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Revista Publiracing

Ferrovia: Normalização do transporte no pós-pandemia, norteiam o segundo dia da 26° STMF


Mais uma vez com apoio da Revista Publiracing, cinco sessões técnicas movimentaram o segundo dia da 26° Semana de Tecnologia Metroferroviária, evento online promovido pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP). As apresentações abordaram assuntos diversos, a começar pela sessão internacional “Normalização do Transporte no Pós-Pandemia”, promovida pela Associação Latino-Americana de Metrôs e Subterrâneos (ALAMYS).


Mediado pelo Chefe da Secretaria Geral da entidade, Constantin Dellis, o painel contou com a participação de dois palestrantes: João Nuno Aleluia, Diretor de Operações do Metrô do Porto, em Portugal, e Raquel Calvo Aller, Chefe de Serviços de Operação do Metrô de Madri, na Espanha.


Com 67 km de extensão, entre transporte de superfície e subterrâneo, o Metrô do Porto atendeu mais de 71,5 milhões de passageiros em 2019. Durante o período de isolamento social, no entanto, o modal teve ocupação máxima inferior a 75 passageiros por vagão, bem abaixo da média do período pré-pandemia, que era de 150 usuários/vagão. Durante sua apresentação, Nuno Aleluia destacou que, com o objetivo de entender essa frequência de utilização anterior e posterior ao estado de emergência, bem como os motivos da não utilização do transporte público nos últimos meses, o Metrô do Porto realizou uma pesquisa com mais de 1 mil participantes.


“A partir deste estudo, identificamos que 32,2% dos entrevistados deixaram de usar o metrô por receio de contágio. No entanto, cerca de 40% deixaram de utilizar o modal porque, no momento, não estavam precisando”, explicou. Mais precisamente, 28,6% informaram que passaram a trabalhar ou a estudar de casa, 7,3% estavam desempregados, 5,4% tiveram o trabalho reduzido e 4,2% apontaram o término do ano letivo como motivo principal.


O estudo também mostrou que os passageiros consideravam relevante a fiscalização e o cumprimentos das estratégias adotadas pelo Metrô de Madri durante a pandemia, como: uso obrigatório de máscara, reforço das medidas de limpeza e desinfecção dos veículos e estações, ocupação reduzida dos veículos, oferta de álcool em gel, entre outras. “Identificar essas tendências nos traz condições de tomar decisões mais estratégias daqui para frente”, finalizou Nuno Aleluia.

Na sequência, Raquel Calvo Aller apresentou a realidade do Metrô de Madri que, com mais de 294 km de extensão e 302 estações, é considerado um dos dez maiores do mundo. Para enfrentar à Covid-19, foi iniciado um protocolo de segurança na capital espanhola semanas antes do início da crise. “Reforçamos os serviços de limpeza e desinfecção dos trens e estações, adotamos o uso de máscara para todos, automatizamos as portas de mais da metade dos trens, adiantamos o horário de fechamento do metro e iniciamos uma campanha de comunicação interna e externa”, listou a Chefe de Serviços de Operação.


Já no plano de retomada, o Metrô de Madri voltou a operar no horário normal, mas manteve o uso obrigatório de máscaras e o reforço dos serviços de limpeza e desinfecção. Além disso, a companhia realizou testes da Covid-19 em mais de 7 mil empregados. Em paralelo, também foi iniciado um plano para lidar com possíveis surtos, que incluiu as seguintes ações: avanço na sensorização dos trens para acompanhar o grau de operação e o fluxo de passageiros em tempo real; estabelecimento de indicadores internos, como taxa de ausências e perdas de demandas; protocolo de testes em colaboradores; e fornecimento de equipamentos de proteção para garantir os suprimentos necessários nos mais variados cenários.


