• Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram
Revista Publiracing

Sétima edição do Festival Jazz no Sesc Pompeia traz 17 atrações, além de oficinas formativas inédita


Do dia 10 ao dia 27 de agosto, o Sesc Pompeia recebe a sétima edição do Festival Jazz na Fábrica, iniciativa que busca celebrar e apresentar ao público o leque de possibilidades em que o gênero pode ser apresentado. O conjunto de shows também é responsável por evidenciar novos artistas, além de trazer nomes já consagrados da cena musical. Neste ano, a Fábrica abre suas portas para músicos e big bands de oito países: África do Sul, Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos, Gana, Israel e Moçambique.

O jazz transcende sua origem e tempo. Sua interpretação é sincopada. O gênero traz cores instrumentais próprias, resultado da mescla entre melodias africanas ocidentais e elementos da música erudita europeia. Neste universo, com seu surgimento em Nova Orleans (Estados Unidos), nasce o dixieland, o jazz tradicional, que ganhou território por meio da difusão das rádios, culminando na formação das primeiras big bands, dando início ao swing. Durante a segunda guerra mundial, em meados da década de 1940, surge o bebop e, depois, o hard bop (com melodias mais ágeis e velozes que se assemelhavam ao som produzido pelos martelos nas obras das ferrovias). Como resposta às duas últimas vertentes, surge o cool jazz e, com influência do blues, o soul jazz. Nos anos 1960, da fusão do jazz com rock, junto a outros gêneros, nasce o fusion.

A partir dos anos 1950 e mais presente nos anos 1960, o jazz começou a tomar novas formas – devido ao esgotamento das fórmulas desenvolvidas até então – com a eliminação dos padrões de harmonia, melodia, timbres e ritmos. Nomes como John Coltrane, Ornette Coleman, Don Cherry e Cecil Taylor deram novo gás ao incorporar ao gênero novos elementos à sua estrutura. Influenciados por esses artistas, outros nomes surgiram na chamada vanguarda do jazz, como os saxofonistas Archie Shepp, Sam Rivers e Albert Ayler. Estava dada a largada para o que seria conhecido posteriormente como free jazz.

Independentemente de seus desdobramentos, o jazz traz em sua essência a liberdade criativa, o improviso e a livre interpretação, fazendo com que suas apresentações sejam inéditas. “É importante entender que é difícil classificar o gênero em caixas. O jazz é vivo e está em constante modificação”, destaca Luciano Dutra, supervisor do núcleo de música do Sesc Pompeia, que completa: “há um tema norteando a composição. A combinação da ousadia e sensibilidade do artista no momento de seu solo torna sua performance única”.

Com diversidade de estilos, formações e sonoridades, a programação do Festival começa, no dia 10 de agosto, com show do trompetista, de 59 anos, Eddie Allen (EUA). O músico, que se apresenta também nos dias 11 e 12, traz em seu estilo, inspirado no jazz de vanguarda de Chicago, na AACM (Associação para avanço de músicos em Chicago), vertentes fortes do reggae e sons urbanos, além de apresentar repertório baseado em seu trabalho Push (2014).

A série de apresentações segue com performances de Nenê Trio (BRA), que traz na bagagem mais de cinco décadas de carreira, e sobe ao palco ao lado dos companheiros Alberto Luccas (contrabaixo) e Írio Júnior (piano), apresentando o som instrumental brasileiro, e de Itamar Borochov, que traz o jazz de Israel em seu trompete. Sua apresentação conta com o apoio do Consulado da França e Bureau Export.

Nos dias 12 e 13 de agosto, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal, considerado um dos músicos mais inventivos e inovadores da música brasileira, lança seu disco No Mundo dos Sons (Selo Sesc) em apresentação no Teatro do Sesc Pompeia. O Bruxo toca junto de seu grupo, formado por Itiberê Zwarg (baixo, tuba e piano), André Marques (piano), Jota P. (saxes e flauta), Fabio Pascoal (percussão) e Ajurinã Zwarg (bateria).

