Revista Publiracing

Avaliação: Nissan Frontier Attack, esportividade e capacidade, reunidas na picape japonesa

A Revista Publiracing testou durante alguns dias uma das mais interessantes propostas no segmento das picapes médias, atualmente disponibilizadas para o mercado brasileiro. A Nissan Frontier chegou até nós numa versão muito equilibrada, que mistura a capacidade para o trabalho entregue em toda a linha, com a juventude de uma versão mais esportiva, que utiliza pormenores no design para chamar a atenção de um produto que consegue ser diferenciado.

 

Vamos então falar da versão Attack, a segunda em termos de preço na lista de quatro oferecidas para o público brasileiro. A versão inicial, S, vem com o câmbio manual e tem preço sugerido de R$137.550, no entanto, já carrega o DNA de muita capacidade e tração integral entregue pelo modelo em todas as opções. A versão testada por nós, tem nas concessionárias da marca o preço sugerido de R$155.590, já incorporando o câmbio automático e muitos dos itens de conforto que fazem parte do restante da linha, que tem ainda a versão XE por R$174.380 e a versão topo de linha, LE, com preço de referência de R$194.790. Todas as versões são equipadas com a mesma motorização, o 2.3L Bi-Turbo de 16 válvulas que entrega 190 cavalos.

 

Como destaques, os pormenores estéticos que dão vida a uma versão diferenciada e exclusiva.  Na observação externa os adesivos exclusivos "Attack" distribuídos pela lateral, porta da caçamba (com lona marítima) e capô de motor, faróis dianteiros e de neblina com máscara e moldura negra, pormenores no mesmo tom como o rack de teto, santoantônio, espelhos retrovisores (regulagem elétrica), grade frontal e os estribo laterais, tudo isso harmonizando com o acabamento das rodas de liga leve de aro 16" na cor grafite em alumínio. Os pneus da versão são de medida 255/70R16 e uso bem abrangente.

Ainda, e finalizando nossa observação externa, referência para as maçanetas das portas também em cor preta, assim como o para-choques traseiro. Já a maçaneta de abertura da caçamba é com acabamento cromado, embora envolvida por uma peça na cor preta e onde fica também acoplada a câmera de ré. Como assinatura inconfundível da Nissan em seus produtos mais sofisticados, a utilização do elegante acabamento em cromado da moldura envolvendo os vidros laterais, o que termina nossa descrição a um produto, que particularmente nesta cor, da unidade avaliada por nós (vermelho), mistura a imponência de uma picape média com um toque bem interessante de esportividade.

 

Já que falamos de sua postura imponente, momento ideal de nosso texto para deixar as principais dimensões da picape da Nissan. São 5.264 (mm) de comprimento, 1.850 de largura, 1.855 de altura e 3.150 de distância entre-eixos.

 

Ainda como importantes referências os 1.570 mm de bitola, as medidas da caçamba que entrega 1.509 (mm) de comprimento, 1.560 de largura e 473 de altura. Já os ângulos de ataque e saída são de 30,3° e 27,4° respetivamente, com inclinação máxima de 23,2° e altura em relação ao solo de 230 mm.

 

Já no interior um equilíbrio muito interessante no que é fundamental para um veículo que pode ser utilizado para o trabalho, mas sem deixar de lado o conforto de quem utiliza a picape como o carro da família.

Não faltam itens fundamentais como vidros elétricos nas quatro portas com sistema de um toque para o motorista, ar-condicionado manual com saídas também para o banco traseiro, multimídia de 8" com Android Auto & Apple Car Play onde são disponibilizadas as imagens da já comentada câmera ré, sistema de áudio distribuído através de 4 Alto-falantes e 2 tweeters, cintos de segurança de 3 pontos para as cinco posições, direção hidráulica, painel de instrumentos multifuncional colorido de 5" e ainda volante multifuncional com regulagem manual em altura e alavanca do câmbio com acabamento em couro.

 

O espaço interno é bem generoso, tanto atrás como nas posições dianteiras, conseguindo nossa equipe uma das melhores posições de condução entre as picapes médias.

 

Ainda antes de dar partida ao motor, um olhar atento para mais uma lista de itens que auxiliam tanto na segurança como no dinamismo e dirigibilidade do modelo.

