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Revista Publiracing

Avaliação: Honda HR-V, saiba as razões de tanto tempo de liderança no segmento.


Um dos maiores sucessos dos últimos anos no mercado automobilístico brasileiro é sem dúvida o Honda HR-V.

Design que caiu no gosto do público brasileiro, ele vem surpreendendo, mantendo a liderança num segmento que teve a chegada de novos produtos nos últimos meses, propostas agressivas e muito boas, mas que apesar disso, não conseguem derrubar do trono o Honda HR-V, rei e senhor do segmento que mais cresce em todo o mundo.

Fomos então para a estrada mais uma vez com o Honda HR-V, para consolidar nossa opinião sobre o que leva tanta gente a querer ter um em sua garagem.

E como referimos, concorrência é o que não falta para ele. Só nos últimos tempos chegaram o Jeep Compass, que vem substituindo nos clientes da marca o Renegade, esse sim, já sentindo os anos de mercado não escondendo um envelhecimento precoce de sua aparência, o Hyundai Creta, produto de uma marca que habitualmente entende muito bem a filosofia do cliente brasileiro, e o Nissan Kicks, cada vez mais agressivo, especialmente agora que passou a ter produção nacional, com a anunciada ampliação no número de versões disponibilizadas, se tornando ainda mais competitivo. A estes podemos ainda juntar o Ford Ecosport, que vai “beliscando” uma fatia importante de mercado e que vai chegar nas próximas semanas com mais uma atualização.

E para que se tenha uma noção do tremendo acerto que foi aos atrás o lançamento do HR-V, as atualizações ao modelo são mínimas, alterações aqui e ali, em faróis, introdução da assinatura em LED na versão Touring, um pouco mais de estilo no interior com peças metalizadas em alguns pontos, e pouco mais. Isso mostra o quanto a Honda se antecipou no tempo com um design que passados todos estes anos de mercado continua com um desempenho tão forte e até surpreendente pela longevidade.

Foram 4048 unidades emplacadas no mês de Junho, totalizando 23 218 emplacamentos nos seis primeiros meses do ano e consequente liderança do segmento.

Esse número representa 12,73% do segmento que tem na segunda posição o Jeep Compass, com 22 003 emplacamentos em idêntico período.

Fomos então para estrada mais uma vez com o HR-V na versão EXL, mas ainda antes de falarmos das virtudes dinâmicas do HR-V, referência para o aspecto que garante grande parte do seu sucesso, a estética.

Sua carroceria que faz lembrar um cupê, tem as maçanetas de abertura das portas traseiras “escondidas” de forma muito harmoniosa no seguimento dos frisos das janelas, na terceira coluna. Algo visto em outros modelos, mas sem dúvida muito elegante no HR-V. Além disso pormenores como farol de neblina, lanternas traseiras em LED, (no Touring já com assinatura em led), maçanetas externas cromadas, para-brisa dégradé, retrovisores elétricos na cor do veículo com indicador de direção e rebatimento elétrico. Como toque final podemos ainda fazer referência ao Rack de teto e as rodas que são de liga leve aro 17" montando pneus 215/55 R17.

Suas principais medidas são o comprimento de 4294 mm, altura de 1586 mm, largura de 1772 mm e distância entre eixos de 2610 mm.

Já no interior, relembramos que o SUV da Honda recepciona os passageiros para um interior sóbrio e de muito espaço. A eliminação da alavanca de freio de mão, que no HR-V é acionado através do sistema EPB - Eletric Parking Brake (freio de estacionamento eletrônico) permitiu um console central muito elegante, com descança-braço, a posição dele é elevada e passa uma sensação de sofisticação através do acabamento em couro. Este componente, natural e/ou ecológico (couro sintético), é visível também nas portas, na alavanca da transmissão e no volante. A Honda disponibiliza nesta versão, airbags frontais e laterais, para motorista e passageiro.

A central multimídia é acessível através de uma tela de 7'' multi touchscreen com navegador GPS, entrada HDMI e 2 conexões USB para MP3 players, pen drive e iPod/iPhone/iPad. Sistema de áudio AM/FM com CD player CD/MP#/WMA com 4 alto-falantes e 2 tweeters.

Antes de dar partida ao motor do HR-V, corrigimos nossa posição de condução, no banco, e através da coluna de direção que tem ajuste em altura e profundidade. É fácil conseguir uma posição de dirigir praticamente perfeita, e esse é mais um fator que agrada no HR-V.