Abrem a segunda semana do Festival, nos dias 17 e 18, a Globe Unity Orchestra e o baixista Thundercat. A Globe Unity Orchestra teve uma trajetória de pouco mais de 50 anos e um compromisso sério com o free jazz. Foi formada a partir de uma encomenda recebida pelo pianista Alexander von Schlippenbach do Festival de Jazz de Berlim e já foi composta por diversos músicos europeus e americanos, como o trombonista alemão Johannes Bauer e o multi-instrumentista norte-americano Anthony Braxton. Após uma marcante apresentação no Chicago Jazz Festival, em 1987, o grupo se reúne pontualmente para apresentações, como a que acontecerá no Jazz na Fábrica.

Além de seus ágeis riffs e sua fusão entre jazz com estilos urbanos, como R&B, rap e hip-hop, Thundercat é lembrado por seus trabalhos com artistas importantes da cena contemporânea desses gêneros, como Pharrell Williams, Wiz Khalifa, Michael McDonald, Kenny Loggins e Kendrick Lamar – com quem ganhou um Grammy Award por sua colaboração no álbum How To Pimp a Butterfly (2015).

Os dias 19 e 20 serão dedicados a dois nomes icônicos do jazz africano. No sábado e no domingo, o pianista sul-africano Abdullah Ibrahim sobe ao palco do Teatro para revisitar seu repertório que, com um lirismo quase místico, estabelece uma relação orgânica entre o jazz americano e suas raízes africanas. Com 82 anos de idade, ele já se apresentou com nomes como John Coltrane, Ornette Coleman, Don Cherry e Sunny Murray.

Divide a noite de sábado, 19, com Adbullah no Teatro, o moçambicano Jimmy Dludlu. Na Comedoria da Unidade, Jimmy apresenta o repertório de seu álbum In The Groove (2016), que rendeu a ele diversos prêmios, entre eles o de “Melhor Álbum de Jazz da África”. Dludlu foi considerado “Melhor Artista de Jazz da África”, pela All Africa Music Awards (AFRIMA).

No dia 24, quinta-feira, o pianista e compositor recifense, Amaro Freitas, divide o Teatro com a premiada flautista e compositora israelense, Hadar Noiberg. Amaro vem ganhando olhares da crítica especializada pela bem dosada mistura entre o jazz e os ritmos nordestinos. A concepção do concerto Sangue Negro, que embasa sua passagem pelo Jazz na Fábrica, é contemporânea com criações harmônicas e melódicas inusitadas. Hadar foi premiada pela Sociedade Americana de Compositores, Autores e Editoras (ASCAP) no ano de 2007 e tem se apresentado em grandes festivais. Noiberg combina estilos entre o jazz e world music, resultando em uma sonoridade inovadora em ambas as cenas musicais. A artista se apresenta no Festival com apoio do Consulado Geral de Israel.

Trompetista ganhador de dois Grammy Awards, Roy Hargrove se apresenta em duas noites, nos dias 24 e 25, na Comedoria da Fábrica. O músico ganhou destaque nos anos 1980 e transita pelo hard bop. Hargrove já lançou seis álbuns solos, sendo que o último foi Earfood (2008), e se apresentou ao lado de nomes como Winston Marsalis e Herbie Hancock.

O show do duo espanhol Juan Chicuelo Gómez (guitarra flamenca) e Marco Mezquida (piano) é inédito no país. Os dois músicos são ímpares em seus instrumentos e inovadores nas linguagens em que estão inseridos. O duo figura no festival como a primeira apresentação de música flamenca em sete edições.

O grupo de música etíope-americana Debo Band e a cantora de jazz norte-americana Annette Peacock fecham a sétima edição do Festival nos dias 26 e 27. A Debo Band traz 11 membros liderados pelo saxofonista Danny Mekonnen e pelo vocalista Bruck Tesfaye e mistura o jazz com elementos que vão do soul ao funk. Já Annette Peacock é considerada uma das pioneiras do uso de sintetizadores na música e é parceira de grandes nomes do jazz, como o contrabaixista Gary Peacock e o pianista Paul Bley.

