Citroën Aircross 1.6 Feel
Revista Publiracing

Texto: Artur Jorge Semedo

Imagens: Divulgação Citroën ( Interior ) e Revista Publiracing

Avaliação: Citroën Aircross, despojado e ágil !  

 

O Citroën Aircross é daquelas receitas bem nacionais, e que vem de encontro a um estilo de vida marcadamente brasileiro.  O apelo para um produto despojado, em cenários como praia, cachoeira, pequenas trilhas, e tudo isso num veículo que não perca a capacidade de transportar com agilidade e conforto no trânsito de qualquer cidade.

A posição mais elevada de condução e o estepe do lado de fora da carroceria são as características mais evidentes de uma interpretação de veículo automóvel muito direcionado para o mercado nacional..

A nova versão do Aircross da Citroën trouxe novidades bem evidentes, e que toraram o veículo mais moderno e atraente por fora, e ao mesmo tempo mais agradável e tecnológico no ambiente interno.

Partimos para a avaliação externa. Onde é mais evidente a reestelização realizada no veículo é sem duvida na frente. Ficou bastante atraente a nova identidade luminosa da marca com faróis de LED e grupo ótico elíptico bifunção.

 

Os chevrons são integrados de forma harmoniosa na grade frontal do veículo. Lateralmente o destaque são as letras que dão nome e assinatura ao modelo, AIRCROSS bem como as barras de teto e as rodas aro 16, muito bonitas por sinal.

 

Já na traseira, o destaque, no modelo testado por nós, vai para um dos itens que o brasileiro tanto gosta, o estepe evidente na parte externa do veiculo. Aproveitando para partir deste ponto para o interior do nosso carro, não é fácil o acesso ao porta-malas (403L de espaço) com o pneu sobressalente pendurado no nosso Aircross. São três processos anteriores até finalmente conseguir levantar e abrir a porta, o que numa utilização diária, entre filhos na escola e suas mochilas, idas ao supermercado, e outras atividades do nosso dia a dia, não torna nada prático o acesso a este local, obrigando o proprietário a recorrer ao espaço dos bancos traseiros para algumas atividades diárias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já no espaço destinado aos passageiros o ambiente é harmonioso e agradável, e as grandes superfícies vidradas com o para-brisa tripartido, permitem tirar todo o proveito desta qualidade impar da marca, trabalhar como ninguém o vidro e sua integração com a carroceria do veículo.

O painel é novo, com saídas de ar deixando de ser redondas, ganhando uma aparência mais quadrada e mais moderna. Ainda na versão testada por nós,  a central multimídia com tela touch screen de 7 polegadas onde são observadas as informações disponibilizadas, além do sistema de som habitualmente fornecido pela marca. O acabamento do painel e a integração de suas peças, é invariavelmente de boa qualidade na Citroën, e o Aircross não foge a esta regra.

Vidros elétricos, com espelhos retrovisores também eles de ajuste elétrico, além do ar-condicionado, completam a lista de itens disponibilizados na versão do modelo que testámos, a Feel.

Fazemos aqui uma pausa na descrição, para uma breve referencia aos preços das versões oferecidas ao mercado brasileiro.

São duas opções de motor, 1.5 e 1.6, e dois tipos de câmbio, a manual de cinco marchas, e o automático. No conjunto mecânico inicial o câmbio é manual e o motor 1.5, são as versões Start a partir de R$ 52.990,00 e a Live por R$ 58.990,00. Já a versão testada por nós, a Feel, o motor é o 1.6 com cambio também ele manual, e o preço sugerido é a partir de R$ 63.690,00.

Já nas opções com câmbio automático o motor é o 1.6, com o Auto Live a sair por R$ 63.990,00, o Auto Feel por R$ 67.590,00 e o Auto Shine por R$ 74.690,00.

Ainda antes de darmos partida ao motor conseguimos uma perfeita posição de condução através do ajuste do volante com regulagem da altura e profundidade, e o banco do condutor com regulagem de altura permite uma perfeita e necessária integração entre condutor e veiculo.

Feito o parênteses vamos para a avaliação mecânica e dinâmica. Ao iniciarmos o nosso teste, um pormenor incomodo. O freio de mão fica bem abaixo do nível ideal, e praticamente todos os condutores vão ter que inclinar o corpo para baixar ou levantar a alavanca.

Imediatamente se observa que a nova direção elétrica disponibilizada para o Aircross torna as manobras ágeis e práticas. Igualmente positivo o necessário ajuste do conjunto de suspensão e amortecedores, um pouco mais alto, em alterações técnicas que vão de encontro a proposta do modelo.

A suspensão dianteira mantém sua configuração, do tipo MacPherson, independente e com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Na traseira, travessa deformável, braços oscilantes, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e a nova barra estabilizadora. Esta última, associada a novasregulações de amortecimento em todo o conjunto, ampliaram a capacidade do modelo de absorver as irregularidades do solo, melhorando a rodagem em condições não tão boas de piso, afinal esta é a proposta do modelo que naturalmente fica evidente no tipo de pneus disponibilizado, de uso misto 205/60 R16.

O câmbio de cinco marchas manual está agora mais longo, e ajudando a resolver de forma mais eficiente as necessidades como, disponibilidade rápida de potência,  velocidade, e economia.

O 1.6 que equipa a versão Feel, é flex, de posicionamento transversal, com 4 cilindros, 1 587 cm³,  16V, entregando 122/115 cv (etanol/gasolina) a 5 800/6 000 rpm. O torque de 16,4/15,5 mkgf a 4  000 rpm.

No nosso teste, o tipo de percurso urbano percorrido por nós, com variação constante no perfil, subidas e descidas nada favoráveis à economia de combustível, que sem decepcionar, não foi, no entanto, seu ponto forte, nos deixando a sensação de que em outras condições ou perfil de percurso diário, pode ser melhorado. Abastecido o tanque de 55 L com etanol, o consumo urbano teve média de 7,4 km/l e na estrada de 10,4 km/l.

O peso anunciado de 1.289 kg, posicionados de forma mais elevada, não é nada favorável ao consumo, e ao permanente, para e arranca das cidades.

Terminamos nossa descrição com as medidas que também influenciam no comportamento do Aircross. O comprimento é de 430,7 cm; largura, 176,7 cm; altura, 174,2 cm e entre-eixos, de 254,2 cm.

Estas informações complementam a análise final ao modelo. Em resumo ele é ágil, divertido e despojado, permitindo um fora de estrada pouco exigente, com espaço interno, ambiente agradável e com perfil jovem e conectado.

Existe público adepto deste tipo de produto no Brasil, e a Citroën sabendo entender esse desejo e expressá-lo, o resultado não poderia deixar de ser um saldo positivo em nossa avaliação ao Aircross.

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