 

Se a versão Attack não deixa de lado importantes tecnologias como sistema de auxílio de partida em rampa, controles de tração e estabilidade, e ainda automático de descida, um importante item é entregue em sua configuração mais básica, os apenas dois airbags frontais para o motorista e passageiro.

Bem posicionados, damos então partida ao capacitado motor 2.3 Litros (2298 cm³), Bi-Turbo Diesel de 4 cilindros e 16 válvulas, que entrega 190 cv a 3.750 rpm. Imediatamente sentimos o ótimo torque da proposta que disponibiliza 45,9 kgfm entre as iniciais 1.500 e 2.500 rpm. Com isso a Frontier entrega toda a sua capacidade desde as rotações iniciais sendo o conjunto ainda favorecido pela ótima configuração da transmissão automática de 7 marchas com função manual sequencial.

 

Sempre em giros baixos, as respostas da picape da Nissan são sempre bem rápidas e imediatas, tornando a opção bem interessante para uma utilização diária em cidade e estrada, com boas retomadas,  além de boa capacidade de carga, permitindo 1.040 kg.

 

Com um seletor em forma de botão rotativo no painel, podemos escolher a tração traseira para o uso rotineiro a opção 4x4 se o terreno ou condições de trabalho assim o exigirem ou ainda redutora.

Digna de elogios é a suspensão, com a opção double-wishbone para as rodas dianteiras e multilink com molas helicoidais na traseira, com essa configuração a Frontier entrega um comportamento bastante suave, deixando definitivamente para trás a sensação de incomodo e até de alguma insegurança, que no passado era sentida quando se dirigia este tipo de picapes, especialmente na ausência de peso adicional na caçamba. A configuração de suspensão da Nissan Frontier “envolve” as imperfeições do caminho com muita capacidade e conforto. Aliás, outro destaque da picape da Nissan é seu comportamento dinâmico, dirigibilidade, capacidade de tração, e com isso disponibilidade para ultrapassar os mais diversos obstáculos.

Ela se comporta muito bem nas situações mais extremas, tanto em ângulos de ataque ou saída, bem como inclinação. Com todas as situações testadas não ficam dúvidas que a Nissan Frontier é uma das mais capacitadas e versáteis picapes médias disponibilizadas para o mercado brasileiro.

A direção de assistência hidráulica também deixou ótimas impressões, rápida e precisa torna a condução de um carro de grandes dimensões uma tarefa fácil e até divertida tal a qualidade do conjunto mecânico.

 

A maior ressalva é em relação aos freios, de disco na frente e tambor atrás, com ABS e EBD. Apesar de nunca nos deixar em situação delicada para frear os 2.066 kg do conjunto, eles poderiam ser mais eficazes.

 

Já em termos de consumo de combustível, terminamos nosso teste com 9,4 km/l de media no habitual circuito misto, o que dá um pouco mais de 750 quilômetros de autonomia numa condução que mistura o transito urbano com os percursos em estrada e já que o tanque tem  capacidade para 80 litros de diesel.

Conclusão do Editor: Com apenas 6737 unidades vendidas no acumulado de 2019, em dados da Fenabrave que somam os emplacamentos até final do mês de outubro, a Nissan Frontier se apresenta como um produto que deveria estar em outro patamar de aceitação. Se observarmos que seus mais diretos concorrentes venderam no mesmo período 33 549 unidades no caso da Hilux da Toyota, 25 849 a S10 da Chevrolet, 18 137 da Ford Ranger e ainda 15 693 da Volkswagen Amarok,  as vendas da picape da Nissan só ficam próximas das 8 295 unidades da L200 da Mitsubishi, o que deixa a picape na cauda de uma lista de bons produtos, claro, mas em que a Frontier, deveria apresentar um resultado comercial bem superior, o que espelharia muito melhor sua qualidade, tanto mecânica como dinâmica e tecnológica.

 

E se a todas essas qualidades  juntamos uma estética que mistura a imponência de uma grande picape com a esportividade de itens que entregam uma assinatura estética  bem interessante para a versão, sem dúvida que recomendamos, muito, a Frontier na versão Attack. A engenharia da marca entregou um ótimo produto para ser comercializado e só mesmo questões comerciais condicionam o desempenho de um produto tão interessante .

 

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