Ao finalizar sua apresentação, Raquel trouxe uma reflexão sobre os desafios que deverão ser enfrentados em um cenário pós-Covid. “Diante de um futuro incerto, temos que encontrar meios para recuperar a confiança dos usuários”, disse. Isso inclui, na visão dela, o preparo prévio para lidar com novas ondas do vírus, um plano de Comunicação e Marketing para reforçar que o Metrô de Madri é um meio seguro, e o reforço constante das principais medidas de prevenção, como o uso de máscara e o distanciamento social. “O transporte público deve continuar a ser a espinha dorsal da mobilidade nas grandes cidades. Somos um serviço essencial e parte da solução para enfrentarmos este momento”, concluiu.


Planejamento, projetos e gestão da expansão do Metrô-SP

A segunda sessão do dia contou com a participação de quatro executivos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP): Luiz Claudio Didio Briani (Gerente de PMO), Luiz Antônio Cortez Ferreira (Gerente de Planejamento e Meio Ambiente), Carlos Eduardo Paixão de Almeida (Gerente de Projetos), e Antônio Marcio Barros Silva (Gerente de Operação).


Ao iniciar a rodada de apresentações, Briani abordou a gestão do plano de expansão de longo prazo do Metrô-SP, considerando a adaptabilidade frente às mudanças de cenário. “Os empreendimentos de expansão são complexos e possuem como características um ciclo de vida de implantação de 8 a 10 anos, investimentos da casa de bilhões de reais, mais de 5 mil trabalhadores envolvidos diretamente e alta complexidade técnica e de gestão”, explicou.

Devido a todos esses aspectos, o planejamento é fundamental. “Existem algumas restrições que precisam ser observadas, como as dependências que os empreendimentos têm entre si, limite de recursos financeiros por ano e outros”, disse. Para fazer o balanceamento contínuo do portfólio, é preciso fazer o planejamento em três frentes: o da rede, que inclui fatores como a identificação de linhas e a qualidade das estações; o da execução, que envolve cronogramas e custos; e o financeiro, que diz respeito ao históricos de execução financeira, expectativas de disponibilidade de recursos e modelagem.


“As principais variáveis do plano de expansão de longo prazo são os empreendimentos identificados, a capacidade de execução, as premissas de disponibilidade de recursos financeiros e as premissas de interesse privado. A partir da avaliação de todas elas, é possível visualizar com mais clareza o cronograma de implantação, metas de operação, o incremento da rede e o quanto será necessário de investimentos, tanto públicos quanto privados”, detalhou Briani.


Segundo ele, ainda existe uma cultura muito forte de que um bom plano é aquele que não se modifica. No entanto, o Metrô-SP tem apostado que a agilidade e a capacidade de mudar são as chaves para a sobrevivência das empresas. “Mas não basta apenas mudar rapidamente. É preciso mudar rapidamente e de forma organizada, para que consigamos ter um plano forte”, concluiu.


Dando sequência, Luiz Antônio Cortez Ferreira reforçou a importância do planejamento ao falar sobre a visão estratégica de longo prazo. “Temos inúmeros exemplos que mostram como a ausência dessa etapa prévia pode prejudicar um empreendimento”, disse. Quando o assunto é o planejamento e concepção de novas linhas, Ferreira explicou que tudo começa pelo diagnóstico da situação. “É preciso estabelecer quais são as ligações mais importantes para a população e fazemos isso, principalmente, por meio da pesquisa de origem-destino. Em paralelo, fazemos também um diagnóstico ambiental e social, no qual analisamos a realidade da região e quais necessidades precisam ser atendidas”, detalhou.


Mas não para por aí. Segundo o Gerente de Planejamento e Meio Ambiente do Metrô-SP, ainda é feito o estudo de novas linhas, para entender qual o impacto que cada uma delas poderá trazer ao restante da rede de transporte sobre trilhos. Na visão do Ferreira, essas e outras fases são fundamentais para que os empreendimentos sejam implantados rapidamente e sem muitos percalços. “Estamos propondo uma série de inovações para evitar imprevistos e para que possamos trazer, com mais rapidez, os empreendimentos para usufruto da população”, finalizou.


Em seguida, Carlos Paixão apresentou as ações que vêm sendo desenvolvidas na área de Projetos, principalmente no que diz respeito à padronização. “Temos buscado soluções técnicas uniformizadas para todas as frentes de elaboração de projetos, de construção civil e de instalação de sistemas, a fim de ganharmos mais agilidade na análise e aprovação destes projetos”, disse.


