Revista Publiracing

Avaliação: Renault entrega Sandero na versão 1.6 Zen de câmbio manual com preço competitivo

Em nossa seção DESTAQUE NA GARAGEM recebemos um modelo que ao longo dos últimos anos vem sendo o principal produto da Renault no Brasil, o Sandero. Renovado recentemente, foi, no entanto, substituído pelo pequeno Kwid como destaque nas vendas da marca ao longo dos últimos meses.

 

Mas o Renault Sandero sempre foi uma proposta muito forte no segmento dos hatch compactos, e no caso da proposta da marca francesa um produto que equilibra muito bem preço com equipamento, entregando também um dos habitáculos mais amplos do segmento.

 

Após a recente renovação estética, com especial destaque para o grupo ótico, tanto dianteiro como traseiro, recebemos a versão Zen 1.6 de câmbio manual, para saber como ficou a opção de entrada na proposta de motor mais capacitada das duas motorizações disponibilizadas na linha Sandero.

Agora são dois propulsores, o três cilindros de 999 cm³ e 82 cv nas versões Life e Zen, e ainda o acabamento Zen e Intense com a motorização 1.6 de 118 cv sendo que a Zen pode ser entregue com câmbio manual ou o automático CVT.

 

Esteticamente o Sandero evoluiu e ficou mais moderno.  A nova grade frontal deu mais imponência ao veículo, sendo a peça realçada pelo friso em cromado, harmonizando muito bem com os faróis dianteiros que incluem luzes diurnas em LED. Apesar do espaço para os faróis de neblina, este é um item exclusivo da versão Intense. As maçanetas das portas e espelhos retrovisores são na cor da carroceria, com a solução de rodas de aço de 15”com calotas a fazerem parte do pacote.

 

Também ficaram mais modernas as lanternas traseiras, com assinatura em LED integral, entregando o modelo um visual sem dúvida agradável e mais jovem. Uma das principais características do Sandero é sua envergadura, que transmite a imediata sensação que estamos observando um hatch compacto, amplo.

 

Momento então de referir suas principais dimensões. São 1.730 (mm) de largura, 1.570 de altura, 4.070 de comprimento e 2.590 de entre eixos e o generoso porta malas de 320 litros de espaço disponibilizado, um dos maiores do segmento.

 

O espaço é mesmo sua grande virtude, e no amplo habitáculo viajam tranquilamente 5 adultos. Observando o que a Renault disponibiliza de série nesta versão, destaque obvio para a prática central multimídia, a chamada Media Evolution, com Android Auto e Apple CarPlay de tela TouchScreen de 7" e comando de satélite no volante, e onde é possível fazer o monitoramento de sua condução através do já tradicional (na marca) sistema Eco Coaching e Eco Driving. Já comodidades como, vidros elétricos nas portas traseiras, espelhos retrovisores com ajustes elétricos, câmera de ré ou ainda faróis de neblina são exclusividades da versão mais completa do modelo.

 

Pra auxiliar nas manobras é disponibilizado o sensor de estacionamento traseiro, e ainda como ingredientes da nossa versão Zen, referência para o limpador de vidro traseiro, a abertura elétrica do porta-malas e o ar condicionado, não automático.

 

Antes de falarmos da questão dinâmica, um olhar pelos itens de segurança disponibilizados no pacote Zen. São quatro airbags para todas as versões, com cintos de segurança de três pontos em todas as posições, sistema Isofix para fixação de cadeiras infantis, barras de proteção lateral nas portas e freios ABS. Já o controle eletrônico de estabilidade é exclusividade das versões equipadas com câmbio CVT.

 

Com ajuste em altura do volante, é fácil encontrar uma posição confortável para dirigir o Sandero, e que apesar da simplicidade do design interno, oferece boa integração entre as peças, e que resulta numa sensação de robustez e integridade do habitáculo.

 

Em nossa versão, equipada com o câmbio manual, antecipamos uma ideia que temos sobre a disponibilidade da tecnologia Stop/Start em veículos de câmbio manual, sistema que desliga o motor quando o veiculo está imobilizado, mas que apesar da natural economia de combustível, provoca determinadas situações incomodas ao condutor e até potencialmente perigosas. Acontece com diversos modelos de distintas marcas que oferecem esta tecnologia trabalhando em conjunto com o câmbio manual, o que para nós deveria ser evitado. Situações em que o motor não é religado se o movimento de pedais for muito rápido, entre outras situações, ocorrem rotineiramente, deixando até incomodados experientes condutores.

 

Posto isto falamos do interessante motor 1.6 de quatro tempos e 16 válvulas, bicombustível (gasolina e/ou etanol), com quatro cilindros em linha e que entrega 115 cv a gasolina e 118 cv com etanol e em ambos os casos nas 5.500 rpm.

 

Um motor já bem conhecido da marca, e que entrega 16,0 kgfm de torque com ambos os combustíveis nas 4.000 rpm. Nossa versão de teste vinha equipada, como já referido, com transmissão manual, o que nos permitiu “personalizar” um pouco mais a condução, tanto urbana como em estrada.  O Sandero se mostrou um carro bem ágil, com bom escalonamento das marchas, e de boas reações em curva. Sua suspensão, do tipo MacPherson na frente e semi-independentes com eixo semirrígido atrás, aparenta alguma rigidez, no entanto, absorve muito bem as imperfeições do asfalto, além de garantir segurança e estabilidade em velocidades maiores.  Já em relação aos freios, é entregue a receita mais comum para este tipo de proposta, com sistema ABS, de discos ventilados na dianteira e freios traseiros com tambores, uma solução que sempre se mostrou suficiente para frear os 1.070 kg desta versão de câmbio manual.

 

Outro item com nota positiva é a direção, de assistência eletro-hidráulica ela passa um permanente sensação de domínio, segurança e precisão, contribuindo para uma avaliação final bem positiva em relação à forma como a Renault equilibra alguns itens fundamentais para o conforto e segurança, e ao mesmo tempo entrega um produto de preço bem competitivo.

 

Mas ainda nos resta um olhar sobre a eficiência do motor em termos de consumo. É claro que o fato de dirigir uma proposta de transmissão manual deixa a possibilidade de melhores resultados, e nossa equipe terminou o habitual circuito misto, em que percorremos neste teste cerca de 430 quilômetros, com uma média de 8,9 km/l e com o nosso tanque abastecido com etanol.

Resumo do Editor – Brigando no mais competitivo e rejuvenescido segmento atualmente no Brasil, o dos veículos hatch compactos, a vida do Renault Sandero não é por isso mesmo fácil. Com 5355 unidades emplacadas em Setembro e 4288 em Outubro, o modelo da marca francesa totaliza 40 307 comercializadas em 2019 até final do décimo mês do ano e segundo os dados da Fenabrave, o que representa a 6ª posição no segmento, atrás do soberano Onix da Chevrolet, agora com uma versão totalmente nova,  dos modelos Ford Ka e Hyundai HB20, sul-coreano que também chegou com uma nova geração, a da boa proposta que é o Fiat Argo.

 

Todos eles cada vez mais equipados, conectados, eficazes e seguros, o que vem aumentando a qualidade dos produtos que são oferecidos ao público neste segmento e onde esta versão Zen, de câmbio manual, chama especialmente a atenção pelo preço competitivo. A partir de R$ 56.690 e já equipado com alguns importantes itens de conforto e conectividade, ele é por isso mesmo recomendado para compra pelo editor. Uma versão honesta na proposta, e sempre com a devida ressalva que analisamos seu posicionamento comercial através da média dos preços praticados pelas marcas no Brasil.

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