O Deck da unidade recebe o tradicional Jazz na Faixa, shows ao ar livre com entrada gratuita. As apresentações acontecem aos domingos, a partir das 16h. A big band Jazzmin’s, formada somente por mulheres musicistas da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP), traz um repertório de músicas populares com arranjos jazzísticos. No dia 20, Emiliano Sampaio convida a Soundscape Big Band e traz sua sonoridade que recebe influências da música instrumental brasileira. O estilo highlife (gênero de Gana que une melodias e ritmos do povo africano Akan e instrumentos da música popular ocidental) do ganense Pat Thomas, junto da Kwashibu Area Band, é quem fecha as apresentações do Jazz na Faixa, no dia 27 de agosto.

O Festival traz oficinas formativas, com o objetivo de possibilitar ao público a vivência e a fruição junto às manifestações artísticas e seus desdobramentos e transformações do universo jazzístico ao longo das últimas décadas do século XX. As atividades acontecem nas unidades do Sesc Consolação e Vila Mariana.

Alguns nomes que se apresentam no Sesc Pompeia participarão também do Festival SESC Jazz & Blues 2017, evento que acontece simultaneamente em oito unidades do interior de São Paulo, apresentando um panorama da produção contemporânea dos gêneros. São eles: Hermeto Pascoal e grupo, Itamar Borochov, Jimmy Dludlu, Hadar Noiberg e Pat Thomas.

Confira a programação completa do festival:

Eddie Allen (Estados Unidos)

Dias 10, 11 e 12 de agosto

Sexta, sábado e domingo, às 21h30

O trompetista de Milwaukee, Winsconsin, foi influenciado fortemente pelo estilo da conhecida Associação para o Avanço de Músicos Criativos de Chicago (AACM), que se destaca por seu comprometimento a formar novos músicos para a cena moderna. Em 1981, Allen se mudou para Nova York e, nesse período, buscou aprimorar suas habilidades de improvisação. Foi também na década de oitenta que começou sua produção ao lado de nomes já consagrados da cena jazzística, como Muhal Richard Abrams (fundador da AACM), Lester Bowie, Art Blakey, Dizzy Gillespie, Randy Weston e Max Roach. Além das improvisações do free jazz, o trompetista traz em suas composições segmentos do blues, também trabalhando com o R&B e o rock.

Para o Jazz na Fábrica, Allen traz um repertório baseado em seu álbum ‘Push’ (2014) e é acompanhado de um septeto, formado por Keith Loftis (sax tenor), Dion Tucker (trombone), Misha Tsiganov (sintetizador), Mark Soskin (piano), Kenny Davis (contrabaixo) e E. S. Strickland (bateria).

Local: Comedoria. Não recomendado para menores de 18 anos. R$60,00. R$30,00. R$18,00. Capacidade: 500 pessoas

Nenê Trio (Brasil) + Itamar Borochov (Israel)

Dia 11 de agosto

Sexta -feira, às 21h

Realcino Lima Filho, Nenê, nasceu em Porto Alegre, mas viveu na França por 12 anos. Em sua estadia na Europa, apresentou seu projeto Ritmos do Brasil em quatro países: França, Dinamarca, Alemanha e Suíça. Tocou ao lado de nomes como Hermeto Pascoal, Pau Brasil, Paulo Moura, Egberto Gismonti e Stan Getz; além de ter acompanhado artistas como Milton Nascimento, Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilbero Gil e Ângela Maria. Nenê lança, no Jazz na Fábrica, seu álbum Verão.

