• Redação / Revista Publiracing

Encerrando a Semana de Tecnologia Metroferroviária, Secretário dos Transportes Metropolitanos de SP


Alexandre Baldy, Secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, encerrou a 25° edição da Semana de Tecnologia Metroferroviária ao apresentar o que o Governo do Estado tem feito para impulsionar o setor metroferroviário. “É muito importante compartilhar desse momento de entusiasmo, no qual podemos voltar a acreditar nos projetos de infraestrutura, especialmente nos de mobilidade”, disse. Adotando o lema de buscar uma nova forma de olhar e pensar os problemas atuais, para desenvolver soluções inovadoras, Baldy apresentou os principais projetos realizados pela Secretaria recentemente.

Entre eles está o Expresso Leste – Mogi, que foi entregue em abril de 2019 para atender a uma reivindicação antiga dos moradores do Alto Tietê. “A CPTM realizou obras de energia para implantar de forma integral o Expresso Leste – Mogi na Linha 11 – Coral, beneficiando cerca de 30 mil passageiros por dia”, disse. Outra iniciativa que trouxe ganhos significativos para a população foi o Expresso Linha 10+, que funciona aos sábados e contribui diretamente com o comércio da cidade de São Paulo. “Por fim, o serviço Connect da linha 13 – Jade foi ampliado, aumentando de 12 para 21 o número de viagens nos dois sentidos.

No que diz respeito às inovações tecnológicas, Baldy citou a criação do aplicativo multimodal, que oferece informações sobre trajetos, previsões de chegadas e ocorrências operacionais, e do bilhete QRCode, que já está em período de testes na CPTM e no Metrô. “Além disso, estamos fazendo a contratação de um novo sistema de monitoração eletrônica por imagem para as Linhas 1,2 e 3 do Metrô. O sistema será totalmente digital e incluirá funções inteligentes, como reconhecimento facial, identificação e rastreamento de objetos e detecção de invasão de áreas”, pontuou.

O Secretário falou, ainda, sobre a importante atuação da iniciativa privada em diversos projetos, como é o caso da construção da Estação João Dias, na linha 9-Esmeralda, que liga Osasco ao Grajaú. Outro exemplo citado foi a ligação da Linha 13-Jade aos terminais do aeroporto de Guarulhos, que receberá investimento por parte do GRU Airport e deve ser entregue até maio de 2021.

Sobre a retomada de investimentos, Baldy garantiu que o grande objetivo é dar continuidade, primeiramente, às obras paralisadas e aos contratos já firmados. “Temos a extensão do trecho Vila Prudente – Penha, da linha 2-Verde, que representará mais 8 km de extensão, 8 estações novas e 22 trens”, disse. O início das obras está previsto para 2020. Outro caso mencionado pelo Secretário foi o segundo trecho do VLT Baixada Santista, que está com o processo de licitação em andamento.

Após a fala de Baldy, Pedro Machado, Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), conduziu o discurso de encerramento do evento promovido pela entidade. Segundo ele, a 25° Semana de Tecnologia Metroferroviária contou com a participação de mais de 1,2 mil congressistas, bem como a apresentação de mais de 70 trabalhos técnicos. “A forma como este evento veio sendo conduzido ao longo de seus 25 anos de existência, teve como resultado a possibilidade de erigir-se no fórum que congrega simultaneamente os profissionais de transporte sobre trilhos de passageiros e de cargas, num ambiente de debate franco e construtivo, que sempre contou com o apoio entusiasmado de tantas entidades parceiras e que deixa um legado de conhecimento e de estímulo à participação, sobretudo para os mais jovens”, concluiu.

Sessão da UITP aborda a mobilidade urbana em tempo de mudanças

A programação do dia 06 de setembro também foi marcada pela Sessão da Associação Internacional do Transporte Público (UITP), denominada “Mobilidade Urbana em Tempo de Mudanças”. A UITP atua em mais de 100 países, ajudando a promover o transporte público. Quem apresentou esta visão foi Eleonora Pazos, Gerente da Divisão América Latina da entidade.

“Atuamos por meio de diversos projetos que se referem à nova realidade da mobilidade, mas, hoje, tratamos da excelência no serviço, pois entendemos que ela pode ser transformadora”, disse. Segundo Eleonora, uma das principais ações da UITP neste sentido é o “Programa Melhores Práticas – América Latina”, que tem como objetivo principal a troca de experiência entre as organizações no que tange o atendimento de excelência com o cliente.

Valeska Peres Pinto, Coordenadora do Programa, explicou que ele surgiu após a identificação da dificuldade que algumas empresas têm no enfrentamento de mudanças tecnológicas e de conhecimento. “As mudanças geram terror nas organizações, então a nossa preocupação é olhar o cenário latino-americano, identificar empresas que se dispuseram a enfrentar os novos desafios por meio da inovação e não as deixar isoladas. Neste sentido, nosso papel é divulgar as iniciativas inovadoras, ajudando a replicá-las em outras empresas ao apontar os caminhos que podem ser adotados”, disse, complementando que a ideia geral é transformar a admiração que os países de primeiro mundo geram em motivação para mudar.