Como exemplo, Paixão citou as estações em VCA e Poço. “Essas padronizações envolveram a participação multidisciplinar das áreas de projetos básicos e executivos, manutenção, operação e comercialização”, contou o executivo. As estações em VCA são compostas por salas técnicas subterrâneas, desenvolvimento do porão de cabos das plataformas ao nível de bilheterias e bloqueios e flexibilidade no posicionamento dos acessos. As estações em poço e túnel convencional, por sua vez, são caracterizadas por salas técnicas em superfície, desenvolvimento do nível porão de cabos, nível dos canais de exaustão, nível de plataformas, mezanino sobre via e “nível tipo”, e modulação dos níveis em funções das escadas fixas e rolantes.


Para finalizar a sessão, foi a vez de Antônio Marcio Barros Silva listar as ações que foram tomadas pela área de Operações do Metrô-SP em frente à pandemia da Covid-19. “A primeira medida adotada foi a criação de um cômite, a fim de centralizarmos as informações para encaminhamento de todas as ações relativas ao coronavírus. Ao longo de quatro meses, o comitê realizou mais de 1,5 mil atendimentos”, destacou.

Entre as medidas administrativas, Silva apontou as ações de proteção aos empregados e passageiros, como a adoção de home office para empregados pertencentes ao grupo de risco, liberação de acessos remotos VPN, reuniões virtuais e testagem dos grupos de colaboradores com suspeita de contaminação. “A limpeza constante nas cabines e salão dos passageiros durante a operação comercial e a programação de limpezas noturnas, a substituição de filtros de ar-condicionado e limpeza dos dutos, e a intensificação dos protocolos de higiene e limpeza nos postos operativos também foram adotadas”, contou.


Com todos os aprendizados trazidos pela pandemia, o Gerente de Operações finalizou a sua fala reforçando o que o Metrô-SP deseja construir para o futuro: um meio de transporte cada vez mais eficiente e sustentável, escalável, seguro, contemporâneo, resiliente, humano e diverso.


Inovação no Metrô-SP

E como não dá para falar de planos para o futuro sem passar por inovação, esse foi o tema central da sessão realizada às 14h. Com coordenação de Alfredo Falchi Neto, Diretor de Assuntos Corporativos da Diretoria do Metrô-SP, o painel abordou o trabalho realizado em três frentes que a companhia possui nesta área: o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), a Universidade Corporativo do Metrô-SP (UNIMETRO), e o Programa Laboratório de Ideias do Metrô-SP (PLIM).


Um dos destaques da sessão foi a apresentação do MetroLab, primeiro laboratório de inovação do setor metroviário do mundo. Concebido pela UNIMETRO, em parceria com o NIT, em 2019, o MetroLab busca ser um espaço destinado ao aprendizado e prática em métodos de inovação e ao desenvolvimento de soluções para problemas complexos. Por meio dele, cientistas, técnicos, pesquisadores, estudantes e startups poderão trabalhar em conjunto nos projetos e soluções sustentáveis em um espaço especialmente desenhado para essas atividades.

Juntamente com o laboratório, a UNIMETRO e o NIT desenvolveram uma trilha de inovação com a finalidade de capacitar os colaboradores do Metrô-SP nos seguintes assuntos: Design Thinking, Cultura Maker, Ferramentas de Inovação, Ciência de Dados, Metodologias Ágeis e Scrum, Design de Serviços, Formação de Scrum Master e Design Estratégico.


Outra novidade apresentada no painel foi o PLIM, importante ferramenta de inovação aberta que busca impulsionar o protagonismo dos colaboradores do Metrô-SP, a maior cooperação entre diferentes áreas, a identificação de talentos e a cultura inovadora. “Trata-se do 1° programa estruturado de captação de ideias do Metrô junto a todos os colaboradores da companhia. O PLIM promete fomentar o intraempreendedorismo, na medida em que oferece oportunidades para os metroviários verem suas ideias saírem do papel, e ser uma oportunidade de desenvolvimento para os participantes, que terão acesso a cursos e mentorias”, destacou Valéria Aparecida Cabral, líder do PLIM.


