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Revista Publiracing

Avaliação: Renault Captur Zen, ele chegou atraente, moderno e equilibrado.


Nosso teste desta semana é com um dos modelos mais esperados dos últimos meses, principalmente pela expectativa criada por um produto que vem de um grande sucesso na Europa.

No entanto em mercado tão competitivo como é atualmente o brasileiro, além do apelo estético, o conteúdo tem que vir de acordo com as expectativas de um público tão peculiar como o nosso.

E foi para conhecer mais sobre todos estes aspectos que durante alguns dias dirigimos a versão de entrada do Renault Captur.

Por fora o Captur é atraente e moderno, a conclusão não é só de nossa equipe, mas também das pessoas com quem dividimos as ruas de São Paulo, seus olhares de admiração, ou até mesmo suspiros de desejo. Não foram também incomuns os pedidos de, “posso ver por dentro”, clara identificação de quem ficou interessado e quer saber mais. Hora então da nossa observação mais detalhada.

Como destaque imediato as rodas de liga leve de 17 polegadas (pneus 215/60 R17), alguns pormenores cromados, que dão elegância sem tirar a esportividade, e a frente bem de acordo com o que conhecemos da identidade visual da Renault atualmente, e onde as luzes em Led diurnas em forma de C são a marca que torna inconfundível o Captur.

A Renault promete 13 combinações de cores, em resultados biton, e onde o teto pode ser marfim ou preto, sempre com os espelhos retrovisores a manterem a cor do teto.

O Captur tem envergadura de SUV, muito ao estilo de seu primo Duster, mas com um perfil diferente. Podemos dizer que o Captur é um SUV feito para as ruas da cidade, mas que não perde a capacidade de ir para uma pist mais aventureira. Já o Duster faz o caminho inverso, com mais facilidade para o fora de estrada, ele se adapta muito bem ao ambiente urbano, sem deixar de entregar espaço e conforto. Para dois modelos que compartilham a mesma plataforma, eles são sem dúvida propostas diferentes e a Renault preenche um espaço interessante na sua linha de produtos com estes dois primos.

Após este breve comentário, voltamos ao Captur Zen 1.6, e já no interior, não fica difícil identificar os comandos já conhecidos de outros modelos da marca, ai incluídos, de vidros e espelhos, além da conhecida haste atrás do volante ( lado direito da coluna de direção ), que controla entre outros, volume de som, estações de rádio e opções de telefone e suas ligações. Já conhecida também, a central multimídia com tela sensível ao toque de 7”, de fácil leitura e prática, é no caso do Captur muito bem posicionada.

Todo o ambiente interno é além de generoso, confortável e agradável, tendo conseguindo os engenheiros da Renault ampliar a sensação de bem estar através de uma grande superfície envidraçada. O Renault Captur sai da fábrica de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba, PR) com 4 airbags (2 frontais e 2 lateriais), além de trazer de série o sistema de fixação Isofix para duas cadeirinhas infantis no banco traseiro. Para entrar e sair, ligar ou desligar o motor do nosso Captur, é utilizada a chave tipo cartão, que funciona por aproximação e permite conforto e praticidade.

A posição de dirigir é, assim como na Duster, muito boa, e facilmente nos sentimos confortáveis para explorar todo o prazer de dirigir o Captur. Dando partida ao motor 1.6 da nova geração, denominado SCe, e já conhecido dos modelos Sandero e Logan, mas que chega no entanto com algumas soluções técnicas que visam uma maior eficiência energética. Exemplos destas alterações são, a redução de peso do motor em cerca de 30 kg, principalmente pela utilização do alumínio em determinadas peças, injetores localizados no cabeçote com comando de válvulas variável na admissão, e ainda o sistema que beneficia a bateria através da regeneração da energia utilizada nas frenagens.

A potência do motor, se abastecido com etanol (nosso combustível), é de 120 cv, totalmente disponíveis às 5.500 rpm. Este motor se mostra ágil e pronto para movimentar os 1.273 kg de peso do Captur, no entanto as relações curtas do câmbio de 5 marchas manual ajudam a equilibrar o comportamento já que o torque de 16,2 kgfm fica apenas totalmente disponível às 4.000 rpm.

Mais uma vez a engenharia da Renault trabalhou muito bem este importante componente, e suas relações curtas, associadas a engrenagens precisas, melhora de sobremaneira o dinamismo do veículo em estrada.

A altura de 212 mm em relação ao solo transmite a necessária confiança para um comportamento mais aventureiro, mas apesar de ângulos de ataque 31° na traseira, e 23° na frente, seu habitat natural é mesmo o asfalto. Ainda como referências importantes, suas generosas dimensões, que são de 4,329 m de comprimento; 1,813 m de largura; 1,619 m de altura e entre-eixos de 2,673 m.

A suspensão é McPherson na frente e eixo de torção na traseira, e está preparada para permitir conforto e precisão em velocidades “normais”, no entanto sua configuração mostra uma tendência para rolar a carroceria em curvas abordadas de forma mais rápida, esse comportamento é, no entanto uma característica do modelo que em nada condiciona seu eficiente resultado dinâmico. Aqui cabe um parênteses para falar da direção, ela é eletro-hidráulica e se mostrou precisa, ganhando dureza na proporção certa.

O novo Renault Captur vem de série com controle de estabilidade ESP, que ajuda a manter a segurança nas curvas além de controle eletrônico de tração, sistema que proporciona maior aderência em diferentes tipos de superfície.

O tanque de combustível do Captur tem capacidade para 50L e em nosso teste esteve sempre abastecido com etanol. Dividimos nossa avaliação em dois momentos, com e sem utilização do botão ECO. Efetivamente sentimos diferença no resultado mostrado no computador após acionamento desta opção. Os dados iniciais foram de 7,3 km/l na cidade e de 7,9 km/l na estrada. Com o botão ECO os cálculos direcionam para 7,7 e 8,4 km/l respetivamente. Este beneficio vem de acordo com a referência informada pela marca que define um ganho de aproximadamente 10% no consumo quando dirigindo utilizando o botão ECO acionado.

Com isso não poderemos dizer que economia seja sua maior virtude, ficando, no entanto dentro dos padrões que julgamos admissíveis para este perfil de veículo.

Como conclusão de nossa avaliação, acreditamos numa grande receptividade do mercado brasileiro ao Captur, seja pela modernidade de suas linhas, pelo amplo espaço interno ou ainda pelo preço, já que os sugeridos R$ 78.900,00 situam o Captur Zen 1.6 numa faixa de preço bem interessante. Dados que de alguma forma refletem a aceitação do modelo logo após a sua chegada, os números da Fenabrave, que assinalem 258 unidades emplacadas nos primeiros dias de comercialização, e 686 emplacamentos ao longo do mês de março, o que deixa claro que o Captur veio para brigar neste cada vez maior e competitivo segmento.

Condicionantes para o que poderá ser uma chegada triunfal, o atual cenário do mercado brasileiro, que apesar de dar sinais de alguma recuperação em Março, ainda reflete a crise que afeta o setor, a chegada recente do Creta da Hyundai, marca que tradicionalmente chama a atenção dos brasileiros, e ainda o fenómeno HR-V, que após algumas pinceladas estéticas da Honda continua reinando neste segmento de SUV´s com direcionamento urbano, como gostamos de identificar.

Imagens Revista Publiracing e Renault ( Interior )

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