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Revista Publiracing
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Avaliação: Jeep Compass Limited Flex, para quem privilegia o conforto, requinte e segurança


Um dos maiores acertos da indústria automobilística no Brasil ao longo dos últimos anos é, sem dúvida, o modelo Compass da Jeep. Um SUV médio muito mais próximo da essência original deste perfil de veículos, capaz de proporcionar conforto e sofisticação em nível elevado, mas com a versatilidade de poder acessar a caminhos off-road de alguma exigência. Se meses atrás recebemos em nossa garagem a versão mais capaz no fora de estrada, a 4x4 Diesel, desta feita a versão que recebemos para teste é aquela que é capaz de cativar o condutor que privilegia o asfalto, mas que ainda assim pode utilizar seu Compass em vias de terra, não tão exigentes, claro.

Ainda antes de falarmos exclusivamente da versão testada, uma luz sobre uma das razões para tanto sucesso do modelo. Ele tem um um vasto catálogo em sua linha 2020, que vai da inicial versão Sport 4x2 de motorização Flex, câmbio automático de seis marchas e vendida por R$ 116.990, terminando na versão topo de linha , a Serie S, de motor diesel e tração 4x4, esta opção vem com transmissão automática de nove marchas (a mesma para todas as versões diesel), e é vendida a partir de R$ 195.990.

São sete as versões na linha 2020, com duas opções de motor e duas de câmbio, e uma ampla variedade nos níveis de conteúdo tecnológico e de conforto. A faixa de preços entre a mais econômica e a de custo mais elevado tem assim uma variação de praticamente 100 mil reais entre todas elas, ou seja, consegue satisfazer diversos perfis de utilização, e carteira, e dai muito do seu sucesso.

Nesta versão especifica, a Limited 2.0 Flex, ele expressa um personalidade capaz de encantar ao condutor mais urbano, que gosta de conforto e segurança em estrada, mas que por vezes leva seu Compass para um “fora de estrada”.

Por fora o Compass mistura com maestria a irreverencia de um aventureiro com a elegância de um SUV de categoria superior. Peças em plástico marcando a silhueta do modelo, mesclando com a utilização charmosa do cromado, especialmente na grade frontal, moldura dos faróis de neblina, peças no para-choques dianteiro e ainda mais alguns pormenores como o friso que contorna a parte superior das janelas e limita a área do vidro no porta-malas, assim como as barras de teto longitudinais, que apesar da cor escura em sua estrutura, também têm o cromado no acabamento. Os espelhos retrovisores são com rebatimento elétrico, com sinalizadores de mudança de direção (setas), e com a caixa na cor da carroceria. Quanto ao grupo ótico é composto por faróis e lanternas com assinatura em LED e ótimos faróis dianteiros em Xenon.

Destaque também para a pintura bicolor que entrega um esportivo teto preto brilhante que se estende para o spoiler traseiro e harmoniza com as colunas das portas em tom escuro.

Mostrando que seu habitat é o asfalto, nosso modelo vem com rodas de aro 19” onde são instalados pneus de medida 235/45 R19 e onde finalizamos a observação externa com uma referencia para as maçanetas das portas, na cor e veiculo (Branco Polar), e também para suas principais dimensões. De capô alto, e com 4416 mm de comprimento, 1819 mm de largura (sem retrovisores), 1635 mm de altura e entre eixos de 2636 mm, o Compass passa a exata dimensão de um SUV de proporções generosas que entrega espaço de sobra em seu interior.

Hora então de falar do interior de nossa versão Limited Flex. O acesso é realizado através do sistema de chave presencial que através do telecomando pode ainda abrir vidros e porta-malas. Antes de iniciar a descrição aos principais destaques referencia para o fato de nossa unidade vir equipada com o chamado Pack High Teck, que por adicionais R$ 7.000 incorpora importantes atributos como, controle de cruzeiro adaptativo, aviso de mudança de faixas, comutação automática de faróis, abertura eletrônica do porta-malas, sistema de som Premium Beats de 506 W (8 alto-falantes + subwoofer) e sistema de aviso de colisão frontal com frenagem de emergência. No entanto de série ele já é um dos melhores do segmento, e a lista de itens é extensa.

Acendimento automático dos faróis, ajuste do volante em altura e profundidade (acabamento em couro com comandos), banco do motorista com ajuste elétrico, ar condicionado dual zone, câmera e sensor de estacionamento traseiro, espelho retrovisor interno eletrocrômico, vidros elétricos nas quatro portas com sistema “one touch” em todos eles, além de sistema multimídia com tela Touch de 8.4” com Apple Carplay e Android Auto e comando de voz. Ainda sistema de estacionamento semiautônomo (Park Assist), sensor de monitoramento da pressão de pneus e sensor de chuva para adicionar comodidade a uma lista muito interessante de itens de série.

De uma forma geral o Compass é requintado, utiliza materiais de boa qualidade e é muito bem acabado. Constantemente somos levados a sentir que estamos num veículo de categoria superior.

Os bancos são parcialmente revestidos em couro, com encostos de cabeça nas cinco posições, onde também são disponibilizados cintos de segurança de três pontos para todos os cinco ocupantes e adicionando ajuste em altura nos dianteiros.

No console central, destaque para o freio de estacionamento eletrônico que deixa o espaço mais limpo e para o apoio de braço com porta-objetos. Também no Compass o característico espaço por baixo do banco do passageiro, também presente em outros modelos da marca e sempre muito útil para guardar “secretamente” objetos. Com amplo espaço para os cinco ocupantes o Compass reserva ainda 410 L de espaço no porta malas (um pouco menos na versão Trailhawk) e a curiosidade do piso ser de duplo revestimento.

