibilizando o sistema de assistência a frenagem de emergência, passa imediatamente a sensação que é eficaz para reduzir ou imobilizar totalmente a grande massa em deslocamento.  Ainda numa utilização mais urbana, as vantagens são obviamente a posição elevada de condução, e a segurança pela robustez do veículo, principalmente encarando as esburacadas ruas e avenidas das cidades brasileiras.

 

O câmbio sequencial automático de seis marchas está muito bem escalonado, permitindo um deslocamento mais suave e econômico. Por falar em suavidade, destaque para o receio que existia de que a estrutura mais rígida pudesse trazer momentos mais sensíveis às irregularidades do piso, mas não foi isso que aconteceu.  A suspensão tipo McPhersonna frente e four-link, ou quatro braços, com molas helicoidais na traseira, consegue ser eficaz no seu habitat natural, que é a transposição de obstáculos e irregularidades, sem transferir toda essa capacidade para o interior do veículo, onde os passageiros aproveitam da melhor forma todo o conforto oferecido pela SW4.

Muito da eficiência do modelo vem de suas dimensões: 4,795 m de comprimento, 1,855 m de largura, e 1,835 m de altura. O entre-eixos é de 2,745 m. Com isso ele é verdadeiramente capaz de vencer obstáculos,  mesmo sabendo que nesta versão ele oferece apenas tração traseira,  numa escolha que é mais adequada para um cotidiano mais urbano. Mais uma vez é bom reiterar que a ausência das quatro rodas motrizes, solução de tração disponibilizada em outras versões, apenas limita a capacidade do modelo em situações naturalmente mais complexas como rampas acentuadas e irregulares ou superfícies com muita lama, por exemplo. Boa distribuição de peso e comportamento muito eficiente são sem dúvida marca registrada da SW4, um carro que encara qualquer obstáculo de frente, sem abdicar do conforto e elegância.  

Para a estrada ficam apenas as boas sensações, oferecendo nossa SW4 tudo o que se espera de um carro desta categoria, sem ficar a dever em nada. Mas claro que tudo isso tem um preço, além claro do pago na concessionária no momento da compra, e ele é o consumo.

O tanque é de expressivos 80 litros, no entanto as visitas ao posto serão regulares, já que sempre abastecidos com etanol, nosso consumo urbano foi de 5.2 km/l, e na estrada 6.4 km/l

A versão avaliada pela Revista Publiracing tem valor sugerido de R$ 159 900,00, sendo que por mais cinco mil reais ela é entregue com a terceira fila e sete lugares. O utilitário esportivo é ainda vendido na versão SRX (intermediária), com motor V6 de 4.0L a gasolina de 238 CV, exclusivamente com sete lugares,  tração 4x4, e preço de venda sugerido de R$ 220 200,00, e ainda a opção SRX com motor 2.8 16 V Turbo Diesel. Esta versão é vendida com cinco ou sete lugares,  pelo preço de R$ 236 150,00 e R$ 241 150,00 respetivamente.

O Toyota SW4 é o modelo mais vendido no Brasil quando falamos de verdadeiros SUV, grandes, realmente capazes de enfrentarem o dia a dia, dentro e fora da estrada. Em outubro foram 966 os emplacamentos, com aumento substancial no mês de novembro onde foram vendidas 1254 unidades. No acumulado do ano foram 10 502, sendo fácil entender ao longo do nosso teste a razão de ele ser tão desejado. O utilitário esportivo da Toyota é divertido, grande e robusto, mas sem perder a elegância e distinção.

 

 

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