Ela destacou, ainda, que o foco de ação do programa é amplo, indo desde formas de organização e gestão de trabalho, processos e serviços até propostas de soluções nas áreas de engenharia e comunicação. Ele passa, ainda, por iniciativas voltadas à introdução ou melhoria de soluções tecnológicas, saúde, segurança dos passageiros e outras. A participação no PLIM envolve cinco etapas macro: inscrição do projeto; avaliação e seleção; ideação e prototipagem ou prova de conceito; reconhecimento e aprovação para implementação; e implantação das ideias e monitoramento.


Além da presença de Valéria, a sessão sobre Inovação no Metrô-SP contou, também, com a participação de Álvaro Santos Gregório Filho, do NIT, e de Sílvia Regina Pasini, da UNIMETRO.


Desafios para operação, manutenção e expansão do Metrô-SP, CPTM e Metrô Rio

Coordenado pela Presidente da AEAMESP, Silvia Cristina Silva, o penúltimo painel do dia buscou trazer as experiências do Metrô-SP, da CPTM e do Metrô Rio sobre os desafios que vêm sendo enfrentados na operação, manutenção e expansão do transporte sobre trilho nos novos tempos.


Ao conduzir a primeira apresentação, o Diretor de Operação e Manutenção da CPTM, Luiz Eduardo Argenton, ressaltou que, desde o início da pandemia, a companhia transportou 168 milhões de pessoas a menos em comparação aos registros anteriores. “Ainda assim, não paramos de nos empenhar para oferecer o melhor serviço aos passageiros”, disse. Como exemplo, ele citou que todas as atividades de manutenção corretiva e preventiva foram mantidas, mediante ajustes em escalas e horários de entrada/saída dos colaboradores.


“Para contribuir com o distanciamento social, mantivemos a oferta de viagens mesmo com a redução de passageiros, tendo sido a primeira operadora a retornar 100% de circulação em uma linha (Linha 11-Coral)”, lembrou Argenton. Além disso, a CPTM ampliou o serviço da Linha 7-Rubi até a estação Brás, deu continuidade na implantação dos redutores de vão, reforçou as atividades de limpeza e garantiu 100% de frota de alto desempenho nas Linhas 7-Rubi, 10-Turquesa e 12-Safira. Os inícios dos estudos para revitalização da Estação Palmeiras-Barra Funda e da operação da nova Estação de Francisco Morato e a continuidade dos testes de recebimento dos trens da série 2500 também estiveram entre as ações listadas pelo executivo.


No que diz respeito aos cenários futuros, a CPTM tem trabalhado com três visões, sendo:

• Otimista: expectativa de chegar a 95% da demanda projetada para o mês de dezembro;

• Realista: expectativa de chegar a 90% do número de pagantes originalmente previstos para o mês de dezembro;

• Conservadora: expectativa de chegar a 75% do número de pagantes originalmente previstos para o mês de dezembro.


“Vamos manter o monitoramento da situação de circulação das linhas e implantar novas medidas sempre que necessário, dado o dinamismo de evolução da pandemia e os reflexos diretos no transporte público de medidas externas”, finalizou o Diretor, ressaltando que o principal objetivo da companhia é consolidar o trem metropolitano como um meio rápido, seguro e eficiente de transporte tanto durante quanto depois da crise da Covid-19.


Na sequência, o Diretor de Manutenção e Engenharia do Metrô Rio, Cristiano César de Mendonça, ponderou sobre o momento complexo que o Brasil vive. Durante o período mais crítico da pandemia, por exemplo, o Metrô Rio – que é o maior sistema metroviário sob gestão privada do país – apresentou uma queda de 80% do número de passageiros. “Entendo que a inovação, a tecnologia e a eficiência serão três fatores fundamentais para revertermos o cenário atual e pensarmos nos novos tempos”, disse.


