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Qual a razão dos veículos elétricos serem tão caros em relação aos veículos convencionais?


Qual a razão dos veículos elétricos serem tão caros em relação aos veículos convencionais?


Que a mobilidade sustentável é uma tendência sem volta, ninguém duvida. Corroborando com esse direcionamento, o custo operacional da baixa manutenção aliado ao alto preço dos combustíveis fósseis, assim parece que os veículos eletrificados são, cada vez mais, uma excelente solução. Por outro lado, os custos para adquirir estes veículos ainda são proibitivos quando analisamos os veículos mais populares.


Recentemente o mercado tem constatado a chegada de modelos eletrificados similares a modelos de entrada. E a disparidade de preços fica ainda mais evidente. Quando se considera o mercado premium esta diferença não é tão marcante. No entanto, para o mercado de entrada, o preço passa de 100% de diferença entre um modelo a combustão interna e outro totalmente elétrico. Um exemplo claro é o Renault Kwid, que na versão com motor de combustão tem preço na casa dos 60 mil reais e em sua versão elétrica passa dos 140 mil reais.


Existem algumas razões para esta disparidade. A começar pela falta de tecnologia e produção local de componentes e sistemas para veículos elétricos, como as baterias de alta tensão. Mesmo considerando que na última década esse componente teve seu custo drasticamente reduzido na ordem de 10 vezes (imagem ao lado), o preço do kWh ainda é alto para agregar o componente em carros mais populares. Se a indústria optasse por composições mais baratas como as baterias de chumbo ácido utilizadas nos veículos convencionais, a densidade energética destas fariam com que o carro ficasse inviável do ponto de vista técnico. Uma vez que teria uma massa muito grande e baixa autonomia. Além da vida útil da bateria ser insatisfatória para os consumidores desses veículos.


Outro fator que falta para a redução de preços são as políticas públicas mais agressivas para popularização dos veículos eletrificados. Em países como a Alemanha a e Japão já há planos para a eliminação da produção dos motores de combustão interna e eliminação da pegada de carbono já para as próximas décadas. E esses planos já estão disseminados nas estratégias das marcas e montadoras com origem e operando nesses países. Já aqui, temos políticas de incentivo à importação em esforços isolados de empresas para trazer avanço tecnológico para o território nacional, sejam elas montadoras, empresas de energia ou startups direcionadas para o universo da mobilidade eletrificada. Algumas empresas brasileiras apostam no avanço dos elétricos, porém ainda disputam espaço com estratégias alternativas para alongar a vida útil dos motores de combustão.


Como importador de tecnologia, o Brasil se submete também às variações cambiais. O país concentra grande extensão territorial, com boa disponibilidade de recursos naturais para a produção de baterias. Se houver políticas claras para incentivo ao desenvolvimento tecnológico de sistemas para veículos elétricos e a indústria siga neste direcionamento, há sim a possibilidade de redução de preços de forma mais agressiva e com encurtamento do tempo para que os modelos eletrificados cheguem ao patamar de preço dos veículos convencionais.


Como exemplo, a China, que há 5 anos se tornou o maior país fabricante de veículos elétricos do mundo com quase 3,4 milhões de EVs produzidos em 2021, mais que metade de toda a produção global. Se olharmos o mesmo ano para o mercado europeu, as vendas saltaram 70% em relação ao ano anterior. A maior parte foi, de fato, de híbridos, mas os elétricos vêm crescendo exponencialmente.


Diante dos fatos, os veículos movidos a motores elétricos ainda têm um longo caminho a percorrer para a massificação da produção e consequente redução dos custos produtivos. Isso resultará em preços para o público mais competitivos no médio e longo prazo. No Brasil, quanto maior for o foco nesta nova tecnologia, assim será a tendência para a redução de preços acompanhar os mercados que estão na vanguarda da eletrificação.




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