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Revista Publiracing

Desfile da segunda noite em São Paulo contagiou o público no Sambódromo do Anhembi


Em mais uma noite de festa, o sambódromo paulistano recebeu neste sábado (10 de fevereiro) as demais agremiações do Grupo Especial: X-9 Paulistana, Império de Casa Verde, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Gaviões da Fiel, Dragões da Real e Unidos de Vila Maria.

O Sambódromo do Anhembi tremeu já no primeiro desfile com os famosos ditos populares que ecoaram pela X-9 Paulistana com o enredo “A voz do samba é a voz de Deus. Depois da tempestade, vem a bonança!”, composto por Jair Roberto, Vaguinho, Rapha SP, Fabinho NT, Marcelo Lepiane, Salgado, Vitor, Fábio Blanco, Nando e Fernandinho SP, e interpretado por Darlan Alves.

As alegorias e fantasias foram desenvolvidas pelo carnavalesco da escola, Amarildo Neto, a partir da interpretação das tradicionais expressões populares, respeitando o contexto e os elementos históricos.

A passarela do samba virou um grande palco teatral pela Império de Casa Verde através do enredo “O povo, a nobreza real”, na composição musical de Jairo Roizen, Thiago Sukata, Godoi, Luciano Godoi, Claudio Mattos, Tavares, Rafael Tubino, André Valêncio, Willian Lima, Meiners e Victor Alves, e na entonação de Carlos Júnior.

A agremiação representou a nobreza francesa do século XVIII com a inspiração do carnavalesco, Jorge Freitas. A composição das alegorias gigantes e ricas em acabamentos, como o abre-alas foram remetidos ao Palácio de Versalhes. Os figurinos dos componentes representaram os dois lados da sociedade francesa: o povo e a nobreza, com materiais requintados a fim de impactar o público e ainda levar a reflexão sobre a atual situação econômica e política.

O público arrepiou com a linda homenagem à cantora Alcione feita pela Mocidade Alegre através do enredo "A Voz Marrom que Não Deixa o Samba Morrer", composto por Biro Biro, Gui Cruz, Imperial, Luciano Rosa, Portuga, Rafael Falanga, Rodrigo Minuetto e Vitor Gabrie, e nas vozes de Tiganá e Ito Melodia.

As referências para narrar a trajetória de uma das maiores intérpretes da música popular brasileira foi exatamente sobre a grande paixão de Alcione: a cultura sambista. Para isso, a Comissão de Carnaval formada por Carlinhos Lopes, Neide Lopes e Paulo Brasil produziram fantasias e alegorias luxuosas respeitando a cronologia: da infância à chegada da artista ao Rio de Janeiro, e sua projeção no mundo dos bambas.

Mais brasilidade reinou no Sambódromo através da Vai-Vai para homenagear o cantor Gilberto Gil com o enredo "Sambar com fé eu vou", composto por Edegar Cirillo, Marcelo Casa Nossa, André Ricardo, Dema, Gui Cruz, Rodolfo Minuetto, Rodrigo Minuetto e Kz, sob as vozes de Grazzi Brasil e Gilsinho.

A escola ressaltou a infância, menções aos festivais de música, o movimento tropicalista entre outras representações, obras e os momentos enfrentados durante a ditadura militar pelo Gil, que comemora mais de 50 anos de carreira e foi o grande destaque da noite em uma das alegorias apresentadas pela Vai-Vai.

A mitologia tupi-guarani mostrou a força, encantos e magias na pista através da Gaviões da Fiel com o enredo "Guarus – Na aurora da criação, a profecia Tupi… Prosperidade e paz aos mensageiros de Rudá", dos compositores Luciano Costa, Bruno Muleke, Totonho, Alex, Fabio Palácio, Neto, Reinaldo Jr. e Fadico, e entonação de Ernesto Teixeira.

O desfile da escola, composto por 26 alas, foi representado por fantasias e alegorias em cores vibrantes para ilustrar a recriação da natureza após o dilúvio de fogo ocorrido na Terra sob a ira de Tupã. A partir das cinzas, a esperança do povo indígena trouxe a renovação da natureza e o ressurgimento das plantas e pássaros.

O tema da Dragões da Real foi uma verdadeira homenagem à música caipira com o enredo "Minha Música, Minha Raiz. Abram a Porteira Para Essa Gente Caipira e Feliz", composta por Armênio Poesia, Xandinho Nocera, Léo do Cavaco, Ronaldo Maransaldi, Renne Campos, Paulo Senna, Alemão do Pandeiro, Fábio Brazza, CG e Wagner Rodrigues, e interpretação de Renê Sobral.

As porteiras foram abertas, através das 23 alas divididas em cinco setores, para apresentar a história das famosas modas de viola, das festas religiosas relacionadas ao gênero musical e a representação do homem simples do campo. A escola fez tributo aos personagens do cinema, aos artistas como Tonico e Tinoco, Inezita Barroso, Tião Barroso. Além disso, os ilustres intérpretes Sérgio Reis e Roberta Miranda participaram na alegoria para exaltar a importância do gênero à cultura brasileira.

O último desfile do Grupo Especial foi apresentado pela Unidos de Vila Maria, que embarcou na cultura mexicana para homenagear o artista Roberto Gómez Bolaños, através de seu famoso personagem, com o enredo “Aproveitam-se de minha nobreza, você não soube, não te contaram? Suspeitei desde o princípio! Não contavam com minha astúcia! Arriba Bolanõs, Arriba Vila, Arriba México”, na composição musical de Dudu Nobre, Rafa do Cavaco, Turko, Maradona, Diego Nicolau, Pepe Niterói, Marcelo Nunes, Evandro Bocão e André Diniz, e sob a liderança de Wander Pires no vocal.

Em uma viagem histórica, a Madrinha da escola, Ana Beatriz Godoy, a Madrinha de Bateria, Dani Bolina, a Rainha de Bateria, Savia David, e os 2.800 componentes mostraram a influência dos Astecas e Maias, o misticismo, a cultura e o entretenimento representado pelos personagens da vila do Chaves.

Fotos Felipe Araújo / Liga SP

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