Revista Publiracing

A 3ª edição do Lean Conference Brazil é marcado pelo crescimento das participações

 

A AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, em parceria com a Honsha.org, encerrou ontem a 3ª edição do Lean Conference Brazil – palestras e whorkshop -, realizada nos dias 4 e 5 de abril, no Milenium Convention Center, em São Paulo. Com o número de 228 adesões, o evento mostrou que o interesse das corporações pela filosofia Lean cresceu no País, em busca de produtividade e competitividade ao menor custo possível na indústria, no comércio e em serviços.

 

Quatro palestras marcaram a parte da manhã do primeiro dia, 4 de abril, com as apresentações de Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e chairman da Toyota do Brasil, que discorreu sobre “Nossa cultura é incompatível com a cultura Lean?”, seguida por um case da própria Toyota, por meio de Bruno Kosima, um dos responsáveis pela implantação do Lean nos refeitórios da montadora em Indaiatuba e Sorocaba, em ambos os trabalhos também alicerçados no TPS – Toyota Production System, filosofia organizacional reconhecida em todo o mundo.

 

Na sequência, mais duas importantes palestras: a de Daniel Markovitz, consultor de Nova Iorque, e de Sammy Obara, sênior managing partner do Honsha.org, que abordaram os temas “Por que você deveria se tratar como uma fábrica de um” e “ Por que as empresas falham na sustentação do Lean?”, respectivamente. Em sua apresentação, Markovitz – em 1h20 – optou por interagir com a plateia e, ao vivo, fez os participantes repensarem sobre criatividade, erro zero, detecção de falhas e análises comportamentais em favor da qualidade e produtividade. Enquanto Sammy Obara trouxe aos participantes inúmeros exemplos que podem provocar a descontinuidade na implantação da cultura Lean e TPS.

 

Sucesso absoluto nas instalações globais da Toyota, a filosofia Lean, em suas diversas formas de implantação, é repassada para demais companhias. Ministrada por Rick McDole, gerente do Centro de Distribuição da The Walt Disney Company, o case “O Lean superando barreiras no mundo mágico da Disney”, abordou sobre as dificuldades de transformar toda uma cultura quando já está enraizada nas ações de líderes e colaboradores de uma empresa. “É preciso tentar as mudanças preparando todo um terreno. Para pensar lean, temos que usar a cultura da companhia para começar e, posteriormente introduzir as ferramentas e os termos. Por fim, tudo se baseia em pessoas”, afirmou.

O executivo compartilhou as quatro chaves integradas aos ideias lean, como segurança, cortesia (boa educação), o show (demonstração e a garantia de que nada vai acontecer) e a eficiência (prática de valorizar os recursos). “Nós somos Disney , mas não podemos esconder atrás de individualidade e usar isso como desculpa. A ideia serve para transformar”, concluiu McDole.

 

Autor do livro Toyota by Toyota, Darril Wilburn, senior Managing Partner da Honsha.org, em sua apresentação “Coragem, Humildade e Kaizen” discorreu pelos três principais temas de sua palestra, com o fomento de que o corajoso cria uma visão, apresenta e compartilha entre os líderes. “No entanto, coragem e humildade caminham juntos e existe um equilíbrio entre esses dois elementos; considerar-se um aluno permanentemente é poder ir e vir e, consequentemente aprender mais”, disse Wilburn. O aperfeiçoamento contínuo, por sua vez, é o Kaizen, a mudança para o bem que, na avaliação de Wilburn, não se pode perder de vista.

 

No segundo dia, todos os palestrantes envolveram-se em workshop com os participantes da 3ª edição do Lean Conference Brazil.

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November 17, 2019

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