Honda City EXL 
Revista Publiracing

Texto: Artur Jorge Semedo

Imagens: Divulgação Honda ( Interior ) e Revista Publiracing

Avaliação: O Honda City EXL ganhou importância com a chegada do novo Civic.

 

A Revista Publiracing, recebeu em sua redação um dos modelos que faz parte do tradicional portfólio da Honda no Brasil, o City.

Com aprimoramentos na linha recém chegada, especialmente na versão por nós avaliada, a mais completa, EXL, o City cresce em importância após tantos anos de mercado, e passo a explicar porquê.

No momento em que chegou o novo Civic, que se distanciou em termos estéticos, tecnológicos, mecânicos e naturalmente no preço, o City ocupa agora uma posição fundamental como opção da Honda para este segmento dos denominados sedãs médios compactos. Seja através da chegada de novos clientes para a marca e para o segmento, ou até mesmo pelos proprietários do Civic que chegando na hora de mudar de carro, querem manter a marca, um produto elegante e moderno, e não querem ou não podem ir para os patamares de preço bem mais exigentes do novo Civic.

Como referido, o EXL é o mais completo de uma oferta que tem ainda as versões, DX, LX e EX. A mais simples é oferecida atualmente a partir de R$ 60.900,00, na opção por transmissão manual, e R$ 66.400,00 com o moderno câmbio CVT automático. Já a versão que passamos a descrever tem preço sugerido de R$ 81.400,00.

Em termos estéticos as linhas do Honda City são elegantes, bonitas e modernas, e seja qual for o ponto de observação, lateral, atrás, ou olhando de frente, o nosso modelo chama para si muitos olhares. Destaque que também nos chamou imediatamente a atenção, a frente, muito baixa, e com o para-choques, de estilo bastante esportivo, mas que exige cuidado ao passar pelas tradicionais irregularidades ou patéticas lombadas das nossas cidades. Na frente faz parte ainda um grupo ótico muito apelativo, com adicionais faróis de neblina que se encaixam com elegância em todo o conjunto.

Pormenores em cromado dão um charme todo especial ao Honda City, como o acabamento da tampa do porta malas, a grade frontal e as maçanetas externas para abertura das portas.

Finalizando a observação externa, referencia para os retrovisores que são elétricos na cor do veículo e com luz de direção, e as bonitas rodas de liga leve, aro 16', que complementam o pacote atraente oferecido pela Honda nesta versão EXL do City.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já dentro do carro, as lembranças com o Fit são quase imediatas, particularmente na posição de condução (banco do condutor ajustável em altura ), ergonomia e na oferta de espaço interior, que no caso do nosso City chega a ser impressionante. Naturalmente associado a requinte e conforto, o couro se destaca no revestimento dos bancos, no acabamento das portas, alavanca da transmissão e ainda no volante, que disponibiliza alguns comandos e é fixado na coluna de direção, ajustável em altura e profundidade.

Como mordomias, o ar-condicionado digital full touchscreen de zona única e a central multimídia de 7 polegadas com navegador (USB/MicroSD/P2/e bluetooth com comandos HFT (Hands Free Telephone) no volante. O vidro do motorista vem com a função 1 toque (subida e descida) e anti-esmagamento. Todos os outros três vidros são também eles elétricos. Já no quesito segurança airbag frontal e lateral para motorista e passageiro, e de cortina, associados a barras de segurança para proteção de impacto lateral, cintos de segurança dianteiros de 3 pontos c/ pré-tensionador e traseiros de 3 pontos para todos os ocupantes, mostram a preocupação da marca com a questão da segurança.

Uma surpresa positiva veio pela análise do volume disponível no porta-malas, com 485L de espaço para acomodar de forma prática as bagagens de uma família.

Já em relação às medidas do City, a distância entre eixos é de 2600 mm, comprimento total de 4455 mm, com altura de 1485 mm e largura de 1695 mm. Completamos mais alguns dados importantes do carro, como o peso de 1137 kg.

Feita a descrição de alguns dos valores de referencia mais importantes neste modelo, vamos para a estrada e analisar o comportamento de nosso sedã compacto.

O motor que nos puxa é o 1.5l 16V SOHC i-VTEC FlexOne, que dispensa o uso do já ultrapassado tanquinho de gasolina para auxiliar no arranque a frio, e motor que já conhecemos do FIT.  A potência é Gasolina/Etanol de 115/116 cavalos respetivamente, totalmente disponíveis as 6000 rpm, e que em alguns momento parece ser insuficiente para um carro familiar carregado, faltando aquele recurso a mais que garante segurança e agilidade em alguns momentos. No entanto sempre reafirmo meu raciocínio que devemos adaptar nossa condução ao modelo que temos em mãos.

O City é um tração dianteira, com suspensão dianteira MacPherson e traseira composta por barras de torção, que embora consiga transmitir conforto com segurança, não tem a mesma capacidade de absorção do Civic por exemplo. Fator mais uma vez muito positivo nos modelos Honda, a direção com assistência elétrica progressiva, muito eficaz e permitindo um domínio total das manobras em qualquer tipo de situação. 

Outra razão para dirigir tranquilo seu Cuty são os freios, com sistema ABS e EBD (Anti-lock Brake System e Electronic Brake Distribuiton), transmite segurança, garantindo recursos suficientes na hora de frear o modelo japonês.  Embora nosso câmbio seja o automático CVT, podemos ajustar nossa condução através de dois perfis. O modo D (Drive) mais econômico e suave, e o modo S(Sport), mais agressivo, com trocas mais rápidas e ágeis, mas também menos favorável ao consuma de combustível.

Se ainda assim sentir necessidade de ajustar as respostas do modelo ao seu perfil, pode optar por passar você mesmo as marchas atrás do volante, sabendo que vai ter respostas de um conjunto mecânico muito eficaz.

 

 

Nosso veículo foi abastecido com etanol, e com ele rodamos cerca de 1300 Km. Em relação a sua autonomia, o tanque com apenas 46L de capacidade nos obriga a visitas frequentes ao posto.  Já em relação ao consumo, e como sempre fazemos,  adequamos nosso teste aos dois tipos de utilização extrema do nosso dia a dia. O pesado trânsito da cidade, no nosso caso, São Paulo, um dos mais pesados e caóticos do mundo, e também a rodovia, com velocidades sempre dentro dos padrões máximos permitidos por lei, afinal é neste o cenário que você vai dirigir seu City. Os resultados sem serem surpreendentes, são sem dúvida positivos, com 8,9 Km/L no teste de paciência citadino. Já na tranquilidade das melhores rodovias do estado de São Paulo nosso Honda City apresentou um consumo de 11,2 km/L, valores que mostram a eficácia do conjunto aerodinâmico, tecnológico e mecânico.

Como conclusão referir que qualquer viagem no interior do Honda City é muito agradável, confortável e no caso de desta versão mais completa, com uma sensação de sofisticação muito evidente.

Terminamos como começamos, reafirmando a importância do posicionamento do modelo no atual cenário de ofertas da marca, já que com a subida substancial de patamar do novo Civic, o City é o representante da marca nesta faixa de preço, trazendo a mesma tradição, qualidade e recursos que novos clientes buscam na marca, assim como não deixa decepcionar quem não dá o pulo para o novo Civic, mas quer manter a marca, com elegância, sofisticação, conforto e segurança.

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