Hora então de deixar nossa impressão ao dirigir o Compass de motor Flex. Corretamente posicionados em nosso banco e olhando para o dinâmico e bonito painel de instrumentos em TFT colorido de 7”, acionamos então o botão que liga nosso motor.

Este propulsor é uma das duas opções disponibilizados para o modelo, dianteiro transversal, e podendo ser abastecido tanto com gasolina como com etanol, ele é tem injeção eletrônica multiponto com 4 cilindros em linha, 16 válvulas e 1995 cm³. Consegue entregar 159 cv de potência com gasolina e 166 cv se a opção for pelo etanol, e para ambos os combustíveis nas 6200 rpm. Já o torque é de 19,9 kgfm na gasolina e 20,5 kgfm no etanol, sempre nas 4000 rpm.

Com esses dados antecipamos o um pouco do comportamento do modelo de tração dianteira que sugere uma condução mais “dócil” sem muitos arrojos de esportividade. É, no entanto, um propulsor que casa muito bem com o cambio de seis marchas automático, permitindo deixar o Compass em níveis de rotação sempre muito favoráveis, além disso, ele oferece a possibilidade de realizar as trocas de forma manual atrás do volante.

Esta mecânica é, aliás, bem versátil, já que é aplicada em diversos produtos da FCA, desde compactos da Fiat a SUVs, da Jeep, e com uma margem de resultados dinâmicos bem variado. Com a economia de combustível como preocupação, o Compass vem ainda com o sistema Stop/Start que desliga o motor nas paradas do trânsito. Com isso nosso tanque de 60 litros dura um pouco mais, terminando nosso teste com média de 7,1 km/l em circuito misto, sempre abastecido com etanol, e dentro dos parâmetros do INMETRO que faz referência em sua tabela para consumo urbano de 6,9 km/l e 7,5 km/l em estrada. Já com gasolina os valores divulgados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem referem 8,8 km/l e 10,8 km/l de consumo urbano/estrada respetivamente.

Obviamente a eficiência não é seu forte, e o condutor necessita entender seu desempenho e dosar o ímpeto do pé direito para assim manter níveis de consumo aceitáveis. Com acelerações suaves você nunca terá surpresas desagradáveis. Claro que ele reserva uma boa margem de segurança para ultrapassagens e manobras emergenciais. Aliás, segurança é um dos seus pontos fortes, com freios ABS de disco nas quatro rodas, sendo os dianteiros ventilados, controle de estabilidade e tração, e pacote de sete airbags (frontais, laterais, cortina e joelhos do motorista).

Já que se trata de um SUV, seu posicionamento em relação ao solo é naturalmente elevado, no entanto, sua eficaz, e corretamente configurada suspensão, do tipo McPherson independente, e com barra estabilizadora, tanto na dianteira como na traseira, entrega um comportamento muito interessante e equilibrado. Se na cidade o Compass é confortável, absorvendo com relativa facilidade buracos e lombadas, já em estrada entrega muita estabilidade e deixa o condutor bastante confiante. Sua versatilidade é aumentada pelo bom espaço disponibilizado na caixa de rodas, o que permite alguns arrojos no off-road, embora, especialmente nestas versões de motor Flex, suas configurações são naturalmente mais focadas na condução em asfalto. Se praticamente abdicamos de um eventual passeio em estrada de pisos de pouca aderência em modelos como Equinox, Peugeot 3008 ou Honda CR-V, no Compass, e mesmo nesta versão que não é 4x4, eles podem acontecer com naturalidade, com limitações, claro, mas ampliando muito mais os horizontes da viagem em relação aos também ótimos modelos citados.

Referencia igualmente positiva para a direção elétrica do modelo, entregando precisão em todos os tipos de movimentos, sejam eles manobras em pequenos espaços ou ainda condução em estrada, ajudando na ótima dirigibilidade do modelo.

Conclusão do Editor: Com 6 170 unidades emplacadas no mês de julho e 4 843 em agosto o Compass apresenta ainda um ótimo desempenho após alguns anos de liderança, inclusivamente na frente de SUVs compactos como seu irmão de casa, Renegade. Segundo a Fenabrave são 39 046 unidades emplacadas em 2019 (até final do mês de agosto), o que representa a 10ª posição como veículo automóvel mais vendido no Brasil, um resultado muito interessante, principalmente sabendo que o modelo custa mais de 100 mil reais em suas versões iniciais, e mesmo sabendo que parte expressiva desses emplacamentos foram vendas diretas, como locadoras. O Compass nesta versão testada por nós, Limited Flex, e com os opcionais que fazem parte da unidade testada, é vendido por R$ 159.190, sabendo que podemos ainda adicionar um item fundamental nesta faixa de preço, o teto panorâmico elétrico, que tem o preço de R$ 8.000 nas concessionárias da marca.

Com um nível de itens de segurança, tecnologia, qualidade de materiais e acabamento muito bom, o Compass adiciona ainda a postura de verdadeiro SUV, grande, de capô alto, transmitindo robustez e evidenciando capacidade para ir mais além. Atrelado a esses fatores espaço para toda a família. Com todos esses argumentos, nada mais natural que concluir que esta é uma ótima proposta, competitiva diante dos concorrentes e com versatilidade ampliada pela sua postura e soluções mecânicas. Um ótimo companheiro para o dia a dia na cidade, seguro em estrada e capaz de ajudar na diversão da família no final de semana.

Uma receita praticamente perfeita da Jeep para quem privilegia o asfalto, mas não abdica totalmente do off-road.

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