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Revista Publiracing
  • José Ribeiro

30 anos de história do Renault Clio


Renault Clio Williams

Há 30 anos que o Clio vem batendo recordes de vendas entre os utilitários em diversos países muito particularmente em mercado europeus. Mais de 15 milhões de unidades vendidas nas primeiras 4 gerações (das quais quase meio milhão em Portugal) tornaram o Clio num dos mais emblemáticos modelos da Renault.


Clio I: 1990-1998

Ao trocar a designação numérica por um nome de batismo e adotando um design tão diferenciado para o momento, a primeira geração do Clio, apresentada em 1990, parecia não ter nada a ver com o seu icónico antecessor, o Renault 5.


Desde logo, o Clio apresentou uma série de novidades relevantes, a começar pelos motores Energy 1.2 (60 cv) e 1.4 (75 cv) de quatro cilindros.


Mesmo o 1.7 que motorizava até então o Renault 5 GTX e Baccara viu a capacidade aumentar para uma nova motorização de 1,8 litros de 16 válvulas, que passou a equipar as variantes mais esportivas do Clio I.


Mas a evolução mais significativa do Clio I prendeu-se com o desenho, que trocou as linhas angulares e vincadas do Renault 5, por um desenho muito mais suave e elegante que, passados 30 anos, ainda mantém uma certa atualidade.


As caixas das rodas mais pronunciadas e a pequena grade quase “fechada” davam um ar mais futurista e imponente ao pequeno utilitário francês.


Como é tradição na Renault, estavam disponíveis vários níveis de equipamento. Quase que poderíamos dizer que havia um Clio para cada cliente ou para cada bolso…


Entre as versões mais esportivas, e seguindo o importante legado deixado pelo Renault 5 Turbo, o Clio 16V foi um digno sucessor. O Clio 1.8 16 válvulas com 137 cv fez, e continua a fazer, as delícias de muitos e já ganhou, por direito próprio, o estatuto de clássico.


Em 1989, a Renault voltou a estar muito ativa no Campeonato Mundial de F1 através da equipe Williams, o que acabou por levar ao lançamento, em 1993, de uma das mais emblemáticas variantes do Clio.


Falamos do icónico Clio Williams, com um motor 2.0 de 150 cv e uma ótima relação peso/potência já que o Clio pesava menos de 1000 kg. A somar a tudo isto temos o comportamento a todos os níveis exemplar que ajudou a elevar o Clio Williams ao nível de estrela.


O sucesso foi de tal ordem que, após uma série limitada inicial de apenas 3800 carros (com uma placa numerada), a Renault foi “obrigada” a aumentar a produção, que chegou a superar as 12 000 unidades, embora muitas delas tenham sido convertidas para serem utilizadas em diversas competições.


Clio II: 1998-2004

No começo de 1998, a Renault apresentou a segunda geração do Clio. Disponível nas variantes de 3 e 5 portas, o Clio II (projeto X65) foi desenhado por Patrick Le Quement, que adotou um design mais arredondado e mais elegante. A gama de motores continuava a oferecer unidades 1.2 e 1.4 a gasolina e, no topo da oferta, passou a existir uma variante 1.6 16V com 110 cv que assumiu o papel de esportivo “acessível”.


Ainda no decorrer de 1998, a Renault apresenta outra versão esportiva que iniciaria uma lenda que perdura até aos dias de hoje. O primeiro Clio Renault Sport foi lançado com um motor 2.0 16V com 172 cv de potência, capaz de impulsionar o R.S. (como passou a ser conhecido) até aos 220 km/h. Mais uma vez, um pequeno esportivo da Renault entrou diretamente para a lista dos apaixonados pelos pequenos esportivos.

