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Revista Publiracing

Avaliação: Sandero R.S. Racing Spirit, o Hot Hatch da Renault ficou ainda mais esportivo


Uma das propostas mais corajosas do mercado brasileiro é o Renault Sandero R.S., que ao lado do 208 GT são atualmente os únicos representantes de um segmento que em outros países é competitivo e bem mais vasto. Ou seja, uma exclusividade francesa.

Quando usamos a expressão coragem, é porque reconhecemos o esforço em oferecer um produto não muito fácil de vender no ainda complexo mercado verde e amarelo, que teve naturalmente seu custo em desenvolvimento, e destinado a um nicho de mercado sabidamente ainda reduzido.

Os chamados Hot Hatch são modelos de carroceria hatchback, direcionados a um cliente invariavelmente solteiro, apreciador de uma pegada mais esportiva, e que não se importa de abdicar de algumas das comodidades de seus irmãos ”normais” em troca do prazer de dirigir uma versão mais apimentada.

A Revista Publiracing publicou no inicio de 2017 o teste ao Sandero R.S., e que podem ler aqui, mas a Renault decidiu tornar ainda mais marcante seu delicioso modelo com esta versão limitada, Racing Spirit. Por essa razão ele voltou para a nossa garagem, e se deixou saudades da primeira vez, não fica difícil imaginar o quanto vai ser doloroso deixar de ouvir seu ronco matinal e sua pegada com perfume de pista.

As principais alterações em relação à versão “normal” do R.S. são visíveis do exterior, pois foi precisamente na estética que a Renault mais trabalhou. A cor preta de fundo tem contraponto no vermelho que é utilizado para definir alguns pormenores. O carro chama ainda mais a atenção, e poucas vezes um carro que não chega a R$ 70.000,00 arranca tantos olhares na estrada e ruas da cidade.

Contornos do para-choque e difusor, caixas dos retrovisores e ainda faixas laterais nas portas utilizam o vermelho para destacar a esportividade do modelo. Exclusividades desta versão Racing Spirit são ainda o centro das rodas e as pinças de freio na mesma cor. O trabalho estético foi feito de maneira equilibrada, destacando seu DNA irreverente, mas de forma elegante e harmoniosa. Ainda antes de passarmos para o interior um destaque especial para o que realmente é diferente nesta edição especial. Agora ele vem “calçado” com pneus Michelin de medida 205/45 R17 e montados nas rodas de aro 17”.

Já no interior destacamos mais alguns pormenores em tons de vermelho e harmonizando com o exterior. Faixas e costuras dos bancos, contorno dos difusores de ar e velocímetro, pormenores no volante e a placa que registra a exclusividade do modelo. Situada abaixo do freio de mão, ela mostra a numeração correspondente a nossa unidade em relação aos 1500 veículos produzidos na edição especial limitada do Racing Spirit. No nosso caso era a numero oito.

Além dos pormenores descritos, tudo o resto é idêntico ao R.S. já conhecido, sem muitos itens de conforto, mas o suficiente para muita diversão.

Vamos então dar partida ao motor e falar mais uma vez das características dinâmicas desta aposta corajosa da Renault, e que reiteramos merece todos os elogios, especialmente por nós, apreciadores de um bom esportivo. Um segmento vasto e consolidado lá fora, é, no entanto, muito restrito e praticamente sem opções no Brasil. Ter um pequeno esportivo sem ter que gastar muito não é tarefa fácil, e como já referimos no inicio do texto, é uma exclusividade francesa nos últimos tempos por aqui. Anos atrás a Citroën nos premiava com a presença do DS3 em suas concessionárias. Mais recentemente a Peugeot com seu 208 GT e a Renault com o nosso R.S., são as únicas a possibilitarem opções neste nicho. No caso da opção da marca do leão, mais equipamento e motor turbo de alta capacidade elevou seu preço, tornado a disputa desigual. Já a Renault manteve seu motor 2.0 de 16 V aspirado, além de menos itens de conforto interno, com isso conseguiu um preço bem mais competitivo, sem perder a capacidade de oferecer muita diversão.

O motor como referido é o 4 cilindros de 1998 cm³ e 145 cv a 5.750 rpm quando com gasolina, ou 150 cv a 5.750 rpm se abastecido com etanol. A opção por este motor não muito jovem não prejudica em nada o resultado final, já que em conjunto com o restante do conjunto mecânico ele consegue transmitir aquela sensação de disponibilidade ao pé direito.

O veículo de tração dianteira entrega de torque 20,2 kgfm a 4.000 rpm com gasolina, e 20,9 kgfm na mesma faixa de rotação se utilizando etanol.

Numa integração muito eficiente com o bem escalonado câmbio manual de seis marchas, o Sandero R.S. tem reações rápidas como se exige a um modelo com este DNA. De engates precisos, passar de marcha no esportivo francês se torna um momento de prazer, especialmente para quem gosta de ter o domínio de todas as reações do veículo, especialmente quando ele oferece condições para permanente diversão.

Mas para aproveitar toda a capacidade do conjunto motor/câmbio a Renault trabalhou de forma muito interessante a suspensão. McPherson na frente e eixo de torção atrás, ela foi configurada para conseguir o máximo de capacidade em curva, com pouco rolamento e dureza evidente. Não se espere conforto quando se escolhe ter um R.S. na garagem. A passagem por buracos, lombadas e outros obstáculos, comuns nas nossas estradas e ruas, podem ser um incomodo, mas ganhamos um carro de reações rápidas, precisas e previsíveis.

Outros itens mecânicos ajudam no mais que positivo resultado final. A direção eletro-hidráulica, mais dura naturalmente que em seus irmãos da linha, reação obvia causada pelo tipo de pneu e configuração de suspensão, mas que permite, no entanto, manobras do dia a dia executadas com facilidade a baixa velocidade, sem perder a necessária precisão e eficácia a velocidades maiores. Se levado ao limite, fica claro que a diferença na escolha dos pneus nesta edição Racing Spirit não é puramente estética, e tem influencia (positiva), no comportamento geral do modelo.

Quando se tem um carro com capacidade de acelerar, é fundamental um conjunto de freios eficientes e que permitam frear o veículo com a mesma eficácia. No Sandero R.S. este componente é de disco ventilado na frente e disco sólido atrás, transmitindo a necessária confiança para deter os 1.161 kg de peso.

Todas as características mecânicas, associadas a suas dimensões de 4,068 metros de comprimento; 1,733 m de largura; 1,499 m de altura e entre-eixos de 2,590 m representam com louvor o DNA Hot Hatch.

Com um motor que já não é novo, quem mais se recente de tanta esportividade é o consumo. Com o tanque de combustível de 50L de capacidade abastecido com etanol as médias conseguidas pela nossa equipe foram de 5,9 km/l na cidade, e 7,7 km/l na estrada.

Com preço anunciado de R$ 66.400,00 o Sandero R.S. Racing Spirit tornou ainda mais atrativa esta opção da Renault. Um veículo que não é apenas de apelo estético à esportividade, mas que tem todo um conjunto de soluções mecânicas que são efetivamente de esportivo.

A Renault nos privilegia com um pouco do seu histórico DNA de competição com a Renault Sport, que vem de décadas de sucesso nos ralis, passando pela Fórmula 1 e mais recentemente com a tecnologia elétrica na Fórmula E. Ao volante do Sandero R.S. sentimos um pouco dessa experiência e capacidade tecnológica, e tudo isso, a um preço bem competitivo.

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