Na sequência, foi a vez de apresentar trabalhos que integraram a última edição do Programa. Roberto Sganzerla, da R & S Consultoria/Brasil, falou sobre o projeto de Marketing do Plano de Mobilidade de Brasília, que foi premiado em Estocolmo, na Suécia, e teve como objetivo a obtenção de uma nova imagem do transporte brasiliense – que, até então, era visto como o pior do Brasil. “Denominado ‘+Brasília’, o trabalho visou um projeto de mobilidade integrado entre todos os modos de transporte locais, como o metrô, BRT, ônibus urbanos, bicicletas, entre outros”, comentou.

Já Eliete Mariani e Jaldomir da Silva, ambos do Metrô-SP, apresentaram o NavGAT, sistema inédito de audionavegação com infravermelho, criado para dar autonomia às pessoas com deficiência visual que transitam pelo metrô. “A ideia para criar este projeto surgiu em 2007, a partir da identificação da necessidade de recurso extra para auxiliar a compreensão dos caminhos a percorrer por parte de pessoas com deficiência no Brasil. Hoje, nós atendemos cerca de 2 mil pessoas com deficiência visual, por dia, no metrô de São Paulo”, destacou Eliete.

A Sessão promovida pela UITP também contou com palestras sobre “Comunicação e Marketing na Era Digital” e “Inovação e Gestão de Riscos”. Esta última teve como foco o que pode ser mudado nas organizações em face às inovações disruptivas, o que fazer frente aos riscos operacionais e institucionais e como preparar os profissionais do futuro.

ABNT destaca o valor das Normas Técnicas para o setor metroferroviário

Josefá Neves, da JAN Eng. & Consultoria, abriu a Sessão Técnica da ABNT destacando alguns conceitos fundamentais de segurança metroferroviária, como a importância da cultura de segurança nas organizações; a aplicação de alguns conceitos na implantação e operação de sistemas seguros; e o papel da normalização na garantia e evidência da segurança. “A proposta de todos estes pontos é limitar a níveis aceitáveis as possibilidades de se causar ou permitir danos patrimoniais e ao meio ambiente, bem como ferimentos em pessoas ou até mortes”, disse.

Neves pontuou que, apesar de não existir a garantia de segurança absoluta, o domínio atual das normas internacionais e nacionais desta área, por parte de todos os agentes profissionais, é essencial para a coerência, eficácia e evidência objetiva quanto ao desempenho cada vez mais seguro dos sistemas metroferroviários. Entre as Normas que consolidam os conceitos apresentados e auxiliam nas práticas de segurança, foram destacadas a NBR IEC 62278 e a NBR 62279.

Dando continuidade ao tema, Anthony Brown, Coordenador da ABNT CEE Túneis, falou sobre os principais tipos de acidentes que acontecem em passagens subterrâneas, como incêndio, explosão, vazamento de produto tóxico ou corrosivo, fumaça preta, ferimentos e fatalidades, danos ambientais e ao patrimônio. “Entre as normas orientativas existentes para evitar acidentes como estes, a mais recente delas é a ABNT NBR 15661, atualizada em 2019 para especificar os requisitos de prevenção e proteção contra incêndio em túneis destinados aos transportes rodoviários e urbanos de pessoas e/ou cargas”, disse. No que diz respeito às orientações para os sistemas metroviários e ferroviários, Brown mencionou a ABNT NBR 16484.

Encerrando a rodada de apresentações, o Professor Alex Abiko e o Arquiteto João Carlos Takeda falaram sobre comunidades sustentáveis.

Sessão Jubileu relembra a trajetória da Semana de Tecnologia Metroferroviária

Neste ano, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP) celebrou o jubileu de prata da Semana de Tecnologia Metroferroviária (STMF), que chegou a sua 25° edição. Em homenagem à data, a “Sessão Jubileu – 25 fóruns de discussão metroferroviária” retomou a trajetória do evento junto às entidades que ajudaram à cria-lo. O momento foi coordenado por Pedro Machado, Presidente da AEAMESP.

Na ocasião, o jornalista, Alexandre Asquini, apresentou alguns pontos relevantes da STMF. “Com o passar dos anos, foram criados temas gerais para dar foco aos debates e mostrar a motivação de cada momento vivido pelo setor. Esses temas ajudam a defender o transporte público como base da mobilidade urbana e os trilhos como estruturador dos sistemas multimodais”, disse.

Outro tópico abordado por Asquini foi o caráter nacional que o evento ganhou a partir de 2003, se abrindo ainda mais para outras operadoras do país e ampliando o diálogo com as organizações nacionais. Alinhado a este fato, foi acrescentada também a presença de conferencistas e temas internacionais, trazidos por entidades como a Alamys e a UITP. “A STMF existe desde que o processo de expansão do setor começou e vem contribuindo para o avanço dele. Continuaremos trabalhando na esperança de que esse crescimento seja significativamente maior nos próximos anos”, finalizou.

Na sequência, foi realizado um diálogo entre as entidades que apoiam o evento. Ailton Brasiliense Pires, Presidente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), destacou a importância desta união para trazer a necessidade de reorganização da cidade de São Paulo à tona. “Temos trazido as pessoas que ocupam espaços públicos para perto para discutir medidas e brigar por qualidade de serviço no setor”, disse. Já Fábio Juvenal, Diretor Adjunto da AEAMESP, reforçou o papel das entidades no intercâmbio de informações junto ao setor privado.

Alexandra Granado, Presidente do METRUS (Instituto de Seguridade Social que atende o Metrô-SP), Francisco Petrini, Diretor Executivo do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE) e Vicente Abate, Presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), completaram a mesa que compôs a Sessão.

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