O motor é o 1.8 16V SOHC i-VTEC FlexOne, algo que já conhecíamos de anteriores avaliações, e propulsor já com alguns anos de presença na linha Honda, como a anterior geração do Civic, por exemplo, mas que mantem suas características, sem reações de esportivo, ele é no entanto disponível e com recursos que nos deixam confortáveis. A potência é de 140 CV as 6500 rpm se abastecido a gasolina, ou 139 CV as 6300 rpm optando pelo etanol. O torque é de 17,3/4800 (kgf.m/rpm) e 17,4/5000 (kgf.m/rpm), com gasolina ou etanol, respetivamente. Em conjunto com o câmbio CVT de 7 velocidades, a Honda entrega um pacote de reações muito suaves, graduais mas que nunca nos deixa na mão.

Ajudando a tornar prazeroso dirigir esta versão EXL, a suspensão, que na dianteira é McPherson e na traseira barra de torção. Este conjunto permite criar a sensação de elevação no interior, mas mantendo o centro de gravidade a níveis muito interessantes, o que acaba por limitar sua capacidade para passeios fora de estrada, mas tornado mais eficaz o comportamento em rodovia, trazendo segurança em alta velocidade. Ao mesmo tempo ele entrega bastante conforto em condução urbana, seu habitat natural.

Falando ainda de comportamento dinâmico, palavra de merecido destaque para a direção com assistência elétrica progressiva, ela é suave na cidade, endurecendo naturalmente com o aumento da velocidade, mas sempre de muita precisão. Outro grande destaque, e fator importantíssimo na segurança do dia a dia, são os freios, de disco nas quatro rodas, muito eficazes e que se juntam a algumas soluções que fazem parte do pacote do EXL como: Freio com Sistema ABS e ABD (Anti-lock Brake System/Eletronic Brake Distribution), sistema HSA (Hill Start Assist - Assistente de partidas em aclive), sistema VSA (Vehicle Stability Assist - Assistente de tração e estabilidade) e o ESS (Emergency Stop Signal), sistema que aciona 3 vezes as luzes de pisca alerta ao pisar fortemente no pedal de freio.

A esta lista de soluções do pacote EXL podemos ainda referir as travas elétricas com travamento automático acima de 15 km/h e o Brake Hold.

Finalizar ainda com referência para os 431 litros de espaço disponibilizado no porta-malas, e os 51 litros de capacidade do tanque de combustível, que devido ao motor Flex pode ser abastecido com gasolina ou etanol. Este motor 1.8, já não é novo, mas ainda assim entrega bons resultados no consumo ao deslocar os 1276 kg do carro, mais o peso transportado, com médias de 9,3 km/l em circuito urbano e 12,4 km/l em rodovia, sempre abastecido com etanol no nosso caso.

Feita a descrição e vividas todas as experiências ao volante do HR-V, tentamos interpretar o que leva a esta liderança de mais de dois anos no segmento. O harmonioso equilíbrio entre estética, soluções mecânicas, tecnológicas e de auxilio à condução, formando um conjunto de referências que levam a um pacote muito interessante, honesto, e que apesar da idade ainda arranca suspiros, no chamado equilíbrio perfeito.

O mercado automobilístico tem ao longo de sua história situações recorrentes de acerto e sucesso, em que soluções técnicas equilibradas são instaladas no “corpo” perfeito, e desta vez o acerto foi dos engenheiros da marca japonesa. O modelo já pede intervenção, mas seu vanguardismo foi tão grande que passados estes anos de concessionária, com poucas alterações na sua essência, ele contínua firme e forte como preferência no segmento. O Honda HR-V é vendido nas concessionárias da marca entre os R$ 79 900 da versão de câmbio manual LX, passando pelos R$ 101 400 da versão avaliada pela nossa equipe,EXL, e a mais recente versão Touring, vendida por R$ 105 900 e que além dos novos faróis (com DRL) e lanternas em LED, design com detalhe metalizado nos alto-falantes e maçanetas internas, complementa com airbags de cortina, o pacote que inclui os frontais e laterais para condutor e passageiro que já equipam a versão EXL.

Resumindo, ele continua a ser uma ótima escolha, e pertencendo ao grupo dos “eleitos”, tem um ótimo preço de revenda.

Fotos: Revista Publiracing e Honda (Interior)

#HONDA #HONDAHRV #TESTEAVALIAÇÃO

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