Itamar Borochov mescla em suas composições elementos rítmicos de diversos locais, porém mantém suas raízes pessoais iraquianas, resultando em afinidade pela sensibilidade musical árabe e pan-africana. Depois de trabalhar ao lado de artistas como Curtis Fuller e Candido Camero, lançou dois discos, Outset (2014) e Boomerang (2016), que terão seus repertórios apresentados no Jazz na Fábrica.

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$40,00. R$20,00. R$12,00. Capacidade: 356 pessoas

Hermeto Pascoal e Grupo (Brasil)

Dias 12 e 13 de agosto

Sábado, às 21h

Domingo, às 18h

O show no Jazz na Fábrica marca o lançamento do álbum No Mundo dos Sons, pelo Selo Sesc. O multi-instrumentista conta com mais de 20 CDs lançados e é um dos maiores nomes da música instrumental do Brasil, sendo reconhecido por sua musicalidade tanto nacional como internacionalmente.

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$40,00. R$20,00. R$12,00. Capacidade: 700 pessoas

Globe Unity Orchestra (Alemanha)

Dias 17 e 18 de agosto

Quinta e sexta, às 21h

O conjunto de free jazz fez sua estreia no Festival de Jazz de Berlim, em 1966. A apresentação combinou o quarteto do multi-instrumentista Gunter Hampel com o quinteto do trompetista Manfred Schoof e o trio do clarinetista e saxofonista Peter Brötzmann. A Orquestra é lembrada na história do free jazz ao lado da big band do Avanço de Músicos Criativos de Chicago (AACM).

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$50,00. R$25,00. R$15,00. Capacidade: 700 pessoas

Thundercat (Estados Unidos)

Dias 17 e 18 de agosto

Quinta e sexta, às 21h30

Stephen “Thundercat” Bruner traz a fusão do jazz, soul, funk e hip-hop, aspectos que se destacaram e formaram uma identidade própria na cena musical contemporânea jazzística. De 2002 a 2011, foi baixista da banda de crossover thrash Suicidal Tendencies. Trabalhou com a cantora texana Erykah Badu nos álbuns New Amerykah Part One (4th World War) (2008) e New Amerykah Part Two (Return of the Ankh) (2010). Está em carreira solo desde 2015 e lançou em fevereiro deste ano seu terceiro álbum, Drunk, com 23 faixas autorais.

Local: Comedoria. Não recomendado para menores de 18 anos. R$60,00. R$30,00. R$18,00. Capacidade: 800 pessoas

Abdullah Ibrahim (África do Sul)

Dias 19 e 20 de agosto

Sábado, às 21h

Domingo, às 18h

Nascido em 1934 como Adolphus Brand, o pioneiro da cena jazzística sul-africana se converteu ao islamismo em 1968, mudando seu nome para o qual é conhecido hoje, Abdullah Ibrahim. O compositor, pianista e saxofonista mudou-se para a Suíça nos anos 1960 para fugir do apartheid. Lá, conheceu o pianista e compositor americano Duke Ellington, que tornou-se uma das grandes influência do sul-africano e foi o responsável por leva-lo aos Estados Unidos. Em 1965, participaram juntos do famoso Newport Jazz Festival. Foi em 1976 que lançou seu primeiro álbum, Banyana, e de lá para cá se consagrou como um dos grandes nomes do jazz contemporâneo.

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$60,00. R$30,00. R$18,00. Capacidade: 700 pessoas

Jimmy Dludlu (Moçambique)

Dia 19 de agosto

Sábado, às 21h30

Nascido na cidade de Maputo, em Moçambique, Jimmy Dludlu começou a tocar guitarra aos 13 anos, sendo influenciado pelo jazz e pela música africana. Nos anos 1980, começou sua carreira profissional tocando com músicos de países como Suazilândia, Gana e Bostwana. Foi na década de 1990 que se tornou um músico de estúdio e se tornou líder da banda Loading Zone, que realizou turnês com ícones da música sul-africana, como Miriam Makeba e Papa Wemba. Dludlu traz nove álbuns em sua discografia, incluindo seu mais recente trabalho, In The Groove (2016), que terá seu repertório apresentado no Jazz na Fábrica