Neste contexto, a companhia já está fazendo a lição de casa. “Investimos em um modelo de manutenção diferenciado, baseada em monitoramento, bem como em um programa de gestão de ativos focado em eficiência de custos e extensão de vida útil”, detalhou. O processo de digitalização iniciado desde o começo das operações do Metrô Rio também se mostrou positivo para este momento inédito de distanciamento social. “Somos um dos primeiros metrôs a aceitar pagamentos por aproximação e, neste ano, passamos a aceitar pagamento por QR Code”, reforçou Mendonça.


Ao finalizar sua apresentação, o executivo defendeu que, mais do que inovar, os novos tempos exigirão que se inove a partir da consciência e análise crítica. “Além disso, precisaremos inovar em termos regulatórios também. É preciso pensar coletivamente em como iremos seguir daqui para frente”, concluiu.


O Diretor de Engenharia e Planejamento Metrô-SP, Paulo Sérgio Amalfi Meca, por sua vez, pontuou que algumas obras de expansão da rede tiveram o ritmo de execução prejudicados por conta da pandemia, especialmente devido ao afastamento de operários e a falta de insumos. Ainda assim, somente uma obra ficou totalmente paralisada. “As obras na Estação Morumbi ficaram paradas por 45 dias, mas já foram retomadas”, comemorou.


Sobre o planejamento do Metrô-SP para o período de 2022-2026, Meca destacou a extensão da Linha 2, que deverá ganhar um acréscimo de 8 km nos próximos anos, e a licitação de mais duas estações da Linha 15. As expectativas são de que, ao final de 2026, o transporte metroferroviário de São Paulo ganhe mais de 42 km novos.


Entre os desafios que deverão ser enfrentados no pós-pandemia para que o planejado se cumpra, Meca elencou as restrições orçamentárias, a busca de novos modelos de negócios para a expansão metroferroviária e por soluções de projetos que tragam redução do custo de implantação de novas linhas, e a necessidade de implementar uma legislação que reduza significativamente os custos para implantação de novos projetos.

ABIFER apresenta inovações tecnológicas da indústria ferroviária brasileira

Encerrando o segundo dia da 26° STMF com excelência, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), Vicente Abate, trouxe um panorama das principais inovações tecnológicas do setor.


No que diz respeito aos vagões de carga, por exemplo, ele pontuou que as atualizações mais recentes tiveram dois grandes objetivos: 1) aumentar a capacidade de carga e 2) aumentar a velocidade de carga e descarga, com vagão em movimento. Entre as novidades que vieram ao encontro dessas necessidades, ele destacou o vagão PRT – Double Stack, que possibilitou um aumento de 40% na capacidade de transporte, o vagão FLT para transporte de celulose e a atualização dos vagões Hopper Tanque (HT) para transporte de grãos e açúcar.


“As inovações tecnológicas em locomotivas, por sua vez, focaram na redução do consumo de combustível e no maior esforço de tração com a mesma potência. Já para os carros de passageiros, temos buscado, cada vez, mais proporcionar um maior conforto e segurança ao usuário e a redução de consumo de energia”, disse Abate.


O presidente da ABIFER trouxe duas novidades para esta última categoria: o Greentech FreeDrive, um sistema a bordo desenvolvido pela CAF, que recupera a energia cinética liberada na frenagem, permitindo que os trens a usem e melhorem a eficiência energética do veículo; e o veículo Aeromovel Geração 6, desenvolvido por meio de uma parceria entre a AEROM e a Marcopolo. Resultado de um intenso investimento em P&D, a solução apresenta as mais avançadas características de tecnologia e design, que proporcionam conforto, segurança e modernidade aos usuários.


Ao finalizar a apresentação, Abate reforçou o lema da ABIFER de que “uma ferrovia forte, com uma indústria forte, faz um Brasil desenvolvido”. Vale lembrar que, nos últimos 10 anos, a indústria ferroviária brasileira investiu mais de R$ 2,5 bilhões em projetos de ampliação e modernização das instalações fabris existentes, novas fábricas, aplicação de novas tecnologias e treinamentos de mão de obra.


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