• Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram
Revista Publiracing

Eletrificação e os desafios para um “Brazilian Green Deal” na mobilidade

*Por Ricardo Kenzo



Vivemos um ano atípico que mobiliza todo o planeta, uma pandemia que provoca nossa organização social, valores e princípios, movimenta e acelera processos com ferramentas digitais e culturas antes não perseveradas e, principalmente, nos motiva a sermos inovadores e criativos.


No setor da mobilidade não é diferente, a Europa se mobiliza numa ação denominada “European Green Deal”, em que as metas de descarbonização impactam a mobilidade com desafios dereduzir em 55% as emissões de gases de efeito estufa até 2030e zerar estes impactos até 2050. Certamente esta ação provocará mudanças no portfólio da mobilidade mundial, na convergência em todo modo de transporte das plataformas 100% a combustão para híbridas ou elétricas.


Também a ONU em pacto global estabeleceu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aplicados pelas iniciativas corporativas e públicas, um justificado caminho de foco aos pilares social, ambiental e econômico, com visão em impacto nas emissões, sustentabilidade, cidades, infraestrutura, saúde e energia limpa.

Temos então um cenário que deve proporcionar a aceleração para a entrada de veículos de baixa ou zero emissão. O Brasil já tem uma matriz de geração elétrica de baixa emissão, favorecendo a cadeia que envolve a energia no País. Assim, o impacto às metas de redução de emissão e descarbonização serão de fato mais eficientes, quem sabe a ponto de alavancar um futuro “Brazilian Green Deal”. A possibilidade de veículos pesados, comerciais e transporte público, com a inclusão elétrica, certamente propiciará uma efetiva redução aos objetivos de emissões que o país possui.


Mas, para esta paisagem, precisamos “pavimentar” a viabilidade tecnológica com desenvolvimento, infraestrutura, capacitação profissional e regulação nacional. Assim, este ano, as discussões sobre esse tema devem incluir aspectos importantes para a viabilidade do sistema de veículos elétricos e híbridos. Entre eles destacamos:


1. Desafios na regulação – debatendo os projetos de leis e dando entendimento à aderência de promover este mercado, de forma a viabilizar economicamente o futuro da adesão social no transporte eletrificado de passageiros e cargas; e


2. Ambiente de inovação – no mundo automobilístico promovido pelo “campo de testes” dos esportes, onde pilotos e profissionais do setor podem compartilhar a real contribuição desta tecnologia para um transporte de emissão zero.

O impacto desta pandemia também gerou seus benefícios. Entre elas a conscientização de que podemos respirar melhor sem emissões nos grandes centros urbanos, por exemplo, com impacto positivo em ocorrências de doenças respiratórias e traumas ortopédicos; o uso de ferramentas digitais que contribuem para a redução de deslocamentos e para a aceleração de mudanças culturais com a imposição de condições não convencionais que demonstraram novas possibilidades em atividades de trabalho e consumo.


Debater e discutir modelos e padrões que podemos estabelecer para o futuro da mobilidade automotiva disruptiva e inovadora em nosso País é o objetivo do Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos.


* Ricardo Kenzo é chairperson do Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos, vice-presidente do Instituto de Engenharia e integrante do conselho de inovação e competitividade da FIESP


9º Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos- Formato Digital dias 16 e 17 de novembro


Para publicidade, apoio ou parcerias na seção Automóveis entre em contato através do e-mail: publicidade@revistapubliracing.com.br


Laja Revista Publiracing
Pensando em vender seu veículo? - Nós compramos !