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Aviação: Preço do querosene de aviação acumula alta de 71% e deixa companhias no sufoco


A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) destaca a pressão sobre o setor com o aumento de custos que têm impacto direto na operação das companhias aéreas. O preço do querosene de aviação (QAV), que historicamente corresponde a um terço das despesas de operação do setor, e que acumula em 2021, entre janeiro e outubro, uma alta de 71,1%. Somente no mês de outubro, o preço do QAV subiu quase 20%.


O aumento no acumulado no ano supera o dos dois combustíveis mais comercializados no país, a gasolina e o diesel, que apresentaram altas de 44,8% e 57,1%, respectivamente, entre janeiro e outubro. O impacto do aumento no combustível se soma aos seguidos recordes de cotação do dólar frente ao real, uma vez que cerca de 51% dos custos das companhias aéreas são indexados pela moeda norte-americana, incluindo itens como arredamento de aeronaves, seguros e manutenção.


“A alta do QAV em 2021 ilustra a pressão que os custos operacionais estão exercendo sobre as companhias aéreas. Em um momento de recuperação da pior crise da história da aviação, este índice expressivo se apresenta como um grande desafio para uma retomada sustentável”, afirma o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.


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