Local: Comedoria. Não recomendado para menores de 18 anos. R$40,00. R$20,00. R$12,00. Capacidade: 800 pessoas

Amaro Freitas (Brasil) + Hadar Noiberg (Israel)

Dia 24 de agosto

Quinta-feira, às 21h

O pianista e compositor Amaro Freitas apresenta, acompanhado de seu trio, o concerto Sangue Negro – título se seu álbum de estreia, que foi lançado em 2016 –, que conta com músicas de sua autoria e obras de compositores já consagrados da MPB, como Dominguinhos, Tom Jobim e Pixinguinha.

Hadar Noiberg, neste show, é acompanhada por Tal Mashiach no baixo e Daniel Dor na bateria. Seu repertório conta com canções de seu álbum From the Ground Up (2015), seu segundo álbum. O disco marca a carreira de Noiberg como líder de banda e apresenta suas composições para seu trio.

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$40,00. R$20,00. R$12,00. Capacidade: 700 pessoas

Roy Hargrove (Estados Unidos)

Dias 24 e 25 de agosto

Quinta e Sexta, às 21h30

Além de seu projeto solo, o trompetista texano lidera três grupos: RH Factor, Roy Hargrove Quintet e Roy Hargrove Big Band. Além do protagonista, a sonoridade da banda é formado por piano, baixo, bateria e sax. No Jazz na Fábrica, Roy recebe a participação especial da cantora italiana Roberta Gambarini, com quem mantém parceria há uma década.

Local: Comedoria. Não recomendado para menores de 18 anos. R$60,00. R$30,00. R$18,00. Capacidade: 500 pessoas

Chicuelo-Mezquida (Espanha)

Dia 25 de agosto

Sexta-feira, às 21h

Juan “Chicuelo” Gómez é ganhador de um prêmio Goya e, além de sua carreira como solista, faz parcerias em trio com os cantores flamencos Miguel Poveda e Duquende. É considerado como um dos poucos guitarristas a conseguir ampliar o flamenco de forma influente.

Marco Mezquida traz um pianismo que se enriquece com a diversidade musical. Sua sonoridade é marcada pela autenticidade e sua dedicação à música.

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$50,00. R$25,00. R$15,00. Capacidade: 700 pessoas

Annette Peacock (Estados Unidos)

Dias 26 e 27 de agosto

Sábado, às 21h

Domingo, às 19h

Além de uma das cantoras americanas de jazz de maior destaque, a nova-iorquina é compositora, arranjadora, musicista e escritora. Nascida em 1941 no Brooklyn, Peacock começou a compor aos cinco anos de idade. Sempre teve em seu entorno inspirações para a música, já que tinha uma mãe violista que compunha as orquestrar filarmônicas de San Diego e da Filadélfia. Ela já lançou 12 álbuns e apresenta-se no formato piano e voz, focando seu repertório em seus principais discos, como I’m The One (1972), X Dreams (1978) e The Perfect Release (1979).

Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$50,00. R$25,00. R$15,00. Capacidade: 700 pessoas

Debo Band (Estados Unidos)

Dias 26 e 27 de agosto

Sábado, às 21h30

Domingo, às 19h30

O grupo está na ativa desde 2006 e traz uma mistura de ritmos tradicionais, jazz e soul com uma pegada mais funky. A big band concebida em Boston (EUA), em 2006, é liderada pelo saxofonista e etnomusicólogo Danny Mekonnen, artista de origem etíope nascido no Sudão e criado nos Estados Unidos, e pelo franco-etíope Bruck Tesfaye, cujo vocal em amharic (uma das línguas faladas na Etiópia) faz um contraponto psicodélico hipnótico com os metais estridentes da seção de sopros e a guitarra, numa sonoridade que atualiza as influências de seus conterrâneos.