Renault Clio V6

A surpresa Clio V6

Mas uma grande surpresa estava reservada para 2001, quando em cooperação da TWR (Tom Walkinshaw Racing), foi colocado um motor 3.0 V6 de 230 cv, originalmente do Laguna V6, atrás dos bancos dianteiros de um Clio numa posição central-traseira, dando origem ao famoso Clio V6. Capaz de competir com alguns supercarros da altura, o Clio V6 de tração traseira exigia alguns dotes de condução para tirar total partido das suas capacidades em estrada aberta.


A segunda evolução com 255 cv de potência elevou as prestações para níveis nunca antes imaginados para um Clio, com uma velocidade máxima de 246 km/h e uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 5,8 segundos. O Clio V6 “Phase II” também foi alvo de algumas alterações no chassi, que viu a distância entre eixos alongada, e ajustes na suspensão.


Por esta altura, a marca também decidiu transferir a produção da fábrica sueca da TWR para a Renault Sport em Dieppe, França. No total, foram produzidos menos de 3000 unidades do Clio V6, o que justifica a sua exclusividade e valorização no mercado de usados, transformando ele numa verdadeira joia.


No ano 2000, o Clio II já recebia quatro estrelas nos testes de colisão Euro NCAP, distinção que o tornou o mais seguro entre os seus concorrentes.


Avançando para 2001, e em escolhas que sempre passaram longe do mercado brasileiro, a Renault volta a inovar ao propor as versões 1.5 dCi (Diesel de injeção direta) de 65 cv e 80 cv no Clio, também elas predecessoras de uma linhagem de sucesso que se prolongou até aos dias de hoje.

Renault Clio R.S.

Clio III: 2005-2012

A terceira geração do Clio foi lançada em 2005, estando disponível em variantes de três portas, cinco portas e, pela primeira vez, uma station wagon .


Apesar do crescimento generalizado das dimensões, o Clio continuava a não ultrapassar os 4 metros de comprimento. O desenho representou uma mudança notável e uma evolução bem mais evidente do que nas gerações anteriores.


Como não podia deixar de ser, especialmente após o excelente desempenho do Clio II nos testes Euro NCAP, a segurança continuava a ser uma preocupação crescente da Renault e o Clio III conseguiu 5 estrelas nos testes, tendo sido o primeiro modelo do segmento B a conseguir tal distinção.


Por este e por vários outros argumentos, o Clio III conquistou o galardão de “Carro do Ano” na Europa em 2006.


A gama de motores também evoluiu significativamente, sendo que a motorização de acesso passou a ser a 1.2 16V de 75 cv. O patamar seguinte era assegurado pelo 1.4 de 98 cv e, mais tarde, o Clio III ainda recebeu um motor 1.2 Turbo (TCe) com 101 cv inaugurando assim a era dos pequenos motores turbo a gasolina que agora são comuns em tantas outras montadoras.


O topo de linha estava a cargo da versão R.S., com um motor 2.0 atmosférico com 197 cv.

Após o restyling, o mesmo Clio R.S. chegou aos 204 cv e teve direito a uma série limitada apelidada de Gordini, em homenagem aos históricos modelos preparados, inicialmente, por Amédée Gordini e que, mais tarde, chegou a ser uma divisão esportiva da Renault.


Em março de 2007, a Renault apresentou a variante station wagon do Clio. Com 230 mm de distância adicional em relação ao Clio e oferecendo 439 litros de capacidade no porta-malas, ele entregava assim um valor bem generoso para uma proposta com base em um compacto.


Em 2009, o Clio III viu a tecnologia a bordo ser reforçada através de um sistema de navegação instalado na fábrica com cartografia da TomTom, sendo um dos primeiros compactos a disponibilizar este tipo de equipamento.

Renault Clio Geração IV

Clio IV: 2012-2019

Apresentado no Salão de Paris de 2012, o Clio IV foi um sucesso imediato. Desenhada sob a orientação de Laurens Van den Acker, a quarta geração do compacto da Renault foi inspirada no espetacular concept DeZir (2010) e o resultado é, inegavelmente, atraente, o que explica em boa medida os excelentes resultados de vendas alcançadas, nos mercados onde o modelo chegou.