Local: Comedoria. Não recomendado para menores de 18 anos. R$50,00. R$25,00. R$15,00. Capacidade: 800 pessoas

Confira a programação gratuita do Jazz na Faixa:

Jazzmin’s (Brasil)

Dia 13 de agosto

Domingo, às 16h

A big band é formada por Paula Valente (sax e flauta), Lilian Carmona (bateria), Gê Cortes (contrabaixo), Marta Ozzetti (flautas), Renata Montanari (guitarra), Lis de Carvalho (piano), Mayara Almeida (saxofone), Fabrícia Mikaela de Medeiros (clarone e clarinete), Kelly Vasconcelos (trompa), Paula Pires (clarinete), Beatriz Pacheco (saxofone) e Glaucia Vidal (percussão). Elas apresentam um repertório totalmente dedicado à música popular, porém com arranjos de jazz.

Local: Deck. Livre.

Emiliano Sampaio e Soundscape Big Band (Brasil)

Dia 20 de agosto

Domingo, às 16h

Emiliano e Junior Galante, líder da Soundscape Big Band, são colegas de longa data, já tocaram juntos em outros projetos e têm uma relação próxima com a Europa. Sampaio se mudou para a Áustria em 2012 e, neste período, lançou quatro discos dedicados à música instrumental.

A Soundscape Big Band une a linguagem da música contemporânea ao jazz, à música brasileira e à música clássica. É reverenciada como uma das mais relevantes bandas brasileiras do gênero.

Para o Jazz na Fábrica, Emiliano rege, pela primeira vez, a Soundscape Big Band.

Local: Deck. Livre.

Pat Thomas (Gana)

Dia 27 de agosto

Domingo, às 17h

Pat Thomas nasceu em 1951 em uma família de músicos, o que o fez ter um contato com a música desde sempre. Ao longo de sua carreira, fez parte de diversas bandas de funk, afrobeat e afropop, como a Satellites, em 1973, e Sweet Beans, em 1974. Ganhou o prêmio Voz de Ouro da África oito anos depois da formação da segunda banda, tornando-se um grande percursor do estilo highlife. Em 2015, lançou o álbum Pat Thomas & Kwashibu Area Band junto de um sexteto liderado pelo multi-instrumentista Kwame Yeboah. O trabalho ganhou atenção mundial em sua apresentação na conferência Womex, em Budapeste, no ano passado.

Local: Deck. Livre.

Confira o cronograma de oficinas formativas:

SESC CONSOLAÇÃO

WORKSHOP COM ALEXANDER VON SCHLIPPENBACH

Um dos principais pianistas de free jazz do mundo, Alexander von Schlippenbach mistura elementos clássicos e contemporâneos com as características do jazz de vanguarda. Nascido na Alemanha, o músico formou a Globe Unity Orchestra em 1966 a partir da iniciativa do Berliner Jazzstage. Desde então, além deste projeto se apresenta no formato trio com Evan Parker e Paul Lovens, além de ter um projeto especial no qual gravou a obra completa de Thelonious Monk. Neste workshop, Schlippenbach revela seu processo de composição ao piano por meio da interface entre o jazz tradicional e a improvisação livre.

Dia 16 de agosto, quarta às 18h

Classificação indicativa: 17 anos

Grátis (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira)

Inscrições na Central de Atendimento a partir de 1/8 para credencial plena e 8/8 para o público em geral | 20 vagas

Local: Centro de Música – 1º andar

Duração: 90 minutos

BREVE HISTÓRIA DA IMPROVISAÇÃO NO JAZZ

O curso busca aproximar o público de alguns aspectos inerentes à improvisação no jazz e seu percurso durante os anos de 1900 até hoje. Serão abordadas questões interpretativas e estruturais, como, noções básicas de harmonias e melodias. Além destes aspectos serão apresentados alguns dos principais protagonistas deste gênero musical que hoje transcende suas fronteiras originais e se mistura à cultura de diversos povos. Com Bob Souza.

Dias 14 e 21/08, segundas, das 19h30 às 21h30.

Classificação indicativa: 17 anos

Grátis (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira)

Inscrições na Central de Atendimento a partir de 1/8 para credencial plena e 8/8 para o público em geral | 20 vagas

Local: Centro de Música – 1º andar

A VOZ NO JAZZ

O workshop propõe a vivência vocal de repertório jazzístico em grupo, explorando a abertura de vozes dentro da linguagem harmônica do gênero. Abordará também alguns elementos interpretativos do jazz, como a articulação, a rítmica, etc. Exercícios e jogos de improvisação serão utilizados como forma de aproximação com a linguagem. Com Solange Assumpção.

Dias 23/08, quarta, das 18h às 19h30.

Classificação indicativa: 17 anos

Grátis (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira)

Inscrições na Central de Atendimento a partir de 8/8 para credencial plena e 15/8 para o público em geral | 20 vagas

Local: Centro de Música – 1º andar

SESC VILA MARIANA

WORKSHOP COM JUAN GÓMEZ CHICUELO

Workshop com Juan Gómez 'Chicuelo', que vai trabalhar os diferentes ritmos do flamenco, a partir da contagem, acentuações e divisões de algumas variações como tangos, alegrias, bulerias, etc. Também serão apresentados reforços da técnica com acordes, arpejos, escalas e tonalidades. Com mediação do instrutor de cordas dedilhadas Mayki Fabiani, do Centro de Música do Sesc Vila Mariana.

Juan Gómez 'Chicuelo' é um dos mais proeminentes guitarristas da atual cena da música flamenca e um dos grandes compositores de sua geração. Trabalhou no Tablao de Carmen com Mario Escudero, Angelita Vargas, La Tolea, Yerbabuena, Sara Baras, Adrián Galia, Belén Maya, Antonio 'El Pipa', Joaquin Grilo, entre outros. Chicuelo é hoje umas das maiores referências entre os grandes cantores de música flamenca, como Miguel Poveda e Duquende, com quem realizou diversas turnês pela Europa, Japão e Estados Unidos.

Dia 24 de agosto, quinta, das 19h às 21h

Classificação indicativa: 12 anos

Grátis (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira)

Inscrições na Centro de Música, a partir de 1/8 para credencial plena e 8/8 para o público em geral | 30 vagas

Local: Auditório

JAZZ: IMPROVISAÇÃO EM GRUPO

A concepção da prática musical instrumental a partir de uma composição ou um repertório será a base da atividade que buscar refletir o jazz. A linguagem da improvisação e a forma de criação dos arranjos são os pontos de partida para tocar e criar em grupo. Com Marcel Cangiani.

Dia 25 de agosto, sexta das 19h às 21h

Classificação indicativa: 12 anos

Grátis (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira)

Inscrições na Centro de Música, a partir de 1/8 para credencial plena e 8/8 para o público em geral | 15 vagas

Local: Centro de Música

PIXINGUINHA: A ORQUESTRA POPULAR BRASILEIRA

O estabelecimento de um grupo instrumental orquestral para tocar música popular brasileira é influenciado diretamente por Alfredo da Rocha Vianna. Compositor de diversos gêneros e tendo contato com o jazz norte-americano em turnês estrangeiras, Pixinguinha consolida uma estrutura e características marcantes que influenciaram todos os demais compositores e arranjadores, principalmente aqueles ligados à era do rádio. Com Maurício Narutis.

Dia 26/08, sábado, das 14h às 16h

Classificação indicativa: 12 anos

Grátis (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 8,50 (credenciado*/usuário inscrito no Sesc e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$17 (inteira)

Inscrições na Centro de Música, a partir de 1/8 para credencial plena e 8/8 para o público em geral | 30 vagas

Local: Centro de Música

#LAZER #SHOW #MÚSICA

Laja Revista Publiracing
Reserve seu espaço