Apesar de compartilhar a plataforma com o seu antecessor, o Clio IV voltou a inovar na oferta de motores, no reforço do conteúdo tecnológico e na segurança.


Disponível nas variantes de cinco portas (hatchback) e wagon (Sport Tourer), o Clio IV oferecia uma gama de motores quase toda ela nova. Manteve o 1.2 16V de 75 cv, mas chegou o 0.9 TCe a gasolina, com três cilindros e 90 cv de potência, que imediatamente ganhou elogios pela eficiência.


No patamar seguinte, o 1.2 TCe, com quatro cilindros e 120 cv destacou-se por passar a disponibilizar uma evoluída caixa de câmbio de dupla embraiagem com seis velocidades.


Entre os motores diesel, se destacavam os 1.5 dCi nas variantes de 75 cv, 90 cv e, na fase final da carreira comercial, a enérgica variante de 110 cv.


Pela primeira vez na história, o esportivo Clio R.S. passou a ter um motor turbo, uma espécie de regresso ao passado, mas com tecnologias atuais e prestações que fariam sonhar os seus antecessores. Desta feita, o Clio IV R.S. dispunha de um motor 1.6 turbo com 200 cv associado a uma caixa EDC. Apesar de a potência ser praticamente a mesma do antecessor, a maior oferta de torque e a superior disponibilidade numa ampla faixa de regimes, voltou a demarcar o Clio R.S. como um pequeno esportivo de exceção.


No Salão de Paris de 2015, a Renault apresentou o Clio R.S. Trophy, com o mesmo motor 1.6 Turbo e a câmbio EDC, mas com 220 cv de potência e diversas alterações no chassi que potencializaram as capacidades dinâmicas desta série limitada.

Renault Clio Geração V 2019

Clio V-2019

Chegados a 2019, a Renault apresenta o novo Clio V, o melhor Clio de sempre, segundo a marca. Não só porque é a última evolução da espécie, mas acima de tudo porque a transformação operada e o salto qualitativo são tão grandes que colocam o novo Clio V num patamar à parte.


O desenho exterior não representa uma ruptura com o passado, já que as linhas do Clio IV sempre foram um dos seus atributos. Mas antes uma forte evolução no design que procurou transmitir um ar mais moderno, expressivo, elegante e até esportivo ao novo Clio V. A opção por faróis de LED com a reconhecida assinatura em forma de C é apenas um dos muitos detalhes que tornam o Clio V verdadeiramente apaixonante.


Já no interior, a evolução deu lugar a uma verdadeira revolução. O cuidado colocado na qualidade dos materiais, na ergonomia, no design e até na escolha de equipamentos de conforto, segurança e tecnologia, transportaram o Clio para um segmento superior.


Tela multimídia de 9,3 polegadas (a maior do segmento) posicionada no console central. Outro dado curioso é que, apesar de mais curto do que o antecessor, o Clio V oferece uma excelente habitabilidade, um número acrescido de espaços para objetos e até uma maior capacidade de porta-malas.


No entanto o Clio continua sendo um modelo popular. E por isso na sua 5ª geração oferece uma vasta gama de motorizações disponíveis nos diversos mercados onde o modelo é oferecido: gasolina, diesel, bi-fuel (gasolina-GNV) e, quase chegando, uma inédita motorização híbrida.


Com potências entre os 85 cv e os 140 cv (Híbrido) o Clio dispõe de uma gama de motores e caixas de câmbio (manual, automática de dupla embraiagem EDC e de variação contínua X-TRONIC) que se adaptam a todos os tipos de clientes e suas necessidades.

Fechando a história do modelo, o Clio V obteve e novo 5 estrelas no cada vez mais exigente teste de segurança do Euro NCAP, posicionando-se, novamente, como uma das referência do segmento em termos de segurança ativa e passiva.


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